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Diário da Região

06/03/2018 - 23h23min / Atualizado 06/03/2018 - 23h48min

Desenvolve SP

Empresas buscam crédito para voltar a investir

No ano passado, agência Desenvolve SP emprestou R$ 17,3 milhões para empresas e prefeituras da Região Administrativa de Rio Preto, alta de 388% em relação a 2016; indústria tem maior participação

Mara Sousa 6/3/2018 Iberê Carvalho Borges Oliveira pegou capital 
de giro e vai pagar 
o financiamento 
em 34 meses
Iberê Carvalho Borges Oliveira pegou capital de giro e vai pagar o financiamento em 34 meses

A Região Administrativa de Rio Preto começa a dar sinais de recuperação quando o assunto são investimentos. Depois de um período em que empresas e prefeituras zeraram ou adiaram novos projetos, o balanço de 2017 mostra que a situação começou a mudar. Pelo menos quando se avaliam os dados da Desenvolve SP - Agência de Desenvolvimento Paulista, que emprestou R$ 17,2 milhões para pequenos e médios negócios e prefeituras de 96 municípios da região. O desembolso no ano passado representa um crescimento de 388% em relação ao que foi emprestado pela agência em 2016, R$ 3,5 milhões.

Com esse desempenho, a região ficou entre as que registraram maior índice de investimento no ano passado, na quarta posição. Em primeiro, ficou a região de São Paulo (R$ 123,9 milhões). Na segunda colocação aparece Campinas, com R$ 99,1 milhões, seguida por Sorocaba, com R$ 45,3 milhões emprestados.

No Estado de São Paulo, o balanço anual mostra que a instituição financiou 25% a mais em 2017 do que em 2016, num total de R$ 352,7 milhões. "Acompanhamos uma retomada gradual dos negócios em todo o estado e a região de Rio Preto se destaca. Entre as empresas, a busca por crédito para o investimento fixo e também por capital de giro mostra que elas estão se preparando para voltar a crescer. Entre os municípios, os gestores municipais estão cada vez mais conscientes de que investir em infraestrutura é fundamental para melhorar a qualidade de vida da população a atrair novos negócios para as cidades", diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP.

Os desembolsos atenderam empresas e prefeituras nas cidades de Bálsamo (R$ 116,7 mil), Fernandópolis (R$ 875,5 mil), Jales (R$ 4 milhões), José Bonifácio (R$ 55 mil), Mirassol (R$ 192,5 mil) Poloni (R$ 2,1 milhões), Rio Preto (R$ 9,8 milhões), Votuporanga (R$ 82,3 mil). Só para efeitos de comparação, em Rio Preto, o volume de crédito emprestado passou de R$ 1,3 milhão em 2016 para R$ 9,8 milhões no ano passado, alta de 653%. Em 2015, ninguém da cidade solicitou crédito na agência de desenvolvimento.

No setor privado, a indústria foi a principal tomadora de crédito da região de Rio Preto, injetando R$ 2,6 milhões na economia 2017 contra apenas R$ 125 mil do ano anterior (alta de 2.019%). "Isso mostra que a pequena indústria começou a receber demanda de outras de maior porte e com isso retoma os investimentos. Os financiamentos são para compra de equipamentos, contratações de grupos de funcionários e estoque."

As empresas de comércio e serviços foram responsáveis investir R$ 945 mil no último ano contra R$ 206 mil em 2016 (alta de 234%). Os recursos foram destinados para projetos de longo prazo ligados à inovação, expansão, modernização e compra de máquinas e equipamentos, como para capital giro, modalidade de crédito para que as pequenas empresas dessem continuidade a suas operações durante a crise.

Em relação ao porte das empresas atendidas, os pequenos e médios negócios foram responsáveis por tomar, respectivamente, 8% e 92% dos financiamentos tomados em 2017. Em 2016, a proporção foi de 17% e 83%. Já no setor público, por meio de prefeituras, a demanda por financiamentos cresceu 363%, saltando de R$ 2,9 milhões em 2016 para R$ 13,5 milhões em 2017. O montante foi destinado para financiar obras de infraestrutura urbana, como recapeamento e a construção de um distrito industrial.

Linhas têm juros de até 9,5% ao ano

A Agência tem mais de 20 linhas de financiamento voltadas a pequenas e médias empresas paulistas, além de prefeituras. É dinheiro para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, projetos de ampliação, investimentos em tecnologia e inovação. As taxas de juros partem de 6,5% ao ano e seguem até 9,5%. O valor que pode ser emprestado varia de R$ 20 mil a R$ 30 milhões e o prazo de pagamento é de até dez anos. A carência de dois anos prevê o pagamento apenas dos juros. A agência também repassa linhas do BNDES e da Finep.

Segundo Santos, a agência tem uma forte atuação na área de inovação, com quatro linhas voltadas a projetos inovadores, seja para desenvolvimento de novos processos produtivos, para criação de novos produtos, novos equipamentos ou tecnologia. Uma delas, a Linha de Incentivo à Inovação (LII), tem juro zero. No financiamento, o empresário paga apenas o valor do principal, atualizado. "No projeto, o empresário precisa demostrar que a inovação é disruptiva, que muda totalmente um sistema."

Outra linha é a Crédito Digital, para capital de giro e que tem o diferencial de liberar o dinheiro em 48 horas. Todo o trâmite é feito pela internet, no portal www.desenvolvesp.com.br. O empresário simula o negócio e acompanha as etapas do pedido. Os juros variam de 16% a 19% ao ano e podem ser solicitados até R$ 200 mil. O prazo de pagamento é de 36 meses e a carência é de três. (LM)

Capital para dar fôlego às finanças

O empresário Iberê Carvalho Borges Oliveira, da Vida Ativa Comércio de Alimentos, procurou a agencia no ano passado para emprestar R$ 50 mil. O pagamento será feito em 34 meses, com três de carência. A taxa de juros é de 8,6% ao ano, com parcelas decrescentes.

"Eu precisava de capital de giro para ganhar um fôlego na pressão do caixa, saldar despesas correntes, recompor o estoque e trocar a dívida que tinha juros maior por essa", explicou.

Segundo Oliveira, o interessante da linha é que ela tem juros atrativos e um perfil mais alongado, além disso, é um dinheiro saudável, que está disponível ao empresário. "Só que o crédito precisa ser buscado com planejamento, com medidas para melhorar o negócio. Se nada for feito, o empresário só adia o final do negócio e adquire um novo passivo, que um dia terá de ser pago", disse.

A empresa de Oliveira vende kits de alimentos da marca Nestlé, com valores entre R$ 10 e R$ 50 cada. Os produtos são vendidos de "porta em porta", principalmente nas ruas onde há uma grande concentração de lojas em Rio Preto e porta de indústrias. (LM)

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