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Diário da Região

11/03/2018 - 18h33min / Atualizado 12/03/2018 - 23h12min

CORREIOS

Funcionários dos Correios analisam se continuam em greve

A categoria cruza os braços no mesmo dia em que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) começa julgamento referente ao plano de saúde, depois de trabalhadores e empresa terem, sem sucesso, tentado chegar a um acordo sobre a questão

Francela Pinheiro 12/3/2018 Funcionários dos Correios
cruzaram os braços 
nesta segunda-feira: previsão de retorno na manhã desta terça
Funcionários dos Correios cruzaram os braços nesta segunda-feira: previsão de retorno na manhã desta terça

Menos de 24 horas depois de iniciar greve por divergências no pagamento do plano de saúde, funcionários dos Correios decidiram em assembleia na noite desta segunda-feira, 12, encerrar a paralisação. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos de Rio Preto e outras 105 cidades, os serviços voltam ao normal, na manhã desta terça-feira, 13.

O secretário geral do sindicato, Sérgio Pimenta, afirma que a greve começou devido a proposta da estatal, que exigiu que os trabalhadores começassem a pagar as mensalidades do plano de saúde. Atualmente, os Correios pagam o plano como benefício aos funcionários, pais, esposa ou marido e para os filhos. Na tarde desta segunda-feira, mesmo dia em que a greve começou, a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi favorável à empresa. A partir de agosto deste ano, os funcionários começam a pagar a mensalidade do plano de saúde. Com essa determinação judicial, os trabalhadores decidiram encerrar a paralisação.

De acordo com Pimenta, não há sentido em continuar com a paralisação se o TST já tomou a decisão. Segundo o sindicalista, o valor da mensalidade vai depender da faixa etária e também da faixa salarial de cada trabalhador, mas deve girar em torno de R$ 90. Os dependentes, pai e mãe, continuam dentro do plano apenas até o dia 31/7/2019. Os cônjuges começam a pagar - também a partir de agosto deste ano - 60% do valor total, e os filhos menores de 18 anos vão pagar 35%, por filho. Além da mensalidade, os funcionários vão pagar também uma coparticipação, que será referente ao uso do plano de saúde.

Em relação à decisão do TST, o sindicalista afirma que já era esperada. "Já sabíamos o que ia acontecer. Tentamos de alguma forma mudar essa situação, mas não conseguimos. Essa situação está acontecendo com a classe trabalhadora, não apenas conosco. Está bom para o patronal."

Com o salário base de R$ 1,6 mil para nível médio, a categoria afirma que "não tem condição" de arcar com possíveis cobranças de taxas do plano de saúde, oferecido hoje aos funcionários, filhos, cônjuges e pais com renda de até 1,2 salário mínimo, com pagamento apenas de uma porcentagem por uso do benefício. "Quando entramos, a empresa ofereceu convênio para a família e pais. Não tivesse oferecido, a gente já tinha arrumado, agora cancelar o benefício para pessoas com até 80 anos, não temos condições", afirmou Pimenta. "Estamos falando de vida e não de salários", complementou.

Pimenta afirmou que agora os funcionários visam a campanha salarial, que acontece em julho deste ano.

Correios

Em nota, os Correios afirmam que atualmente os custos com o plano de saúde dos trabalhadores representam por ano 10% do faturamento dos Correios, ou quase R$ 1,1 bilhão. "O assunto foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores desde outubro de 2016, inclusive com mediação do Tribunal Superior do Trabalho. Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a empresa se viu obrigada a ingressar com pedido de julgamento no TST", finaliza a nota.

Greve

A paralisação em Rio Preto e região atingiu 105 cidades e pelo menos 50 dos 500 funcionários que atuam nos Correios rio-pretense. A maioria deles do setor de distribuição e entrega.Trabalhadores dos Correios de todo o Brasil aderiram à greve. Funcionários que trabalham de madrugada paralisaram as atividades a partir das 22h deste domingo, 11.

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