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Diário da Região

07/03/2018 - 00h30min / Atualizado 07/03/2018 - 00h45min

Cartas do Leitor

Pão e circo

Para distrair a atenção do povo dos graves problemas, os imperadores romanos promoviam espetáculos e combates entre gladiadores, realizados em arenas monumentais, das quais a mais famosa era o Coliseu, cujas ruínas ainda sobrevivem em Roma. Naqueles eventos públicos, os gladiadores (em geral, escravos) debatiam-se em lutas sanguinárias, perante uma plebe que regularmente recebia generosas porções de pão e trigo. Por isso, aquela "política" ficaria conhecida como panis et circenses (pão e circo, em latim).

Os imperadores sabiam muito bem que era necessário manter o povo sob diversão permanente - e de barriga cheia -, para anestesiar o seu ânimo e desviar a sua atenção das questões mais importantes. Em quase todas as províncias romanas havia arenas e treinamento para os gladiadores, que eram, enfim, as estrelas do show. Como os povos vencidos em guerra eram escravizados, não faltava "mão-de-obra".

Mais de dois mil anos depois, lamentavelmente, muitos governantes ainda se valem da mesma estratégia romana para distrair a atenção do povo dos verdadeiros problemas que afetam o país. Aí estão as monumentais festas de carnaval, novelas, "reality shows" e outras tantas "manifestações culturais", amplamente apoiadas por todas as esferas do governo (federal, estadual e municipal).

A novidade, agora, é que se procura atrair mais a atenção dos jovens, para que deixem de pensar em promover mudanças. Por incrível que pareça, a internet, que pode ser uma fantástica fonte de informações, pode também ser um poderoso instrumento de alienação. Basta ver os milhões de jovens, absolutamente alheios a tudo e a todos, capturados pela tela dos seus smartphones. Vivem numa eterna bolha virtual.

No Brasil, os maiores exemplos da política do pão e circo são os eventos ligados aos esportes, com destaque para o futebol. Não é por outra razão que o Brasil fez de tudo para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Para isso, doze arenas monumentais - hoje, ociosas - foram erguidas, sabe-se lá Deus a que preço. O que se sabe é tudo recaiu sobre os cofres públicos, sem contar o que foi desviado pela corrupção.

Para mascarar a falência de uma administração inepta, os governantes lançam mão dessas políticas "sociais". Não há muito tempo, na vizinha Venezuela, o governo Chávez notabilizou-se pela ampla aplicação desse tipo de medidas. Hoje, nem isso mais tem sido possível lá. É óbvio que, por aqui, já estamos fartos de ver os mais variados - e descarados - exemplos da política do pão e circo.

Com o tempo, esses países, que se dizem democratas, pois realizam eleições, vão se transformando em verdadeiras "ineptocracias", em que os menos capazes de governar são eleitos pelos menos capazes de escolher, tudo alimentado pela política do pão e circo. Aí se instala um círculo vicioso, que arrasta tudo para baixo.

João Francisco Neto, Monte Aprazível.

Tráfico na escola

Até tu Brutus? Essa frase é atribuída ao Imperador Júlio Cesar que viveu no século I antes de Cristo. Ao morrer, apunhalado pelos senadores, ele reconheceu seu filho "Brutus" como um de seus algozes. Em meu entender tais palavras são mais atuais que nunca!

Ao ler a notícia do Diário dia 01/03/2018, que traficantes usam prédio de escola para esconder drogas no bairro Nova Esperança causou-me frustração. Isso por justamente acreditar que lá havia uma "nova esperança", de que tudo iria ser melhor!

Também me sinto triste por ver que em algumas ruas do Solo Sagrado, não nasce a felicidade, em outras do Santo Antonio não prospera a fraternidade e em algumas do João Paulo II não se vê a solidariedade, , amizade, lealdade e dignidade. O problema é que não contemplo sequer cidadania, outro verde, muito menos o eldorado em tais lugares.

A situação anda tão "dominada" que nem queimando vela a São Francisco e ao próprio Cristo Rei se vê resultado contra o tráfico. Que triste! Pois com essa quantidade de nomes bonitos nossa cidade deveria estar um verdadeiro jardim paraíso.

Ricardo Aparecido de Oliveira, Rio Preto.

Grafias

Preciso apenas de 5 minutos para chegar ao local de trabalho partindo da minha residência. De repente estou na avenida Bady Bassit. Bady Bassit? Bem, os pórticos de sustentação dos semáforos dizem isso. Mas a avenida se chama Bady Bassitt, homenagem a um dos mais conhecidos políticos da região. Comeram um "t" no final, mas não para economizar tinta.

Na volta pela rua Independência chego ao Viaduto Romano Calil, sobre a rodovia Washington Luis. A obra homenageia o ex-prefeito Wilson Romano Calil pela sua ótima gestão? Ou é uma homenagem à família Calil. A gente fica sem saber, só especulando.

Como jornalista adquiri o saudável hábito de ler, procurando erros, se existirem. É quase automática esta atenção ao que vejo e ouço. Pra começar eu deveria me chamar Wesley, por causa do teólogo John Wesley. O cartorário trocou o W pelo V, o E pelo I e deu no que deu. Na relação de diplomados da turma de ginásio em 1960, meu nome foi grafado Vilsei, também erro de digitação, revisão e impressão.

Há alguns anos uma loja de veículos inaugurou uma unidade na Av, Alberto Ândalo. Na verdade, o locutor do comercial (deve ser de outra cidade) deveria pronunciar av. Alberto Andaló, o mais famoso prefeito que Rio Preto já teve.

Mais recentemente ouvi o locutor do spot de rádio anunciar que o estabelecimento está na av. José Múnia, não na José Munia. Às vezes, para ter razão na argumentação, surgem coisas bem antigas. Ao revisar anúncio de um ciente que possuía uma filial em Presidente Prudente, o endereço apontava o nome de Manoel Goular. Disse ao cliente que a grafia estava errada. O certo era Goulart. Ele me perguntou se eu tinha certeza. Respondi que sim. Por que? Pergunta gostosa de responder: porque morei na Manoel Goulart nos anos 60. Não houve mais discussão. Afinal, ser do século passado precisa oferecer as suas vantagens.

Vislei Bossan, Rio Preto.

Resolveu

Olhando, vendo, a praça da Dona Rosa estava muito suja. Mato muito alto, sujeira para todos os lados. os bancos da praça com as madeiras quebradas, os parafusos pontiagudos, expostos. Que dó. Uma praça tão importante. Depois de solicitar ao prefeito, não é que ele roçou a praça? Limpou a sujeira, pregou as madeiras dos bancos. Nossa, agora só falta pintar os bancos. Muito bom, foi rápido. Poderia o jornal publicar? Ou somente quando criticamos? Dessa vez foi feito.

Geraldo Aparecido da Silva, Rio Preto.

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