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Diário da Região

28/03/2018 - 18h49min

AEDES AEGYPTI

Saúde confirma 43 casos de zika vírus

Também foram diagnosticados neste ano 47 casos de dengue, número 78,7% menor aos registrados no mesmo período de 2017

Rio Preto tem 43 casos de zika vírus neste ano, um deles em gestante. Outros oito seguem em investigação, sendo quatro em grávidas. É o que confirmou nesta quarta-feira, 28, a Secretaria Municipal de Saúde. Embora considerada mais branda por especialistas, a doença preocupa porque pode causar microcefalia em bebês, além de outras malformações. De acordo com Andrea Negri Reis, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Rio Preto, a gestante está bem e até o momento os exames não apontaram nenhuma má formação no feto. Quando a criança nascer, o protocolo do Ministério da Saúde para casos como esses será seguido e ela passará por uma série de testes.

Em Rio Preto, há suspeita de que em 2016 dois bebês tenham nascido a com a circunferência da cabeça menor que o ideal por conta da doença - uma menina vinda de Paranaíba (Mato Grosso do Sul), e um menino nascido no município cuja a mãe teve o zika confirmado no soro. 

De acordo com Mauricio Lacerda Nogueira, do Laboratório de Virologia da Famerp, não há motivo para pânico com o número confirmado de casos. Ele alerta que uma epidemia de zika acontecerá em algum momento, mas não deve ser neste ano. "Nós já estamos quase completando o ciclo, daqui a pouco esfria e interrompe a transmissão, os números são baixos", afirma.

Em 2017, foram registrados 38 casos de zika durante o ano todo. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e chikungunya. As doenças são mais disseminadas durante o fim e o começo do ano, época mais chuvosa e quente e ideal à proliferação do mosquito.

Foram registrados, até o momento, 47 casos de dengue. O número é 78,7% menor que os 221 do mesmo período do ano passado. Nenhum deles foi considerado grave e outros 223 seguem em investigação. Não houve mortes causadas pela enfermidade. 

Nos três primeiros meses do ano, a Saúde confirmou ainda três casos de chukungunya e cinco seguem em investigação. No ano passado, 14 munícipes tiveram a doença. 

Conforme o Diário já mostrou, a preocupação em Rio Preto são zika vírus e chikungunya, pois grande parte da população já está imunizada contra dengue por conta de epidemias em anos anteriores. Em 2016, por exemplo, foram registrados 16,2 mil casos, a maioria dos subtipos 1 e 2. A dengue só voltaria a preocupar caso o subtipo 3 voltasse a circular em Rio Preto, o que não acontece há dez  anos, mas deve também ocorrer em algum momento, podendo provocar novo surto.

Em 2017, foram feitos testes na população da Vila Toninho, que servem para dar uma dimensão do que acontece na cidade. De 25% a 30% dos moradores têm anticorpos contra o zika. "Você tem 70% suscetíveis. Dois terços da população nunca tiveram contato", ponderou Nogueira ao Diário, em março.

A situação é mais grave com a chikungunya, que se manifesta de forma mais severa e causou 156 mortes no País em 2016. "Menos de 3% da população têm anticorpo", afirma Nogueira. Ou seja: pelo menos 97% dos rio-pretenses podem contrair a doença. "Chikungunya é uma doença grave, por isso a gente tem um plano de contingência pronto, sabe o que tem que fazer de diversas situações de epidemia", disse o professor, que acredita em epidemia das duas doenças, embora não seja possível prever as proporções.

Em janeiro, a cada 100 recipientes vistoriados nas casas rio-pretenses, 6,7 deles tinham larvas do Aedes aegypti, o que configura risco de surto das três doenças. 

Macacos mortos

De acordo com o balanço da Secretaria de Saúde, 28 macacos foram encontrados mortos em Rio Preto neste ano. Dois deles - um achado no Jardim Maracanã e outro no Caic - tinham febre amarela. De outros seis, a morte pela doença foi descartada e de quatro o resultado é parcialmente negativo para o vírus. De nove primatas, não foi possível coletar material para exame devido ao avançado estado de decomposição. Resultados dos exames de outros sete animais ainda são aguardados. 

"Diante da confirmação de circulação do vírus da febre amarela em macacos no município, a Secretaria de Saúde está intensificando as ações de prevenção na população, como controle do vetor Aedes aegypti (retirada de criadouros e nebulização) e vacinação. No último sábado, os bairros Caic e Jardim Maracanã, onde os macacos foram encontrados, receberam postos volantes de vacinação. Foram aplicadas 208 doses da vacina. Os bairros também receberam a nebulização no período noturno durante esta semana", garantiu a pasta.

Balanço

Doenças transmitidas pelo Aedes em Rio Preto

Dengue

47 casos - outros 223 em investigação

Zika

43 casos - sendo um em gestante. Outros oito estão em investigação, quatro em grávidas

Chikungunya

3 casos - outros cinco em investigação

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