Diário da Região

01/03/2018 - 23h59min / Atualizado 01/03/2018 - 23h59min

POTIRENDABA

MP apreende documentos em prefeitura

Denúncias acusam superfaturamento e direcionamento de concorrências públicas

Guilherme Baffi 2/2/2017 Prefeito de Potirendaba, Flávio Alves diz que denúncia é
Prefeito de Potirendaba, Flávio Alves diz que denúncia é "eleitoreira"

O Ministério Público (MP) cumpriu mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça e apreendeu 50 processos de licitações com suspeita de fraudes na Prefeitura de Potirendaba nesta quinta-feira, 1º. O promotor de Justiça Rodrigo Vendramini afirmou que a investigação tenta, entre outras suspeitas, comprovar irregularidades na compra de merenda, de combustíveis e até para setor de saúde no município.

O juiz da Vara Única de Potirendaba, Marco Antonio Costa Neves Buchala, acatou o pedido apresentado pelo promotor nos últimos dias. "Vamos apurar se houve direcionamento ou superfaturamento de licitações. Por isso, entramos com medida cautelar de busca e apreensão na Justiça para conseguir possíveis provas", afirmou Vendramini.

Na mira do MP estão licitações realizadas no ano passado e no início de 2018, já na gestão do prefeito Flávio Alves (PSD). Foram apreendidos apenas documentos. A operação foi desencadeada neste momento porque a administração estaria tentando corrigir possíveis falhas nas licitações após a abertura da investigação.

De acordo com Vendramini, toda a documentação vai passar por perícia. O material foi recolhido com o auxílio de dez policiais militares, dois servidores do próprio MP, além do promotor. Antes de ir até o prédio da Prefeitura, foi levantada a localização da sala.

Se comprovada a fraude, os responsáveis serão enquadrados por ato de improbidade administrativa na esfera Cível. Vendramini afirmou que ainda não abriu a apuração criminal do caso, já que o suposto envolvimento do prefeito nas denúncias, obrigatoriamente, resultaria na remissão de toda a investigação para a Procuradoria-Geral de Justiça em São Paulo, uma vez que prefeitos têm foro privilegiado.

Outro lado

O prefeito Flávio Alves afirmou que está colaborando com as investigações. "Se o Ministério Público quiser ficar uma semana na Prefeitura para mim não há problema algum. Não há nenhuma irregularidade", disse.

Para Alves, que é presidente da Associação dos Municípios da Araraquarense (AMA), as denúncias anônimas revelam possível cunho político e eleitoreiro. "A gente agora é vidraça", afirmou o prefeito, sem citar nenhum nome.

O prefeito prometeu fazer uma auditoria interna para apurar possíveis falhas em procedimentos licitatórios de sua gestão. Ele se defendeu ainda dizendo que o chefe do Executivo não toma conta de todos os setores da administração.

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