Diário da Região

14/04/2018 - 21h01min

Ventos positivos

Indústrias de confecção sentem melhora do cenário econômico

Rio Preto é importante polo fabricante de roupas; depois da crise dos últimos anos, setor começa a sentir uma recuperação nas vendas e faz de tudo para atender bem seu cliente, o lojista

Mara Sousa 12/4/2018 Empresaria Sueli Passarin presidente do Sindicato das confecções na linha de produçao e gerais das pessoas trabalhando
Empresaria Sueli Passarin presidente do Sindicato das confecções na linha de produçao e gerais das pessoas trabalhando

Polo regional quando o assunto é a indústria confecção, Rio Preto recebe consumidores do Brasil todo em busca das peças produzidas aqui. Moda feminina, masculina, infantil, uma diversidade que atrai compradores das mais diferentes regiões. São cerca de 400 indústrias e pelo menos 2 mil trabalhadores empregados no setor que começa a vislumbrar a retomada dos ventos positivos depois de amargar os efeitos da crise que acometeu o País nos últimos anos.

Empresários do ramo começam a sentir aumento nas vendas nesse primeiro trimestre do ano, depois de dois anos considerados negativos. Ainda não se pode falar em melhora considerável, mas a confiança começa a voltar aos consumidores e os resultados apontam no sentido de um futuro positivo. "A expectativa está bem melhor para este ano. Estamos todos apostando nisso e já estamos vendendo mais", afirmou Sueli Passarin, presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Rio Preto.

A produção da indústria local é bastante variada. Um dos eixos é o que se chama de modinha feminina, com as tendências do momento como calças pantacour, macacões e bordados. Tem ganho relevância no mercado também a produção voltada às mulheres plus size, de tamanho maior.

A empresária explica que neste momento boa parte das empresas está finalizando a produção das coleções do período mais frio do ano e já começa a preparar o verão. Para manter a produção atualizada, um grupo viaja para cidades como Madri, na Espanha, e Londres, na Inglaterra, em busca de novidades da moda.

Segundo Sueli, o bom momento também significa o fim das demissões no setor. As indústrias pararam de dispensar os trabalhadores e já começaram a contratar, o que contribui para um ciclo positivo. "Quando se emprega mais gente, se produz mais e se vende mais."

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Norte do Estado de São Paulo nas Indústrias do Vestuário (Sindinorte), Elimar Damin Cavaletto, confirma que as demissões cessaram e o início das contratações, mas diz que ainda não é possível avaliar se é um sinal de melhora. "Março, historicamente, é um período bom. O que se precisa saber é se é só sazonal ou realmente de melhora", disse. Para o ano, segundo ele, a expectativa é positiva, tanto da parte dos empresários quanto dos trabalhadores.

Um dos pontos negativos, que continua a atrapalhar o bom desempenho do setor é a falta de qualificação dos trabalhadores, tanto que existe, ainda em estudo, um projeto em parceria entre os dois sindicatos para a capacitação e requalificação na área. "Como houve muitas demissões nos últimos quatro anos muita gente acabou indo para outras áreas, por isso falta gente qualificada".

Segundo o empresário Pedro Almeida, do Clube da Moda, a situação do setor está melhorando, com crescimento das vendas de confecções e calçados nesse período do ano. "O problema brasileiro é político e não de mercado", afirmou.

Para o diretor comercial do Fashion Center, Ricardo Prioto, 2018 é ano de otimismo, de retomada da economia, principalmente após o período eleitoral. "Saímos fortalecidos do momento de crise, com a ocupação praticamente total das lojas, aumento das vendas gerais e criação de novas formas de entregar a moda ao lojista atacadista", afirmou.

O relações públicas do Shopping Litoral, Renato Ropelli, também afirma que existe um grande sentimento de otimismo, de fabricantes e de lojistas. "Estão todos apostando neste ano. Esqueceram a palavra crise", afirmou.

 

Clube da Moda

Divulgação Clube da Moda
Clube da Moda
  • 11 anos
  • 99 lojas
  • 280 funcionários
  • 53 lojas a serem lançadas
  • 5 mil clientes mês
  • Av. Dr. Waldemar Buchala, 112 - Distrito Industrial
  • (17) 3234-3788

 

Litoral

Divulgação/Franklin Catan/Teodora Relações Públicas Litoral Shopping
Litoral Shopping
  • 6 anos
  • 35 lojas
  • 10 lojas inauguradas recentemente
  • 120 funcionários
  • 5 mil clientes mês
  • Rodovia Washington Luis, Km 429
  • (17) 3266-9900

 

Fashion Center

Divulgação/Marcelo Ringo Fashion Center
Fashion Center
  • 26 anos
  • 160 lojas
  • 200 funcionários
  • 98% das lojas funcionando
  • 5 mil clientes mês
  • Rod. Washignton Luís, Mirassol
  • (17) 3243-8888

 

Indústria amplia canais

Mara Sousa 12/4/2018 Anatilde Loiola Lima, da Banana Lima, montou uma equipe apenas para atender as vendas pelo Whatsapp
Anatilde Loiola Lima, da Banana Lima, montou uma equipe apenas para atender as vendas pelo Whatsapp

O empresário que atua no segmento da moda diz que está otimista e que espera um ano positivo. Agora, aproveita o momento para ampliar os canais de venda, de olho no negócio feito virtualmente, por meio de sites e aplicativos de mensagens.

A empresária Anatilde Loiola Lima, da Banana Lima, marca de roupas femininas, já sente a recuperação. "Vai ser um ano de crescimento, já estamos vendo uma melhora nas vendas", afirmou.

A indústria tem 18 anos de existência, 11 funcionários e outras 20 costureiras terceirizadas. A produção inclui vestidos, saias, shorts voltados à linha jovem. "Fazemos a criação do produto, a peça piloto e o corte. Enviamos para as costureiras e depois volta para a revisão", explica.

Segundo Anatilde, houve uma mudança no modo de o lojista comprar, o que está fazendo com o fabricante se adapte. Ao mesmo tempo em que as excursões diminuíram, as vendas por aplicativos de mensagem cresceram. Tanto que tem uma equipe de vendedoras apenas para cuidar das vendas pelo WhatsApp, que são mais demoradas. "Para o cliente é mais prático, cômodo", explica. E para atendê-lo melhor, todos os modelos têm de ter foto profissional. A meta é fortalecer esse novo formato de vendas.

Para Marina Rossignolo, proprietária da Mamorena, indústria de moda feminina fundada em Rio Preto há dez anos, o ano passado foi difícil, mas a recuperação nas vendas já foi percebida. Ela destaca que a grande concorrência aumenta os desafios dos empresários do ramo. "Estamos com os estoques preparados. Não vamos perder vendas. O lançamento da coleção foi um termômetro positivo", disse.

A empresa fabrica moda para mulheres a partir dos 30 anos, do P ao EGG. São 14 funcionários e a costura é terceirizada. Produção, acabamento e conferência também são todos feitas na própria empresa, que usa fontes de pesquisas fora do País e estilistas para o desenvolvimento das coleções.

A novidade foi o investimento numa loja online para a venda no atacado. Segundo Marina, o intuito é atender um público maior, de longas distâncias. "A tendência é de crescimento. As pessoas que conhecem a marca já têm confiança. Quem compra a primeira vez opta por compras menores", explica. No varejo, a venda online se dá pela Dafiti.

O empresário Osmar Soares Garcia, da Villon, marca de confecções em jeans, afirma que a tendência para o ano é de crescimento. São quase 30 anos de fundação e 40 funcionários. "A política influencia muito no comportamento do consumidor. A expectativa é de melhora e só de conseguir se manter nos últimos anos é algo importante." (LM)

Tratamento 'vip' aos clientes

Divulgação Empresária Marina Rossignolo, da Mamorena, que investiu em um e-commerce
 de atacado
Empresária Marina Rossignolo, da Mamorena, que investiu em um e-commerce de atacado

Para fazer com que os consumidores conheçam a produção local, os três shoppings atacadistas apostam em grandes eventos de lançamento das coleções. Boa parte das indústrias de Rio Preto tem loja em algum dos centros. As grandes marcas da região também têm lojas nos mesmos tipos de shoppings em São Paulo e Paraná.

É gente que vem de cidades do interior paulista e estados como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e até da região Norte. São caravanas e caravanas de compradores que chegam de ônibus na cidade para abastecer suas lojas. São cerca de 5 mil clientes por mês em cada um dos três centros de compras.

Nesta semana, dois deles promoveram desfiles para apresentar as novidades do outono e inverno. Um dos atrativos aos lojistas clientes é o sorteio de brindes como motocicletas, telefones e vale-compras. Alguns trazem cantores famosos ou artistas para abrilhantar os eventos.

No Fashion Center, fundado em Rio Preto há 26 anos, nesta semana houve o complemento da coleção outono e inverno. Em geral, são cinco grandes eventos por ano. "O objetivo foi mostrar para os lojistas todas as tendências da moda nessas estações de temperatura mais amenas", afirmou o diretor comercial Ricardo Prioto. Os atrativos incluíram desfile de moda e um show com a dupla sertaneja Edson e Hudson.

O centro tem uma área própria anexa de 40 mil metros metros e o bom momento atual leva a crer que o projeto de expansão está próximo de ser iniciado. "Estaremos inaugurando novas marcas nos próximos dias, vindas das mais diversas regiões do País", afirmou.

Dar um tratamento especial aos clientes também é foco dos shoppings atacadistas de Rio Preto. Café da manhã, almoço e hospedagem gratuita são comuns aos três centros de moda. No Litoral Shopping, o mais novo de Rio Preto, com seis anos, esse tipo de estratégia tem dado certo, afirma o relações públicas Renato Ropelli. "É preciso trabalhar para conquistar o cliente, oferecer um atendimento diferenciado".

A empresa atende o Brasil todo e recebe cerca de 5 mil clientes por mês, especialmente num raio de 600 quilômetros. "Os agentes de moda, que são guias, trazem os clientes. Temos cerca de 150 parceiros", explicou.

Nessa semana, o shopping também apresentou a nova coleção, além de sortear duas motos. Dez lojas foram inauguradas e outras três negociadas durante o evento especial.

Há cerca de 15 dias houve o evento especial de lançamento da coleção no Clube da Moda, centro de compras que tem 11 anos. Segundo o proprietário, Pedro Rodrigues de Almeida, são cerca de 5 mil lojistas por mês, vindos de quase todas as cidades brasileiras. No evento de divulgação, houve sorteio de motos e de vale-compras. "Temos uma série de promoções anuais e oito grandes eventos por ano", afirmou.

Para esse ano, segundo ele, a expectativa é que as 53 lojas que já estão prontas sejam lançadas no período de dois meses, ampliando o atendimento do centro de compras que tem 99 lojas em funcionamento. (LM)

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