Diário da Região

17/04/2018 - 00h30min

EU NO MUNDO

Os altos voos do comandante Julio em Dubai

O rio-pretense Julio Cesar Delgado é fascinado por altura: é piloto de avião e mora no 49º andar de um prédio em Dubai, cidade onde fica o imóvel mais alto do mundo e onde ele vive com a mulher, Camila

Arquivo Pessoal Julio Cesar Delgado, 32 anos, mora há nove meses em Dubai
Julio Cesar Delgado, 32 anos, mora há nove meses em Dubai

Julio gosta de altura. Então não poderia ter escolhido cidade melhor: vive em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, terra do prédio mais alto do mundo. Ele não mora no Burj Khalifa, que tem 828 metros de altura, mas não fica tão abaixo: seu apartamento é no 49ª andar de outro prédio. Mais alto que isso, só quando está trabalhando. É piloto de avião da Fly Dubai, empresa do grupo Emirates.

"A vida aqui me agrada demais, o país é melhor do que eu esperava. Muito moderno, com tudo o que se precisa. Posso dizer que aqui é a Nova York no meio do deserto. Tem as principais lojas de roupa, de carro, restaurantes, inclusive muitas marcas brasileiras. Realmente muito bom morar aqui," diz Julio Cesar Delgado, 32 anos, que nasceu e cresceu em Rio Preto.

Ele foi com a mulher, a também rio-pretense Camila Lino Dias, 27 anos, para Dubai há nove meses, após receber proposta de emprego. Tinha algumas dúvidas sobre o que ia encontrar, mas foi surpreendido positivamente. Como a cidade é um grande centro econômico e recebe milhares de turistas, não há tanta rigidez com os costumes religiosos.

"Estamos chegando no ramadã, em que muitos locais não comem nada, nem bebem água, do nascer ao pôr do sol. Mas isso não influencia tanto na vida dos estrangeiros. Nos shoppings, por exemplo, tem tapumes que separam a praça de alimentação, então você pode comer," conta o rio-pretense, que por seis meses morou em Nova York e usa o inglês para se comunicar.

"A língua oficial é o árabe, mas todo mundo fala inglês." E ao contrário do que Julio pensava, o povo árabe tem sido receptivo, mas sem estreitar os laços. "É difícil se enturmar. Não vão te convidar para um jantar. Pra conseguir a amizade leva-se um bom tempo, mas eles te tratam bem, te respeitam."

A falta de amigos árabes não atrapalha, já que são muitos os estrangeiros na cidade. A comunidade brasileira, diz Julio, é imensa. "Os árabes vivem de rendimentos e quem faz os trabalhos menos qualificados são indianos, paquistaneses, entre outros. Já os trabalhos mais qualificados ficam com americanos, britânicos e brasileiros."

Como piloto, Julio diz receber um dos melhores salários do país. E aproveita para conhecer os pontos turísticos e desfrutar das belezas naturais e artificiais da cidade. Destaca os parques: aquáticos, temáticos e indoor. Há também as muitas praias e o acampamento no deserto. "As opções de lazer são ilimitadas. Nas praias, os nativos vão com suas roupas tradicionais e só molham os pés. Nas ruas, algumas mulheres cobrem todo o corpo, inclusive os olhos."

Só falta a tapioca

Com exceção de tapioca e feijão carioca, Julio e a mulher conseguem encontrar em Dubai de tudo o que se come no Brasil. Até carnes, frutas e legumes, todos importados. "Não passamos vontade." Dos itens do país árabe que mais gostou, ele aponta as tâmaras. "Dá pra comer in natura, com chocolate, seca."

Ele destaca a modernidade do país, o transporte público e a limpeza. Além da segurança. "É extremamente seguro. Mulheres deixam bolsas de marca abertas no carrinho de supermercado e vão pegar coisas em outros pontos. Aqui todo mundo respeita muito as regras."

Alguns, no entanto, abusam. No trânsito, por exemplo, Julio diz que existem muitos radares espalhados pela cidade, mas os limites de velocidade são altos: chega a 120 km/h e tem uma brecha que dá para andar até a 139 km/h sem ser multado. "O pessoal corre muito, muito mesmo. É o lugar em que as pessoas são menos educadas." Isso não impede, porém, que os motoristas parem antes da faixa de pedestre. "Todos param," diz Julio.

Calor intenso

Dubai é extremamente moderna, segundo o rio-pretense. Tanto que não é preciso nem sair de casa para fazer qualquer tipo de serviço bancário, entre muitas outras facilidades. Todos os locais também têm ar-condicionado. "No verão a temperatura é muito alta, chega na casa dos 55 graus, mas não é impossível de se viver."

Julio e a mulher planejam voltar ao Brasil ao menos duas vezes por ano. Mas nem precisam cruzar o mundo e vir para Rio Preto para aproveitar a tranquilidade característica do interior. "Aqui tem muita grama, muito verde e bastante árvores, mesmo no deserto. Se assemelha à qualidade de vida do interior. Embora seja muito grande, um centro econômico mundial, você consegue manter qualidade de vida tranquila, relaxada."

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