Diário da Região

04/03/2018 - 00h30min / Atualizado 03/03/2018 - 18h15min

EU SOU A MARROM

Alcione fala sobre show em Rio Preto e 45 anos de carreira

Alcione, cantora que é um dos maiores orgulhos do cenário artístico brasileiro, fala sobre show em Rio Preto, projeto para comemorar 45 anos de carreira, internet, feminismo e política em entrevista

Marcos Hermes/Divulgação Alcione escolheu Rio Preto para integrar a turnê de comemoração dos seus 45 anos de carreira
Alcione escolheu Rio Preto para integrar a turnê de comemoração dos seus 45 anos de carreira

Para celebrar os 45 anos de carreira, a cantora e instrumentista Alcione lançou o projeto Eu Sou a Marrom, um pacote que inclui um documentário, uma biografia assinada pela jornalista Diana Aragão, um musical, a gravação de um DVD ao vivo e uma turnê roteirizada com seus maiores hits de carreira. Aos 70 anos, a artista maranhense interpreta neste show canções como Meu ébano, A loba e Não deixe o samba morrer e comemora a carreira sólida e de sucesso.

Com seus 42 álbuns (entre LPs e CDs) e 9 DVDs gravados, Alcione já ultrapassou a marca de oito milhões de discos vendidos, fez shows em mais de 30 países, que inclui Estados Unidos, Portugal e até Suíça, e perdeu a conta de quantas vezes cruzou o Brasil com turnês prestigiadas pelo público com ingressos esgotados. Ela também acumula 350 prêmios e foi homenageada no carnaval deste ano pela Mocidade Alegre com o enredo A voz Marrom que não deixa o samba morrer.

Rainha do samba, Marrom, apelido que ganhou desde o início da carreira, trafega entre diferentes gêneros musicais. Ela pode cantar samba, bolero, jazz, xote, reggae, música romântica ou qualquer outro estilo musical com sua voz poderosa. Munida deste poder musical, Alcione volta a Rio Preto neste domingo, 4, para fazer um show no Sesc. A apresentação está marcada para às 19h, no ginásio de esportes. Os ingressos estão esgotados.

Leia abaixo a entrevista com Alcione sobre sua carreira e vida.

Diário da Região - São 70 anos de vida e 45 dedicados à música. Agora, a senhora desembarca em Rio Preto para apresentar Eu Sou a Marrom no Sesc. O que os fãs podem esperar desta apresentação?

Alcione - Um espetáculo repleto de hits, músicas que marcaram a minha trajetória. Sucessos de décadas diversas e que o público sempre espera me ouvir cantar.

Diário - Cite cinco canções que entram neste repertório?

Alcione - Minha estranha loucura, Meu ébano, A loba, Não deixe o samba morrer e Você me vira a cabeça (me tira do sério).

Diário - Com 42 álbuns e nove DVDs gravados, a senhora já ultrapassou a marca de oito milhões de discos vendidos e fez shows em mais de 30 países. Me fale sobre a sua relação com os fãs. Por que a senhora faz tanto sucesso com homens e mulheres de diferentes idades?

Alcione - É de muito carinho e respeito. Tenho fãs que me acompanham desde o início da carreira, seus descendentes acabaram virando meus fãs também. Quanto ao gênero e faixas de idade, acho que a música tem esse poder de encantamento e não importa idade ou gênero. A música conta histórias, alimenta sonhos, faz parte do dia a dia das pessoas. Muita gente, eu já soube, namorou e casou ao som das minhas músicas....e isso é um privilégio, uma bênção!

Diário - A senhora levou um susto em 2017, fez cateterismo e passou por um processo de emagrecimento. Como está a saúde da senhora hoje?

Alcione - Ótima, felizmente! Foi um susto sim, mas, felizmente, fui muito bem atendida pela equipe do hospital Sírio-Libanês. E, hoje, meus exames estão 'zerados'... e estou me cuidando muito mais.

Diário - Como foi a experiência de ter sido homenageada pelo samba-enredo da Mocidade Alegre de São Paulo no carnaval de 2018?

Alcione - Não há honraria maior, neste país, do que ser homenageada como enredo de uma escola de samba! E a escola, que fez um desfile primoroso, lindo, me tratou com total dignidade e um carinho que jamais esquecerei. A Mocidade Alegre me deu um presente inimaginável e inesquecível. Nunca havia pensado que uma escola de São Paulo pudesse me fazer uma homenagem dessas.

Diário - A senhora é uma mulher conectada com a internet? O que acha dos memes feitos com suas fotos e trechos de músicas?

Alcione - A internet é uma excelente ferramenta para o nosso trabalho e, principalmente, um instrumento valioso no diálogo com os fãs. Tenho minhas redes sociais, e gosto muito de ver essas postagens, essas brincadeiras. Me divirto muito com tudo isso, e acho que é uma homenagem, uma reverência.

Diário - No programa Conversa com Bial, da Globo, a senhora falou um pouco sobre a sua mediunidade e sobre uma cirurgia espiritual que fez. Qual é o papel de Deus em sua vida? A senhora é uma mulher religiosa?

Alcione - Sim, uma pessoa espiritualizada. Espiritualidade que me trouxe mais tranquilidade, paz, mais paciência, equilíbrio. Fui operada na espiritualidade, pelo dr. Fritz, há muitos anos. Tinha sido diagnosticada com problemas nas cordas vocais e, felizmente, depois disso, já ganhei muitos discos de ouro e platina!

Diário - A senhora é uma referência para muitas mulheres e disse em entrevista que se reconhece como feminista mesmo antes de conhecer o termo. Qual recado a senhora pode deixar para as mulheres serem felizes na vida pessoal e profissional?

Alcione - Sempre fui, mesmo antes desses termos que agora utilizamos como feminista e empoderada...Meu pai nos dizia para tomarmos as rédeas do nosso destino, e não dependermos dos homens para isso. Este seria um dos conselhos que poderia dar... Quando você não corre atrás dos seus próprios sonhos e depende, o tempo todo, dos outros, compromete sua liberdade. E ser livre é fundamental para a realização na vida profissional e, consequentemente, pessoal.

Diário - 2018 é um ano político. O que a senhora espera dos novos governantes? Pode deixar uma dicas para os rio-pretenses na hora de escolher os melhores candidatos?

Alcione - Que pensem muito antes de votar. Que estudem a biografia dos candidatos, vejam seus programas de governo para que possamos ter um ambiente político mais saudável e comprometido com a sociedade e não com a corrupção, as negociatas e falcatruas, e com este mar de lama que, infelizmente, vemos hoje.

Diário - Em várias entrevistas, a senhora disse que é uma pessoa privilegiada. Quais são seus planos para este restante de 2018? Ser feliz e cantar muito?

Alcione - 'Eu sou a Marrom' é o meu projeto deste ano, quando completo 45 anos de carreira. Além da turnê nacional, também teremos lançamentos de DVD, biografia, musical, e de um documentário que já está sendo gravado. Será um ano de muito trabalho e, claro, comemorações . Comemorações que pretendo compartilhar com os fãs. Sem eles, sem dúvida, nada disso poderia estar acontecendo. Por isso, nessa festa, o público é o meu convidado mais especial.

Serviço

  • Show de Alcione. Neste domingo, 4, das 19h às 21h, no ginásio de esportes do Sesc. Os ingressos estão esgotados. Informações: (17) 3216-9300.

 

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