Diário da Região

03/03/2018 - 00h30min / Atualizado 03/03/2018 - 00h24min

NEGOCIAÇÃO

Edinho troca desconto na tarifa de ônibus por obra na Cultura

Negociação entre prefeito e as duas empresas que fazem o serviço em Rio Preto antecedeu aumento da passagem, concedido em fevereiro

Guilherme Baffi/Arquivo Empresas de ônibus vão doar dinheiro para obras de acessibilidade na Casa de Cultura de Rio Preto
Empresas de ônibus vão doar dinheiro para obras de acessibilidade na Casa de Cultura de Rio Preto

Durante a negociação do novo preço da tarifa de ônibus com representantes das empresas do transporte coletivo em Rio Preto, o prefeito Edinho Araújo (MDB) pediu aos empresários doação de dinheiro para obras de acessibilidade na Casa da Cultura. Além do reajuste, em vigor desde o dia 18, as empresas foram liberadas da obrigação de oferecer tarifa a R$ 1 no último domingo de cada mês, o que atendida 21 mil pessoas mensalmente.

De acordo com o secretário de Cultura, Pedro Ganga, o prefeito pediu a instalação de elevador, construção de banheiro e de outras obras de acessibilidade na Casa de Cultura. Ele estima que o investimento pode chegar a R$ 200 mil. As obras são uma exigência do Ministério Público.

"Ele (Edinho) está tentando ver com o consórcio uma ajuda para a Casa de Cultura. Não para a reforma do prédio inteiro, mas para eliminar esses itens", afirmou Ganga.

A Secretaria de Planejamento escalou engenheiros e arquitetos da pasta para avaliar qual será o custo exato da obra. De acordo com Ganga, os representantes do consórcio Riopretrans - formado pelas empresas Circular Santa Luzia e Expresso Itamarati - já pediram informação sobre qual será o valor a ser repassado ao município.

O governo afirma que o pedido apresentado aos empresários "não teve nenhum peso na definição da tarifa". "É um procedimento que o prefeito tem solicitado aos empreendedores, como ocorreu no alargamento das vias do bairro São Deocleciano e nas parcerias público privadas adotadas até o momento", consta em nota emitida pelo gabinete de Edinho.

Concluída a negociação, o prefeito concedeu reajuste de 3,3% para as empresas e o valor para passagem paga com cartão passou de R$ 2,90 para R$ 3 e, em dinheiro, de R$ 3 para R$ 3,10.

O anúncio do aumento da tarifa também veio acompanhado da afirmação do governo de que o "consórcio já iniciou estudos para implantação do wi-fi nos ônibus e ar-condicionado a partir da substituição da frota, a partir de 2019".

O secretário de Governo, Jair Moretti, afirmou que a intenção do Executivo foi "em favor da cidade". "O Edinho sempre pede alguma coisa para o município", afirmou.

De acordo com Moretti, as empresas não estão obrigadas a atender a solicitação do prefeito. "Quando Edinho apresenta esse tipo de pedido é para contribuir com a cidade. Ele convida as empresas a fazer uma parceria", afirmou o secretário.

(Colaborou Vinícius Marques)

 

Empresas vão fazer doação

O consórcio Riopretrans afirmou em nota que a doação será feita em atendimento ao pedido apresentado pelo município. "Trata-se de doação e não tem nenhuma relação com o reajuste da tarifa do transporte coletivo", diz a nota. "A doação será formalizada oportunamente. Dependerá do município".

As empresas não souberam informar porque o pedido de recursos feito pelo prefeito Edinho Araújo (MDB) não foi divulgado durante as reuniões que antecederam o aumento do preço da tarifa. O governo alegou que não divulgou à época porque os valores da doação ainda estavam sendo levantados.

As empresas alegam que o aumento da tarifa está prevista no edital de concessão dos serviços e deve ocorrer todos os anos. De acordo com o consórcio "a tarifa de R$ 1 no último domingo não está elencada no rol obrigatoriedades do edital e dos contratos vigentes". "Sua extinção decorre de carência de fundamento", diz a nota.

Lotação

O serviço prestado pelas empresas que fazem o transporte coletivo em Rio Preto foi alvo de CPI na Câmara, que apontou superlotação dos ônibus. Em resposta ao relatório dos vereadores sobre o problema, o secretário de Trânsito, Marcos Apóstolo, disse que "a quantidade de assentos dos ônibus não é igual a sua capacidade, logo o fato do passageiro ser transportado em pé não significa que o ônibus esteja 'lotado'", argumentou.

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