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Diário da Região

30/03/2018 - 15h22min

É A VIDA

Sobre aprender a não reclamar

Pare de aumentar os seus problemas e olhe à sua volta. Há mais motivos para agradecer

Divulgação Sem espalhar palavras amargas, certamente sua vida será mais colorida e menos infeliz
Sem espalhar palavras amargas, certamente sua vida será mais colorida e menos infeliz

Você acorda atrasado, a roupa que escolhe para ir trabalhar tem um furo, derruba café no sapato e ainda pega congestionamento no caminho do serviço. Com o tanto de estresse espalhado pelo nosso dia a dia, já teria reclamado logo no primeiro imprevisto, certo? Eu defendo que paremos de fazer isso. Aquela máxima de que sempre há pessoas passando por dificuldades maiores que a gente é mais que verdadeira.

Não, a vida não é uma competição de quem pode reclamar porque está sofrendo mais. Basta olhar para o lado, no entanto, para perceber que nos irritamos e ficamos tristes com coisas muito sem importância.

Nesta semana, por exemplo, eu visitei o setor do Hospital da Criança e Maternidade onde os pequenos passam por quimioterapia. Ouvi choros que doíam na alma e senti vontade de chorar junto com as meninas que não queriam que mais uma agulha lhes fosse posta no braço. As mães, impotentes, tentavam convencer as filhas de que aquele procedimento era necessário, acalmando-as. Eu, uma estranha, fiquei com nó na garganta. Pare e pense por um minuto no sofrimento dessas mães. Será que o café que você derrubou no sapato tem tanta importância assim? Será que você não deveria, na verdade, agradecer por seus obstáculos não serem tão difíceis de contornar?

Todos os dias noticiamos ocorrências que poderiam ter sido evitadas com um pouco mais de paciência. Parece que há uma tendência em aumentar os problemas. Se você está bem e saudável e se ninguém da sua família está doente, respire. O mundo não vai acabar se você chegar um pouco atrasado hoje. Você não vai morrer se seu carro quebrar. Pode ser um imprevisto e uma dor de cabeça, mas não passa disso.

E pasme: pessoas com problemas muito maiores mantêm o sorriso no rosto. Nesta mesma semana, visitei o Centro rio-pretense dedicado ao cuidado de crianças, adolescentes e adultos autistas em Rio Preto. As mães tratam os filhos que nasceram com esta doença com tanto amor, cuidado e carinho. Descobriram como se comunicar com eles, como repreender, como passear. Posso garantir que, mesmo em meio a todas as dificuldades que enfrentaram para descobrir como cuidar desses pequenos, elas têm mais fé na vida do que muita gente por aí.

Reclamar de tudo torna o mundo à nossa volta amargo e sem cor. Todos temos problemas e questões complicadas que precisam de atenção todos os dias. Antes de sair praguejando, porém, é melhor respirar, parar um momento e refletir sobre como resolver a questão, em vez de ficar soltando palavras amargas pelo mundo. Com essa atitude, você fica mal humorado e infeliz e faz assim todos à sua volta. 

Não estou dizendo que não tenhamos o direito de nos sentir tristes e amargurados. Como pontuei, o mundo não é uma competição de quem tem o maior problema e que só isso daria o direito de lastimar. É bacana, no entanto, ter um pouco mais de gratidão. Saber se colocar no lugar do outro e ver a pequenez daquilo pelo qual você está passando. Na maioria das vezes, os problemas podem ser resolvidos facilmente e sem colocar ninguém em sofrimento físico e psicológico tão grave quanto ver uma agulha com quimioterapia entrando pela veia do seu filho.

Acho que vou adotar isso como lema para a vida: da próxima vez que pensar em reclamar, vou lembrar do choro sofrido da menina. Se eu deixar de lado minhas lástimas por um minuto, talvez sobre mais tempo para ajudá-la. Sem palavras amargas, tenho certeza de que o dia fica mais colorido, mais tranquilo e que aquele pneu furado vai parecer se consertar magicamente, sem que eu gaste energia e tempo de vida útil - e feliz - com isso.

P.S.: Se você se sente triste, nervoso ou com outros sentimentos negativos com frequência, talvez seja a hora de procurar ajuda especializada de algum psicólogo ou psiquiatra. Problemas como depressão são doenças que precisam de acompanhamento. 

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