Diário da Região

11/03/2018 - 00h30min / Atualizado 10/03/2018 - 17h41min

TRADIÇÃO

Grupo de catira sobe ao palco do Sesc Rio Preto para resgate cultural

Apresentação faz parte da programação da exposição Pai dos Burros e é gratuita

Divulgação Grupo tem quase 30 anos de história
Grupo tem quase 30 anos de história

Uma das manifestações mais tradicionais da cultura brasileira, a catira foi perdendo seu espaço com o passar dos anos, mas ainda há aqueles que mantêm essa mistura de dança e música viva, como é o caso do grupo Os Favoritos da Catira, que se apresenta no Sesc Rio Preto neste domingo, 11, às 16h30, dentro da programação de atividades paralelas da exposição Pai dos Burros. A entrada é gratuita.

Formado no início da década de 1980, o grupo Os Favoritos da Catira tem como intuito preservar e difundir expressões culturais da cultura caipira. Hoje, o grupo transmite os saberes desse universo para a terceira geração de integrantes.

"Em todas as apresentações nossas, vamos levar modas de viola e, de modo geral, tentamos manter um grupo que resguarda essa cultura, essa manifestação que é a catira. Levamos oportunidade às pessoas. Rio Preto e região, mesmo, terra de catireiros e violeiros, não têm muito mais isso. Essa é a nossa proposta. Por onde passamos, levamos esse resguardo", explica Edson Fontes, que coordena o grupo Os Favoritos da Catira com o pai.

A catira, também chamada de cateretê, é uma dança rural conhecida desde a época colonial, que possui influências das culturas indígenas, africanas e europeias. Nela, um violeiro e seu parceiro fazem um dueto de voz que sustenta a evolução dos catireiros, intercalando o toque da viola com os versos musicados.

Ao som de modas de viola e recortados, a dança acelera, desacelera e para com a cantoria, momento para os catireiros tomarem fôlego. As letras variam entre temáticas de histórias caipiras, brincadeiras, causos com uma moral cabocla. A dança também se alterna entre coreografias uniformes e individuais dos catireiros. As vestes incluem chapéu, lenço, camisa, calça com cinta e botas.

E o grupo segue à risca as regras da catira em um trabalho de proteção da cultura, afirma Edson. "Tentamos levar esse resguardo do tradicional, do típico, de fato, pelo indivíduo. Carregamos no nosso grupo essa luta com o moderno, o contemporâneo. É um show de proteção da cultura."

Mas não quer dizer que a luta tenha que ser árdua. O próprio garante que não se trata de resistência no sentido de dificuldade que normalmente a palavra traz consigo. "Para nós, não chega a ser um ato de resistência porque viver a catira é algo muito fluido. É nossa marca. Travar essa luta contra os meios de comunicação e com a indústria cultural, exige, sim, força e garra. Porém, o fazer, o executar, o respirar catira, para nós, não é difícil. Dançar, se apresentar, viajar, levar a catira para as pessoas é pura alegria, não cai naquela definição de resistência."

Também não chega a ser difícil despertar o interesse do público, garante Edson. O problema maior é fazer com que o público tenha o tempo necessário para se dedicar à catira. "Despertar o interesse é muito fácil. A catira tem muito apelo, é arrebatadora. O difícil é enfrentar a dispersão que há na vida. Mesmo o grupo, já formado, enfrenta a dificuldade de reunir as pessoas."

Troca

Além da apresentação, Edson promete um momento de aprendizado na passagem do grupo pelo Sesc. É que eles trarão a história da manifestação cultural junto com o show e estarão abertos às perguntas. "Paramos o show quando necessário, explicamos um pouco do que se trata, abro para perguntas. É um momento de troca. O que fazemos em cada apresentação é viver fora de casa também."

Exposição

A apresentação do grupo é parte da exposição Pai dos Burros, que permanece na Área de Convivência do Sesc Rio Preto até 29 de abril. O projeto é da artista plástica Teresa Berlinck e do radioartista Julio de Paula, com curadoria de Maria Catarina Duncan. A mostra reúne 397 desenhos e uma peça sonora que revisitam e recriam o Dicionário do Folclore Brasileiro, de Luís da Câmara Cascudo, cuja primeira edição é de 1954, contrapondo-o à memória contemporânea e à internet.

A visitação é gratuita e o agendamento de grupos pode ser feito pelo educativo@riopreto.sescsp.org.br ou na Central de Atendimento, pelo telefone (17) 3216-9300.

Serviço

  • Show Os Favoritos da Catira, domingo, 11, às 16h30, na comedoria do Sesc Rio Preto. Entrada gratuita

 

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