Diário da Região

01/03/2018 - 22h27min / Atualizado 01/03/2018 - 22h27min

MAIS RICO

PIB brasileiro consegue crescer em 2017 e atinge R$ 6,6 trilhões

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com os resultados das contas nacionais trimestrais, o que inclui o fechamento do ano

Reprodução/IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país, fechou o ano de 2017 com crescimento de 1%, na comparação com 2016. Em valores correntes, o valor do PIB em 2017 atingiu R$ 6,6 trilhões.Em 2015 e em 2016, o resultado ficou negativo em 3,5%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com os resultados das contas nacionais trimestrais, o que inclui o fechamento do ano.

Em 2017, contribuíram para o resultado as altas de 13% na agropecuária e de 0,3% nos serviços, além da estabilidade nas indústrias. O resultado da agropecuária foi o melhor em toda a série, iniciada em 1996.

O PIB per capita subiu 0,2% em termos reais, ficando em R$ 31,587. A taxa de investimento no ano foi de 15,6% do PIB, abaixo dos 16,1% de 2016. Já a taxa de poupança aumentou, indo de 13,9% em 2016 para 14,8% em 2017.

Na série com ajuste sazonal, o resultado do último trimestre do ano foi de crescimento de 0,1%, na comparação com o terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre de 2016, o crescimento foi de 2,1%.

 

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução/IBGE)

Agronegócio

Com o melhor resultado anual da série histórica, iniciada em 1996, o setor agropecuário cresceu 13% no ano passado e foi responsável por 70% do crescimento de 1% no Produto Interno Bruto (PIB). A soma total da produção das riquezas nacionais em 2017 ficou em R$ 6,559 trilhões.

Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis, o resultado da agropecuária foi puxado pelo recorde das safras de milho, com crescimento de 55,2% no ano, e de soja, com aumento de 19,4% na produção em 2017, na comparação com 2016.

"São duas culturas muito importantes na lavoura brasileira", disse a economista. Ela explicou que, do percentual de crescimento do PIB (1%), a maior parte (0,7%) deve-se à agropecuária e parte dos 3% restantes ao setor de serviços, que tem grande peso na economia. O resultado foi também influenciado pelo crescimento em termos reais dos impostos líquidos e subsídios, puxado pelo crescimento em volume, em termos reais, do Imposto de Produtos Industrializados (IPI).

Consumo das famílias

Mesmo ainda tímido, o consumo das famílias voltou a crescer em 2017 depois de dois anos de queda, mostrou o Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado, divulgado nesta quinta-feira, 1, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No quarto trimestre, o consumo avançou 0,1% em relação ao trimestre anterior e 2,6% contra igual período de 2016. O consumo das famílias tem impacto de mais de 60% no PIB, e por isso tem resultado bem próximo da taxa principal, informou a coordenadora das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Ela considerou o aumento do consumo das famílias o principal destaque de 2017, e justificou a melhora a fatores como os saques do FGTS inativo, quedas da inflação e dos juros, e a ligeira alta da massa salarial, puxada pela melhora no índice de emprego em relação a 2016.

Investimentos

Após um longo período de perdas, os investimentos na economia começam enfim a esboçar reação. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) encerrou o último trimestre de 2017 com crescimento de 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, interrompendo uma sequência de 14 trimestres consecutivos de quedas, informou o IBGE.

A taxa de investimento no ano, porém, desceu a 15,6%, o patamar mais baixo da série histórica iniciada em 1996.

O resultado reforça que o caminho até a recuperação das perdas passadas será longo, e a retomada dos investimentos pesados ainda depende do andamento das concessões, da redução da capacidade instalada ociosa e do ambiente político, segundo analistas.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o avanço na FBCF foi de 2,0% no quarto trimestre de 2017, o terceiro avanço seguido.

 

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