Diário da Região

10/03/2018 - 00h30min / Atualizado 09/03/2018 - 19h01min

LITERATURA E PALHAÇADA

Espetáculo Poesias para Palhaça será apresentado neste fim de semana

Há muito humor a ser encontrado em textos de autores clássicos como Cecília Meireles, Fernando Pessoa e Vinícius de Moras Municipal Humberto Sinibaldi Neto, Gisele Lançoni quer fazer rir e incentivar a leitura

Mara Sousa 9/3/2018 Gisele Lançoni apresenta o espetaculos poesias para pahaça no teatro municipal
Gisele Lançoni apresenta o espetaculos poesias para pahaça no teatro municipal

Literatura é coisa séria, mas também é diversão. Engana-se quem pensa que poesia só trata de amor ou dor. Há muito humor a ser encontrado em textos de autores clássicos como Cecília Meireles, Fernando Pessoa e Vinícius de Moras. E ninguém melhor que uma palhaça para trazer a graça da poesia para os palcos, para mostrar para o público que a poesia está carregada de piadas e, no processo, despertar o interesse pela leitura.

Assim, palhaçada e literatura se encontram em duas doces tardes de cultura neste fim de semana no espetáculo Poesias para Palhaça, parte do projeto Doce Tarde, de Gisele Lançoni, que será apresentado neste sábado, 10, e no domingo, 11, às 16h, no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Um trabalho que nasceu justamente da vontade de Gisele de difundir a literatura entre os pequenos e até os grandes.

"Tudo começou como um esquete, um pequeno espetáculo montado para uma apresentação na biblioteca para um evento mensal chamado A Hora do Conto, desenvolvido para incentivar a leitura entre crianças. Esse projeto não existe mais, mas resolvi continuar com a peça, me apresentando em festivais de teatro, feiras de livro", conta Gisele.

Mas essa é a primeira vez que ela sobe em um palco de teatro para apresentar Poesias para Palhaça. Para isso, deu uma incrementada na obra, acrescentando poesias, acessórios de palco, tudo para tornar o espetáculo ainda mais atrativo para o público. "O palco permite um trabalho maior do palhaço, por isso pude acrescentar elementos novos. E tudo que foi inserido é funcional, nada está ali sem necessidade", revela.

Na peça, Boo, personagem da palhaça Gisele, entra em um cômodo de sua casa e vai descobrindo um novo mundo de sua mãe. Entre as muitas coisas, ela se depara com um cantinho de leitura, com livros da mãe e diversas poesias. É neste momento que começa a leitura e a interação, afirma Gisele.

"Quando tiro a primeira poesia já vem o primeiro momento de humor. Chamo também pessoas da plateia para ler e, conforme vão lendo, pergunto quem escreveu aquele texto. Essa foi a forma que encontrei de mostrar que autores como Cecília Meireles também fizeram poesias engraçadas."

Mas a seleção de textos não está restrita a poesias cheias de piada. Gisele também transita por textos que não são tão engraçados, mas que despertam o interesse do público e abordam temas importantes. "Há uma poesia de Ruth Rocha que leio que fala sobre a diferença entre as crianças sem dar destaque às diferenças que muitos apontariam logo de cara, mostrando que mesmo com nossas diferenças, somos iguais."

Circense

Gisele usa todo o seu conhecimento de mais de vinte anos atuando como palhaça para trazer para o palco um humor bem circense, bastante voltado para o palhaço de circo, com aqueles números de comédia clássicos do gênero acrescidos da poesia. "Uso muitos números milenares dos palhaços, clássicos do humor circense, aquelas técnicas que são essenciais e que quando bem feitas são muito engraçadas, mesmo com o público já familiarizado com esse tipo de piada", diz.

Por isso que Gisele acredita que o palhaço é a melhor forma de arte para fazer esse trabalho de difusão da literatura. "A comédia passa a questão da literatura de uma forma gostosa, divertida, agitada, sem ser maçante. Estou o tempo todo mexendo com algo, interagindo com a plateia. E, assim, a criança se diverte às vezes sem nem perceber que está lendo. Chamo as crianças para o palco para ler e conforme vão lendo, vão descobrindo o humor."

Para a palhaça, é importante que a mensagem seja absorvida sem a obviedade. Só assim ela realmente é inserida no contexto diário. "Não tem nada explicado ali. A criança tem que sair de lá com a sensação dentro dela de que a leitura é essa coisa interessante. Eu não tenho que ficar alertando, dizendo após o encerramento que ler é legal. Ela vai entender isso com o contexto, ela vai querer que a leitura continue após o espetáculo encerrado."

E para adoçar a tarde, Gisele distribuirá algodão doce após o espetáculo, uma forma a de aguçar o paladar após ter aguçado a mente dos pequenos e dos grandes.

Serviço

  • Poesias para Palhaça, sábado, 10, e domingo, 11, às 16h, no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Entrada R$ 15. Informações (017) 3512-5669

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