Diário da Região

11/03/2018 - 00h00min / Atualizado 11/03/2018 - 00h00min

Olímpia 115 anos

Pioneiros chegaram no século passado

Município chega aos 115 anos de fundação com os contornos desenhados após vários desdobramentos ao longo do tempo

Praça Rui Barbosa, área nobre da cidade
Praça Rui Barbosa, área nobre da cidade

O chão de Olímpia já teve outros nomes. Em 1559, pertencia à capital São Paulo. Em 1626 passou a integrar ao território de Santana do Parnaíba e em 1654, o de Itu. Depois, fez parte de Porto Feliz (1797), Piracicaba (1821), Araraquara (1832), Jaboticabal (1867) e por último Barretos (1885). Foi em 1917 que Olímpia ganhou autonomia, após uma série de oito desdobramentos, de acordo com dados da Fundação Seade. O município foi criado em 7 de dezembro daquele ano pela Lei Estadual 1571, mas sua instalação soi foi efetivada em 7 de abril de 1918.

Quando nasceu, o município era bem maior do que atualmente. No decorrer dos anos, dividiu seu território com cinco "filhos": Cajobi (1926), Paulo de Faria (1938), Guarani (1944), Severínia (1953) e o caçula Altair (1959). Ainda hoje possui dois distritos: Ribeiro dos Santos e Baguaçu.

Em meados do século passado, o mineiro Antônio Joaquim Miguel dos Santos estava entre os pioneiros a ocupar as terras que depois viriam a ser Olímpia, batizando-a de Sertão dos Olhos-dÁgua devido ao grande número de nascentes encontradas. Além dos rios Turvo e Cachoeirinha, a bacia é integrada pelo Ribeirão Olhos d'Água e por 60 córregos tributários.

Marco importante do município, em 1903 foram doados 100 alqueires para formar o patrimônio de São João Batista, que tornou-se o padroeiro de Olímpia. O templo católico, o principal da cidade, recebeu o nome de Igreja Matriz de São João Batista.

O distrito, com nome de Vila Olímpia, foi criado em 18 de dezembro de 1906 pela Lei Estadual 1035, governo de Jorge Tibiriçá, sendo a sede distrital elevada á categoria de Vila pela Lei Estadual 1038, de 19 de dezembro do mesmo ano. O nome da cidade deveu-se a um pedido do engenheiro Robert John Reid a Antônio Olímpio Rodrigues Vieira, de largo prestígio político em Barretos, que ao ser criado o distrito, em homenagem à Maria Olímpia, afilhada do engenheiro e filha única daquele chefe político.

A Comarca de Olímpia foi criada em 19 de dezembro de 1919 pela Lei Estadual n.º1689, também no governo Altino Arantes. A sua instalação ocorreu em 9 de fevereiro de 1920. De 2ª entrância, sua jurisdição abrange os Municípios de Olímpia, Altair, Cajobi, Embaúba, Guaraci e Severínia.

No início de sua história, eram as lavouras de café que movimentavam a economia local. Depois foi a vez da laranja responder pelo sustento do município, quando Olímpia chegou a possuir mais de 7 milhões de pomares plantados e proporcionando o crescimento de grandes e pequenos agricultores.

À citricultura sucedeu o avanço da produção sucroalcooleira. A pupunha também ganhou espaço na agricultura familiar do município nesse momento, mas a atrativa rentabilidade da cana-de-açúcar e a facilidade da produção transformaram o setor agrícola e incentivaram a formação dos canaviais no interior paulista. Ainda hoje, o município concentra forte a cultura da cana com a presença de grandes usinas, mas, em meados da década de 80, outro setor inovador abriu os olhos do município para todo o país.

Paralelamente, o município ganhou consolidou-se como um dos principais centros turísticos do interior paulista, graças em boa parte à presença de águas termais, encontradas na década de 1980, com a perfuração de poços em busca de petróleo. A descoberta do aquífero Guarani com temperaturas superiores a 36ºC na nascente proporcionou a instalação de parques aquáticos.

Realizado há mais de 50 anos, no mês de agosto, o Festival do Folclore leva o nome de Olímpia para o mundo todo e traz anualmente para o município representantes de países de várias partes do globo.

Aos 115 anos, o turismo em Olímpia atrai anualmente cerca de 2 milhões de turistas, emprega quase 10 mil pessoas direta e indiretamente ligadas ao setor e tem conquistado seu espaço em meio ao cenário nacional. Em 2014 foi reconhecida como uma das 70 Estâncias do Estado de São Paulo e preserva importantes memórias de história e cultura.

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