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Diário da Região

05/04/2018 - 22h43min

Fase de testes

Wi-fi começa com falhas na Santa Luzia

Reportagem testou o sistema e teve algumas dificuldades para conexão

Mara Sousa 5/4/2018 Cartaz em ônibus do Jardim Nunes informa passageiros sobre o wi-fi
Cartaz em ônibus do Jardim Nunes informa passageiros sobre o wi-fi

A Circular Santa Luzia iniciou nesta quinta-feira, dia 5, os testes com wi-fi em um ônibus da empresa. No primeiro dia, o equipamento não agradou e gerou reclamações dos usuários, que disseram que o sinal de conexão oscila, não carregando as páginas, e que em alguns trechos não foi possível enviar ou receber mensagens no WhatsApp.

O sistema da Santa Luzia está sendo testado por um veículo, que roda em várias linhas. Oferecer o wi-fi nos 278 veículos - sendo 90 da Itamarati e 188 da Santa Luzia - ficou estipulado no reajuste de 3,3% da passagem para o Consórcio Riopretrans, responsável pelo transporte na cidade. O valor para passagem paga com cartão passou de R$ 2,90 para R$ 3 e, na catraca, de R$ 3 para R$ 3,10, em 18 de fevereiro.

O Diário testou o sistema na linha do Jardim Nunes. Houve uma demora para conectar e, quando a conexão ocorre, é preciso validar, entrando com o Facebook ou informando o e-mail.

O ajudante geral Gilberto Aparecido Cândido, 44 anos, não conseguia conectar. A reportagem o auxiliou. "É bom ter internet, mas foi difícil conectar. E não consegui. Vai ser muito bom quando todos os ônibus tiverem internet porque vai dar a oporunidade para todos quando precisarem falar com alguém e não tiverem plano de internet".

A babá Fernanda Gomes Buchala, 35 anos, e a amiga dela, a autônoma Roberta Leite, também tiveram dificuldade em conseguir conectar. Elas têm a mesma opinião. "Vai ser muito bom. Quem precisa conversar no caminho vai facilitar muito a vida. Só os adolescentes que vão querer andar de ônibus o dia todo, vão perder o ponto de descer", brinca Fernanda. A amiga dela completa: "Ajuda a distrair no caminho". Olhando uma foto em uma rede social no celular, ela ri: 'Olha só esse Deus grego'."

Para o estudante Samuel Garcia, 16 anos, a validação foi fácil. "Tem lugares que você precisa criar um cadastro. Aqui foi fácil e vou poder falar com a minha mãe no caminho que faço para ir e voltar da escola todos os dias", disse o garoto, que estuda na Etec Philadelpho Gouvea Netto e mora no Jardim Simões.

A previsão da Secretaria de Trânsito, Transportes e Segurança é de que partir de julho todos os ônibus do Consórcio Riopretrans estejam equipados para oferecer o serviço aos usuários. A estimativa é de que o valor investido para o sistema todo, somando roteador, modem, internet e sistema de gerenciamento seja de aproximadamente R$ 35 mil reais por mês.

Testes em andamento

A Itamarati, que já vem testando o wi-fi em suas linhas há quase um mês com outro sistema, também irá testar o mesmo equipamento usado pela Santa Luzia. Em ambos os sistemas, os testes têm limites de 20 gigabyte por mês - que possibilita o acesso de 70 aparelhos em cada veículo.

No último dia 22, a reportagem fez uma viagem com o ônibus da Itamarati equipado com wi-fi, que estava na linha Cristo Rei. Foram 55 minutos de percurso desde a saída e o retorno no Terminal Urbano. Durante todo o percurso o sinal funcionou bem.

"Agora serão três sistemas sendo testados. A diferença é a tecnologia de cada um, em roteador, controle, acessos. A que tiver melhor desempenho será a implantada", disse Diego Mansur Guimarães, diretor da Itamarati.

A culpa é das operadoras

A Circular Santa Luzia havia informado que o equipamento usado nos testes está sendo desenvolvido pela Empro. A informação foi negada empresa municipal. "Ele está sendo desenvolvido com uma empresa que se disponibilizou a fazer uma parceria com a Riopretrans. A Empro está envolvida, pois ela é responsável pela implantação do serviço, porém, os custos e o projeto em si estão sendo desenvolvidos pela empresa parceira".

Em relação às falhas de conexão, a Empro disse, em nota, que o serviço "depende de conexão com as operadoras, ou seja, Oi, Tim, Claro e Vivo. Em locais pontuais há falhas na cobertura e essas falhas se estendem ao serviço. Esse questionamento das áreas de sombra cabe às operadoras".

A nota diz ainda que o serviço está funcionando em fase de teste. "Esse é o período para que as possibilidades sejam estudadas e melhoradas até que o projeto esteja totalmente implementado. Não há apenas uma empresa sendo testada e, sim, três. Depois das fases de testes serão definidos os que melhor atendem a população". (TP)

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