Diário da Região

04/03/2018 - 00h30min / Atualizado 03/03/2018 - 18h55min

REPRESENTATIVIDADE

Juliana Caldas, atriz de O Outro Lado do Paraíso, fala sobre nanismo na TV

Atriz Juliana Caldas espera mais respeito pelos anões com visibilidade dada pela novela O Outro Lado do Paraíso, da Globo, em que interpreta Estela

TV Globo/Divulgação Jualiana Caldas e Marieta Severo protagonizam cenas fortes e necessárias para discutir o preconceito sofrido pelos anões
Jualiana Caldas e Marieta Severo protagonizam cenas fortes e necessárias para discutir o preconceito sofrido pelos anões

Ao encarar uma personagem de peso na TV, Juliana Caldas, a rejeitada Estela de O Outro Lado do Paraíso (Globo), torce para que fique a lição de que os anões merecem respeito.

Na história, além do desprezo da própria mãe, Sophia (Marieta Severo), ela se decepciona com Amaro (Pedro Carvalho) ao descobrir o interesse dele por sua herança e deixa o caminho livre para Juvenal (Anderson Di Rizzi).

Para a atriz, todo esse sofrimento de Estela vai muito além da trama amorosa e familiar, servindo para chamar a atenção para os dramas reais dos portadores de nanismo. "Espero que as pessoas entendam e aprendam para, no final, tratarem todo mundo da mesma forma. Mesmo sendo bastante parecida comigo, a Estela me ensinou muita coisa com a sua história de preconceito. Acredito que a personagem mostra ao público como respeitar os outros", ressalta.

Na novela, Estela passou boa parte da vida na Suíça escondida por Sophia, que não aceita o fato de ter uma filha anã. Sua volta ao Brasil trouxe tensão para a família, até que foi confinada novamente, dessa vez em Pedra Santa, próxima das minas de esmeralda.

Segundo Juliana, tanto faz o lugar, o preconceito está sempre presente. Mas, felizmente, ela não teve esse problema com sua família. "Não vivi preconceito na minha casa, mas existe na sociedade. Tudo depende de como a família ensina. Os pais precisam ser conscientes para educar o filho, tanto quem não tem nenhum tipo de deficiência quanto o que tem, para ele receber o diferente e lidar com a rejeição", acredita.

Durante o período de preparação para a novela, Juliana e Marieta tiveram cenas em que havia a explosão dessa repulsa da mãe pela filha. Tais sequências emocionaram as duas atrizes.

Para ela, ouvir tantas ofensas dói, mas ela já aprendeu a separar a personagem da vida real. Inclusive, defende a importância de ter uma anã em um papel dramático, já que a imagem do portador de nanismo costuma estar atrelada à comédia.

"Em uma das preparações, do nada, a Marieta começa a dizer várias coisas só para a gente conseguir entrar nessa rejeição. Aí eu comecei a chorar, sentindo o que estava ouvindo. No final da cena, ela foi às lágrimas porque também doeu falar. Mas machuca você escutar tudo isso e saber que realmente existe", conta.

Virando-se sozinha

Uma das particularidades de Estela foi a casa adaptada que ela pediu a Sophia. Sua intenção era ter um certo grau de independência, sem precisar da ajuda frequente de Rosalinda (Vera Mancini). Na vida real, Juliana conta que nunca teve essa facilidade e que foi ensinada por sua mãe a se cuidar sozinha.

"Minha mãe nunca adaptou nada na minha casa. Fazia eu me virar porque o mundo não ia se adaptar a mim. Isso era para quando estivesse sozinha, para que não dependesse dos outros. Mas preciso de alguém. Sou independente, mas tenho de aceitar que, às vezes, é necessária a ajuda das pessoas", reflete.

Antes da novela, Juliana fez peças e musicais infantis. Por causa dessa experiência, teve de conviver com crianças, que não tinham noção de que ela era adulta e, por isso, a tratavam como coleguinha. A situação era desconfortável, mas, mesmo assim, ela não se deixou abalar.

 

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