Diário da Região

09/03/2018 - 23h26min / Atualizado 09/03/2018 - 23h26min

Cartas do Leitor

O nosso papel

Nas últimas semanas, com o anúncio do "projeto do milhão", que altera a Lei Orgânica e permite que vereadores tenham o direito de indicar onde serão gastos até 1,2% da receita líquida do ano anterior, vários políticos, empresários, cidadãos comuns e o próprio Diário em seu editorial de 08/03, cada um a seu modo, fizeram uma reflexão de qual é o papel dos vereadores.

Mesmo com opiniões divergentes em vários aspectos, é possível afirmar que todos concordam que o legislativo local tem pouca noção de seus atributos e funções. Muitos deles utilizam-se da tribuna da Câmara como picadeiro para obterem vantagens pessoais, defenderem interesses individuais e eleitoreiros, na contramão do que dita a função.

Vereadores são eleitos com o propósito de melhorar a vida das pessoas: propondo leis que melhorem as políticas públicas, debatendo democraticamente a cidade e seus gargalos, fiscalizando o executivo e ordenando o crescimento e desenvolvimento dela.

Em momento algum, nós eleitores, quando proferimos nosso voto, concedemos a eles, vereadores, o direito de determinar onde serão empregados os recursos municipais e sim o dever de fiscalizá-los. Essa função cabe ao chefe do executivo que é quem tem os instrumentos de gerenciamento público e deve ordenar onde estão as prioridades de investimento e indicá-las.

Portanto, tal propositura é fraude, é ilegal, pois nós cidadãos rio-pretenses não lhes demos tais prerrogativas.

Na Câmara de Rio Preto, quando se trata de entendimento dos vereadores de quais são suas funções, aberrações ainda piores ocorrem. No final do ano legislativo de 2017, orquestrada pelo então G9 (ferrenhos apoiadores do prefeito anterior - Valdomiro Lopes) , foi alterado o regimento interno da casa, impondo a Tribuna Livre apenas aos finais das votações. Na prática, isso significa que encerradas as votações, os vereadores não interessados no uso da tribuna, podem ir embora, deixando a sessão às moscas e os debates para os poucos que de fato têm interesse. O que sempre ocorre.

O pior é que é possível, caso eles arregimentem mais dois vereadores, o que não é nada improvável, que o grupo dos 9 encerre a sessão, visto que, neste caso, não haveria mais quorum para prosseguimento da mesma. Ferida na essência, que é o debate político, a cambaleante Câmara de Rio Preto encontra- se a mercê de um grupo de políticos que desconhecem seu papel. Tribuna Livre é auto-explicativo e significa que em qualquer tempo e por qualquer que seja o motivo o parlamentar pode utilizá-la. Aqui não, é possível se encerrar a sessão sem pronunciamentos.

Como se trata de clara e nítida interferência nas prerrogativas do parlamento, já que coloca em risco o debate democrático, e em flagrante desrespeito aos atos republicanos que devem pautar uma casa de leis, nos causa estranheza que os diretórios dos partidos políticos, Ministério Público e OAB locais, estejam até o momento, em completo silêncio. É preciso que eles se manifestem com urgência e exijam que a tribuna volte a ser como deve ser. Livre.

Cabe argumentar ainda que os vereadores que impuseram tal regra são reincidentes no ato de tentar calar as vozes contrárias as deles. Anteriormente já proibiram a entrada nas galerias de cidadãos de bermuda e camiseta, independente de sua índole, e mudaram o horário das sessões para início da tarde, a fim de evitar que trabalhadores pudessem estar presentes. Soluções mágicas não existem. O nosso papel é o de irmos a Câmara e exigirmos dos nossos parlamentares mais decência e ética.

Roberto Carlos Musegante Jr., Rio Preto.

Absolvição

Como confiar nas instituições brasileiras? O político faz absurdo durante campanha eleitoral, enganando os menos favorecidos, presenteando-os com futilidades, o que é proibido por lei, mas como tudo pode na política, em Rio Preto não é diferente. O vereador que veio de outras terras migrou para a política em nossa cidade. Pouco conhecido na esfera política, ganhou sua primeira eleição para vereador, mas na última eleição venceu como o vereador mais votado! E o incrível, com maior votação na periferia. É subestimar a inteligência de qualquer cidadão rio-pretenses.

Senhor vereador, não agradeça a Deus por atitudes suspeitas, Deus não compactua com as mazelas de políticos ou qualquer ser humano que faça trapaças para afagar o ego pelo poder. Agradeça a você e seus advogados pela absolvição na compra de votos. E agradeça também o TRE que infelizmente fechou os olhos diante de tantas provas substanciais ignorando a gravidade de se ganhar eleições por meios ilícitos. O dinheiro compra tudo honra, dignidade, só não compra o poder de Deus.

Maria de Lourdes Perini Gonçalves, Rio Preto.

Refugiados

Terça feira, 6/03/2018, uma hora e trinta minutos da madrugada. São José do Rio Preto cantada em verso e prosa como uma das melhores cidade do Brasil: meu filho me deixava em casa na esquina da rua Siqueira Campos com a Voluntários de São Paulo bem ao lado da Catedral. Minha nora Andréa comovida com a situação de penúria da população síria (crianças são alvo de bombardeio) sugeria que nosso prefeito Edinho se propusesse a receber refugiados, momento em que um senhor uma senhora e três crianças carregando trouxas de roupas nos perguntaram: "Onde é a praça?"

Tímida e humildemente a mulher respondeu: "Um lugar em que os pobres estão se refugiando e santas pessoas trazem comida". Quedei pasmo por instantes até que o porteiro do prédio me causou um choque de realidade "é só atravessar a rua, é aí mesmo".

Nobre alcaide, sei que uma solução republicana não é encontrada facilmente, porém o senhor nos pediu o voto se propondo resolver os problemas da cidade e creio que esse é mais um. Se difícil? Desculpe a franqueza, mas foi o senhor que nos procurou e prometeu resolvê-los, não vá agora tirar o corpo fora.

Norberto Carlos Dieguez, Rio Preto.

América

Pior que amador marrom. Tupãzinho seria técnico pelo lado do Italiano, agora com duas diretorias, acho que teremos dois times na divisão amadora do Estado.

Carlos Janucci, via portal, Rio Preto.

 

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