Diário da Região

03/03/2018 - 00h30min / Atualizado 02/03/2018 - 23h09min

BOA NOTÍCIA

Rio Preto inicia o ano com mais emprego

Rio Preto fechou janeiro com saldo positivo de 568 empregos, resultado 5.344 contratações e 4.776 demissões. Dessa forma, ficou na 8ª colocação do ranking paulista e na 33ª no ranking nacional

Divulgação/EBC Setor de serviços foi o que mais contribuiu para o bom desempenho do emprego com carteira assinada
Setor de serviços foi o que mais contribuiu para o bom desempenho do emprego com carteira assinada

O ano começou com boas notícias para o emprego formal em Rio Preto. O município foi o 8º entre os paulistas com o maior saldo de vagas em janeiro. No País, figurou na 33ª colocação. No primeiro mês de 2018, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Emprego e Trabalho (MTE), Rio Preto fechou com saldo de 568 vagas, resultado 5.344 contratações e 4.776 demissões.

Rio Preto aparece na frente, nacionalmente, de algumas capitais, como Campo Grande (452 vagas e 50ª posição) e Vitória (451 vagas e 52ª colocação). Grandes cidades paulistas também ficaram atrás de Rio Preto na leitura nacional do emprego. Sorocaba ocupa a 53ª colocação, com 447 empregos. Campinas ocupa a 85ª colocação, com 333 vagas.

O setor quem mais contribuiu para o desempenho positivo foi de serviços, repetindo a tendência observada no ano passado. O setor teve saldo de 666 vagas, vindas de 2.493 contratações e 1.827 demissões. A indústria também teve participação relevante, com 219 vagas, resultado de 736 contratações e 517 demissões.

O economista Bruno Sbrogio comenta a importância do setor de serviços para Rio Preto, reforçando a vocação natural da cidade a aponta para a retomada de crescimento e melhora do cenário econômico. "Normalmente janeiro não é um mês de contratações, em função da maior incidência de impostos, de desligamento de temporários no comércio, mas se houve criação de vagas no setor de serviços é positivo. Em janeiro do ano passado, a cidade amargou a perda de 16 vagas, com o saldo de serviços em 241 e o do comércio em -163.

Na outra ponta, o setor que mais perdeu vagas em Rio Preto foi o comércio, com -198 (1.481 admissões e 1.679 demissões). A administração pública também merece destaque negativo, com -183 empregos, resultado de 183 demissões e nenhuma contratação.

Para o economista Ary Ramos, a área médica tem total influência quando se fala no mercado de trabalho, tamanha sua abrangência. "Observamos que está havendo uma reversão de cenário. Acredito que teremos uma grande recuperação ao longo do ano em função das eleições, cenário internacional e melhora dos indicadores. Mas o que precisamos penar é em melhorar a qualidade do trabalho", disse.

Em janeiro, um município da região noroeste paulista, Santa Adélia, ficou à frente de Rio Preto, com saldo de 634 empregos e na sexta colocação no ranking paulista. No País, o município ficou na 30ª colocação em janeiro. A liderança, no Estado e País, ficou com São Paulo, que gerou 5.565 empregos no primeiro mês do ano.

Acumulado 12 meses

No período de 12 meses, Rio Preto acumula 2.583 vagas, com destaque novamente para o setor de serviços, que gerou 2.932 vagas no período. A construção civil tem a pior participação nessa contagem de tempo, com -844 postos de trabalho na cidade.

Em 2017 a cidade já tinha sido destaque, ficando na terceira posição em geração de empregos no Estado de São Paulo e na 11ª entre os 5.660 municípios brasileiros. No ano passado, Rio Preto fechou com o saldo de 2.120 empregos gerados. Entretanto, fechou o mês de dezembro com a perda de 1.061 vagas no mercado formal de trabalho.

Brasil tem saldo positivo

O Brasil registrou a criação de 77.822 novas vagas com carteira assinada em janeiro de 2018. É a primeira vez que o ano começa com contratações desde 2014, e o resultado é o melhor para o período desde 2012, quando foram criadas 118,9 mil vagas. O resultado de janeiro decorre de 1.284.498 admissões e de 1.206 676 demissões. O dado inclui os contratos firmados já sob as novas modalidades previstas na reforma trabalhista, como a jornada intermitente e a jornada parcial.

Com esse resultado mais os ajustes feitos em meses anteriores - que incorporam declarações de contratação ou demissão feitas fora do prazo -, o saldo do Caged em 12 meses ficou positivo após três anos de fechamento líquido de postos com carteira de trabalho. São 83,5 mil vagas geradas entre fevereiro de 2017 e o mês passado.

Em 2015 e 2016, o País eliminou mais de 3,5 milhões de vagas formais. Em 2017, o mercado de trabalho melhorou, mas não escapou de um saldo negativo em 20,8 mil postos. Para este ano, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que espera uma geração de vagas formais superior a 2 milhões.

Setores

A indústria de transformação gerou 49,5 mil vagas formais em janeiro, e os serviços abriram 46.544 postos com carteira assinada no período. Juntos, os dois setores comandaram as contratações no primeiro mês do ano.

A agricultura, que costuma ter admissões nesse período de safra, registrou contratação líquida de 15.633. Boa parte das vagas foi gerada pelo setor de cultivo de soja, uma das mais relevantes no País.

A construção civil, um dos setores mais devastados pela crise, também começou 2018 com contratações, principalmente no segmento de construção de edifícios. O saldo da atividade ficou positivo em 14.987 postos.

Mas o saldo final acabou sendo afetado pelas demissões no comércio, que nesse período costuma fazer ajustes após as vendas de fim de ano. A atividade fechou 48.747 postos com carteira assinada. Também demitiram a administração pública (-802) e o setor de extração mineral (-351). O salário médio de admissão no mercado de trabalho formal registrou aumento real de 1,33% em janeiro de 2018 em relação a igual mês do ano passado.

(colaborou Agência Estado)

 

Trabalho intermitente

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil No regime de trabalho intermitente, o empregado recebe por hora ou por dia que tenha trabalhado
No regime de trabalho intermitente, o empregado recebe por hora ou por dia que tenha trabalhado

Segundo o Caged, em janeiro, foram feitas 2.860 admissões para trabalho intermitente e 4.982 para trabalho parcial, modalidades que entraram em vigor com a reforma trabalhista. O maior número de contratos intermitentes foi firmado no comércio (1.003), seguido por serviços (879). Já para trabalho parcial, o maior número de contratações foi para prestação de serviços, com 3.230. O setor de comércio aparece com 1.096.

No trabalho intermitente, o empregado recebe por período trabalhado - em horas ou diária. Tem direito a férias, FGTS, previdência e décimo terceiro salário proporcionais. No contrato, deverá estar definido o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao salário mínimo por hora ou à remuneração dos demais empregados que exerçam a mesma função.

O empregado deverá ser convocado com, no mínimo, três dias corridos de antecedência. No período de inatividade, pode prestar serviços a outros contratantes.

No trabalho parcial, a jornada poderá durar até 30 horas semanais, sem possibilidade de horas extras semanais ou de 26 horas semanais ou menos, com até 6 horas extras, pagas com acréscimo de 50%. Um terço do período de férias pode ser pago em dinheiro.

Dentre as pessoas admitidas para trabalhos parciais, a maioria é mulher (2,9 mil), jovem (2,5 mil) e tem até o segundo grau completo (2,7 mil).

Comum acordo

No mês passado, foram feitos 9.356 desligamentos de comum acordo, modalidade que também entrou em vigor com a reforma trabalhista. Esses desligamentos foram informados por 7,2 mil estabelecimentos. A maioria das pessoas desligadas é do setor de serviços, 4,4 mil.

Com a nova legislação, o contrato de trabalho pode ser encerrado de comum acordo entre patrão e empregado, com pagamento de metade do aviso-prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. O empregado poderá ainda movimentar até 80% do valor depositado pela empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao seguro-desemprego.

(Agência Brasil)

 

Salário médio tem alta de 1,3%

O salário médio de admissão no mercado de trabalho formal registrou aumento real de 1,33% em janeiro de 2018 em relação a igual mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 2, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O avanço é observado em todas as atividades, à exceção da administração pública.

Apesar do ganho acima da inflação nas contratações, o salário de admissão ficou abaixo da remuneração dos trabalhadores que foram demitidos no primeiro mês de 2018.

Na média do País, o salário de admissão foi de R$ 1.535,51 em janeiro deste ano, o equivalente a 93,23% do salário de desligamento (R$ 1.636,41) no mesmo mês. Na prática, isso significa que quem é contratado está ganhando menos do que quem é demitido.

Esse quadro foi mais acentuado na indústria de transformação, que liderou as admissões com carteira assinada em janeiro e registrou um salário de admissão equivalente a 86,5% do salário de desligamento.  

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