Diário da Região

17/04/2018 - 00h30min

BOA NOTÍCIA

Emprego na indústria segue forte na região

As 102 cidades que integram o Ciesp geraram 3.050 postos de trabalho no primeiro trimestre do ano; números são considerados bons e demonstram recuperação do setor após um 2017 negativo

Mara Sousa/Arquivo Indústria de alimentos 
teve o melhor desempenho
 em março, contribuindo 
para o resultado positivo
Indústria de alimentos teve o melhor desempenho em março, contribuindo para o resultado positivo

O primeiro trimestre de 2018 é de comemoração para quem trabalha na indústria na região de Rio Preto. Até agora, as 102 cidades que integram o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) acumulam a geração de 3.050 postos de trabalho, o que significa um índice de 3,58% nos primeiros três meses do ano.

O resultado desse período reverte a curva negativa do fim do ano passado. Em dezembro, a região perdeu 1.050 postos de trabalho (-1,23%). E, em 2017, o índice foi de -1,26%, uma queda de 1,1 mil empregos. Assim, esse é o terceiro mês consecutivo de resultado positivo para o emprego. Em janeiro o índice foi de 1,65% (1,4 mil postos) e, em fevereiro, de 0,29% (250 empregos).

Dessa forma, a região ocupa a 5ª posição entre as 36 regionais do Ciesp no resultado acumulado do ano. O destaque é a região de Sertãozinho, com índice de 6,16%. Em seguida aparecem Mogi das Cruzes (5,20%), Araraquara (4,88%) e Franca (3,58%).

No primeiro trimestre, o setor com o melhor desempenho foi o de produtos alimentícios (10%). Em seguida aparece produtos minerais não-metálicos (8,28%) e, na terceira posição, coque, petróleo e biocombustíveis, com 7,63%.

No mês passado, a região de Rio Preto fechou com um índice de 1,60%,o que representa um aumento de 1,4 mil postos de trabalho. A contribuição para o resultado veio de setores como produtos alimentícios (6,15%); coque, petróleo e biocombustíveis (5,12%); veículos automotores e autopeças(0,36%) e produtos diversos(1,93%). O pior desempenho foi registrado pelo segmento de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-6,94%). Neste contexto, a cidade ficou ainda melhor colocada, na quarta colocação, atrás de Sertãozinho (4,75%), Bauru (1,96%) e Presidente Prudente (1,63%).

O resultado do mês passado foi o melhor para o mês de março desde 2013, quando o índice atingiu 2,10%. Quando comparados os meses de março dos anos de 2017 e 2018, há um cenário melhor, pois em março de 2017 o resultado foi positivo em 0,92%.

Nos últimos 12 meses, o acumulado é de 0,57%, representando um aumento de 500 postos de trabalho. A liderança fica com o setor de veículos automotores e autopeças (34,3%). Na outra ponta do ranking aparece máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que fechou em queda de 15,68%.

Para o diretor da regional do Ciesp de Rio Preto, Luiz Fernando Lucas, os números são motivos para comemoração, entretanto, a perda de empregos foi tão forte que ainda se está longe da recuperação. "Os negócios estão melhorando, há mais ânimo e confiança, mas só estamos começando a recuperar o que perdemos", disse. Para ele, a tendência é de manutenção da curva positiva, mas não em ritmo tão acelerado como no momento.

Estado

No Estado, a indústria paulista criou 10 mil postos de trabalho em março. O resultado é superior ao do mesmo mês de 2017 (9,5 mil novas vagas). No ano, houve acréscimo de 23 mil postos. É o maior saldo no primeiro trimestre de um ano desde 2013, quando foram criadas 34,5 mil vagas.

O destaque foi o setor sucroalcooleiro, que devido à época de safra de cana-de-açúcar teve saldo positivo de 5.183 vagas (52% do total dos novos postos industriais).

Nas regiões e setores analisados pela pesquisa houve resultados positivos em 64%. Dos 22 setores industriais, 14 tiveram aumento do número de postos de trabalho, dois ficaram estáveis, e seis apresentaram redução.

O destaque ficou para produtos alimentícios, em que foram criadas 4.349 vagas, variação positiva de 1,24%. Em coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, o aumento foi de 6,25% (2.528 novos postos).

Das 36 regiões em que a pesquisa é dividida, 23 tiveram saldo positivo de empregos, cinco se mantiveram estáveis, e em oito houve redução do número de vagas.

Para José Ricardo Roriz Coelho, segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a recuperação da economia está em trajetória de crescimento, ainda que o ritmo esteja aquém do desejado. Ele reforça que a preocupação é que esse crescimento passe a ter ritmo mais acelerado, para compensar a queda habitual do segundo semestre de cada ano.

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