Diário da Região

08/03/2018 - 18h44min / Atualizado 08/03/2018 - 22h32min

Minha mãe, minha filha

Filme com Helena Ranaldi e Eva Wilma aborda o Mal de Alzheimer

Protagonizado pelas atrizes Eva Wilma e Helena Ranaldi, curta-metragem, cuja história gira em torno do Mal de Alzheimer, faz estreia nacional neste sábado, 10, no em Rio Preto

Helena Ranaldi vive Isabel e cuida da mãe doente
Helena Ranaldi vive Isabel e cuida da mãe doente

Em 2015, o filme Para Sempre Alice, baseado no livro homônimo da neurocientista americana Lisa Genova, mostrou a luta da personagem vivida por Julianne Moore, uma professora e pesquisadora bem-sucedida, contra o Mal de Alzheimer. Agora, em Rio Preto, será realizada a estreia nacional do curta-metragem Minha mãe, minha filha, cuja história também gira em torno da doença regenerativa e progressiva, e é protagonizado pelas atrizes Eva Wilma e Helena Ranaldi.

 O filme, que tem roteiro de Cintia Sumitani e direção de Alexandre Estevanato, conta a história de Isabel (Helena Ranaldi), uma mulher de 50 anos, que abdicou-se da própria vida, profissional, pessoal, em prol de cuidar da mãe, Dora (Eva Wilma), uma senhora de 80 anos, que desenvolveu a doença de Alzheimer há cerca de três anos. O dia a dia da família não é fácil. Nesta tarefa diária, Isabel ainda conta com a ajuda do filho, Felipe (Guilherme Rodrigues), um garoto de 18 anos.

Alexandre Estevanato conta que o filme pretende mostrar, de uma forma poética, a realidade dura de quem convive com a doença de Alzheimer e as dificuldades e sofrimentos das famílias, que muitas vezes se veem em desespero e sem instruções de como proceder no dia a dia. "Tentamos mostrar por meio do filme que os cuidados e o amor são fundamentais para que a convivência seja menos dolorosa."

O curta, que tem 16 minutos de duração, será exibido pela primeira vez neste sábado, 10, às 10h30, na sala 1 do Multiplex, no Riopreto Shopping Center. Após a sessão, Cintia, Estevanato e o professor e psicanalista Renato Dias Martino irão promover um debate com o público sobre o filme. A entrada é gratuita.

Produção

Minha mãe, minha filha foi filmado integralmente em Rio Preto, na casa de Estevanato. "Minha esposa estava grávida de oito meses. Foi um processo muito intenso, em que uma equipe de profissionais muito engajada trabalhou muito para que o filme pudesse acontecer. A direção de fotografia foi de Fábio Roger, a direção de arte ficou por conta de Luiz Áureo e a maquiagem de Márcio Merighi."

Para produzir, eles contaram com auxílio de Bia Leles, Roberto Sumitani e Kell Silveira. Já a edição e finalização foi de Juca Vasques, o som e a trilha sonora ficaram a cargo de Renan Franchi e Lucas Pontes, ambos de Campinas, e Luciano Moura fez a assessoria de imprensa.

O processo de criação do filme durou cerca de 10 meses. "Todo o processo do filme, desde a concepção da ideia, passando pelo roteiro, a luta para conseguirmos patrocínios, a pré-produção, contratações, filmagens e pós-produção levaram este período. Não foi fácil, pensei algumas vezes em desistir, mas acredito, enquanto profissional de comunicação, que quando assumimos um compromisso público, ele toma para si um cunho moral e social. Então, em respeito ao público e aos profissionais envolvidos na obra, fui até o fim e deu certo."

Estevanato conta que teve dificuldades para conseguir investidor para a produção. "O orçamento inicial do filme era R$ 60 mil. Havia um patrocinador exclusivo, mas ele desistiu no meio do caminho, o que me deixou desesperado, pois a produção estava na iminência de começar. Iniciei uma saga, criei um financiamento coletivo por meio da plataforma Kickante e em dois meses conseguimos quase 12 mil."

Neste período, o diretor fez campanhas nas redes sociais e conseguiu contribuições financeiras. Ao desabafar no Facebook sobre as dificuldades de captação, ele foi criticado, mas também recebeu apoio. "Em paralelo, batalhamos e conquistamos pequenas cotas de patrocínios que no total, somaram cerca de 30 mil, já somando os 12 do financiamento coletivo. Conseguimos pagar os profissionais envolvidos na obra."

Projetos

Minha mãe, minha filha é o 13º filme da Estevacine filmes, sendo dois longas-metragens e 11 curtas. Alexandre Estevanato iniciou sua carreira no cinema há cerca de 12 anos em Rio Preto. "Meu primeiro filme foi Vidas Eternas, fruto do Prêmio Nelson Seixas."

Depois do lançamento do curta, Estevanato já pensa em outros projetos. "Minha mente não para, estou em constante movimento em relação às criações de temas, roteiros e produções. Estou imerso em um novo roteiro, dessa vez, estou mergulhando em um assunto ainda mais difícil, ainda pouco discutido, mas que pode ser de grande relevância social, acredito, que é o suicídio. Mas para que o novo trabalho possa sair do papel, precisaremos de investimento."

Serviço

  • Estreia do curta Minha mãe, minha filha. Neste sábado, 10, às 10h30, na sala 1 do Multiplex, no Riopreto Shopping. A entrada é gratuita.

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