Diário da Região

04/03/2018 - 00h30min / Atualizado 03/03/2018 - 22h12min

PAULISTÃO

Santos e Corinthians duelam no Pacaembu

Mais de 34 mil ingressos foram vendidos para o jogo com torcida única

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians Ralf está de volta ao Timão e demonstra ansiedade
Ralf está de volta ao Timão e demonstra ansiedade

O Pacaembu recebe neste domingo, 4, o clássico entre o Santos, clube que quer utilizá-lo muito mais em 2018, dividindo em 50% os mandos de campo com a Vila Belmiro, e o Corinthians, o antigo "inquilino" do local. O passado e o presente de um dos estádios mais charmosos da capital estão representados simbolicamente no dérbi das 17 horas.

Em campo, a novidade do Corinthians é um velho conhecido. Aos 33 anos, o volante Ralf, desde que voltou ao Timão no mês passado, foi relacionado pela primeira vez neste domingo e disse que ainda sente nervosismo. "É como se fosse minha primeira passagem. A partir do momento que não tiver esse frio na barriga, tem que parar de jogar. Isso eu aprendi com Ronaldo", disse Ralf.

O Peixe não terá Gabigol, suspenso. A tendência é que Jair Ventura irá compor o trio de ataque com Arthur Gomes, enquanto que Rodrygo, de 17 anos, corre por fora. Eduardo Sasha, destaque neste começo de temporada, deverá atuar como centroavante.

Rivais e inquilinos

Realizar mais jogos na capital foi uma das promessas de campanha que ajudaram a eleger José Carlos Peres como presidente do Santos. O Santos negocia com o prefeito de São Paulo, João Doria, para o estádio ser sua casa oficialmente, sem o pagamento de aluguel. A escolha divide o Santos em duas alas: a primeira acredita que o Santos é de Santos e, portanto, deve jogar na Vila; a outra pede mais jogos na capital. "O Santos tem o privilégio de ter duas casas. Seremos fortes nas duas", disse o técnico santista Jair Ventura.

Um dos argumentos favoráveis ao Pacaembu é financeiro. No ano passado, a média de público do Santos como mandante foi de 11.759 pessoas, sendo 8.264 na Vila Belmiro (em 25 jogos) e 22.682 no Pacaembu (oito partidas). Para o clássico deste domingo, a última parcial de ingressos indica que foram vendidos 34 mil ingressos. O retrospecto também é positivo. O palco foi um grande aliado do Santos nos últimos três anos, pois no local conseguiu uma invencibilidade de 25 partidas (22 vitórias e três empates).

Durante décadas, o Pacaembu foi a casa corintiana. O primeiro jogo do clube ali aconteceu no dia 28 de abril de 1940. Desde então, foram 1.690 partidas. No Pacaembu, o Corinthians conquistou o Paulista do IV Centenário de 1954, o penta brasileiro em 2011 e a inédita Libertadores de 2012. Por causa da troca do gramado no Itaquerão, os três primeiros jogos neste ano foram lá. "O corintiano conhece o local muito bem", disse Fagner.

Ficha técnica

SANTOS

Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Braz e Jean Mota; Alison, Renato e Vecchio; Arhur Gomes, Sasha e Copete. Técnico: Jair Ventura.

CORINTHIANS

Cássio; Fagner, Balbuena, Henrique e Maycon; Gabriel, Renê Júnior, Romero, Rodriguinho, Jadson e Clayson. Técnico: Fábio Carille.

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira. Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo, neste domingo, 4, às 17 horas, com transmissão ao vivo pela Rede Globo.

Pacaembu, a casa histórica do dérbi

O Pacaembu volta a ser palco de um duelo entre Santos e Corinthians, neste domingo às 17 horas. É jogo importante, mas o clima, com certeza, será muito diferente daquele 6 de março de 1968, uma quarta-feira de Cinzas, em que Pelé e Rivellino desfilavam suas genialidades no Paulo Machado de Carvalho.

O time de Parque São Jorge não vencia o rival da Vila Belmiro desde 1957. Eram 22 jogos pelo torneio estadual. O Pacaembu estava "completamente lotado", e o Canal 100, histórico programa exibido nos cinemas, anunciava o clássico como o "Jogo do Ano".

O presidente corintiano Vadih Helou estava confiante. Ele gastara uma fortuna para contratar Buião, Paulo Borges, Flávio e Eduardo. Queria vencer o Santos de Pelé e ganhar um título, que não vinha desde 1954.

A partida começou eletrizante. Rivellino e Eduardo acertaram a trave do goleiro Claudio, enquanto Carlos Alberto Torres fez o mesmo com Diogo. "O Corinthians começou correndo muito, mas nossos defensores estão tranquilos", comentou Pelé, no intervalo da disputa.

No segundo tempo aos 13, o Pacaembu explodiu. Edson Cegonha tocou para Paulo Borges na intermediária santista. "O Sorriso que veio de Bangu" acertou uma bomba de pé esquerdo no ângulo do gol de Diogo, que pulou, mas não defendeu. Aos 31, Flávio Minuano, com outra bomba, de direita, fez o segundo do Corinthians. "Estávamos preparados. Foi um exagero ficar 11 anos sem perder", disse Pelé diante dos corintianos que invadiram o Pacaembu.

"O engraçado é que eles cantavam 1,2,3, o Santos é freguês", lembrou Edu. (AE)

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