Diário da Região

08/03/2018 - 16h35min / Atualizado 08/03/2018 - 16h35min

CIÚMES E DROGAS

Júri condena ajudante a 21 anos de prisão

Francela Pinheiro 8/3/2018 O réu Otávio Luís Nadoti (de costas) durante o Tribunal do Júri nesta quinta-feira
O réu Otávio Luís Nadoti (de costas) durante o Tribunal do Júri nesta quinta-feira

O ajudante geral Otávio Luís Nadoti, de 33 anos, foi condenado, nesta quinta-feira, 8, a 21 anos de prisão em regime fechado pela morte de Arlei de Souza, de 43 anos, amigo da ex-mulher, a técnico de enfermagem, G.F.M, de 38 anos. Motivado por ciúmes, o crime aconteceu em outubro de 2015, no Jardim São Deocleciano. Os sete jurados, formado por seis homens e uma mulher, também entenderam que o réu cometeu o crime por motivo torpe (fútil) e sem direito de defesa da vítima, como sustentou a denúncia do Ministério Público. 

Presidido pela juíza da 5ª Vara Criminal de Rio Preto, Glaúcia Véspoli dos Santos o júri começou por volta das 14h. Primeiro depoimento foi o da ex-mulher do acusado. Durante o interrogatório, a enfermeira contou detalhes de como o crime aconteceu. Segundo ela, que estava com medida protetiva contra o ajudante na época do crime, o ex-marido tentou entrar na casa e desconfiado de que havia outra pessoa na residência, pulou o muro, pegou uma faca na cozinha e partiu para cima da vítima.

"Eu só falei para o meu amigo, corre", disse a enfermeira. Com o portão da casa trancado e sem conseguir fugir, o mecânico foi atingido com golpes de faca nas costas e nos braços. "Consegui contar entre cinco e seis facadas", afirmou a mulher que ainda disse que tentou salvar a vítima. Momento em que vizinhos perceberam a movimentação e conseguiram deter o ajudante geral até a chegada dos policiais militares.

Segundo o depoimento da ex-mulher, Nadoti era dependente químico. A enfermeira também contou que antes do crime ela registrou quatro queixas contra o ajudante. Pelas denúncias, enquadrado na Lei Maria da Penha, o reú foi condenado por sete meses e 10 meses. "Ele não me batia. Mas depois da separação me agredia por nada. Ele era usuário de crack e ficava agressivo na abstinência", disse. 

Depois foi a vez de Nadoti ser interrogado pela juíza. Réu confesso, ele afirmou que perdeu a cabeça ao ver que a vítima estava dentro da casa da ex-mulher. "Perdi a cabeça, pulei o portão, estava com raiva", disse. O rapaz ainda confessou fazer uso de drogas desde a adolescência. "Comecei a usar o crack com 22 anos, mas conheci outras drogas com 17 para 18 anos", admitiu. 

Depois dos depoimentos, o júri foi para o debate entre a acusação feita pelo promotor Marcos Antônio Lelis Moreira e a defesa, a cargo do advogado João Dias. O promotor chegou a levar imagens do local do crime para convencer a bancada dos sete jurados. Mesmo com o pedido para afastar as qualificadoras, quatro dos sete jurados decidiram pela condenação por homicídio duplamente qualificado.

Para Moreira, a condenação saiu como esperado pela promotoria. "Condenação justa. Embora não tenha sido feminicidio, ele cometeu o crime por posse da mulher", afirmou o promotor. Já a defesa disse vai recorrer da sentença. "Pena acima do que esperávamos, vamos recorrer", finalizou Dias. 

Prisão

O ajudante geral Otávio Luis Nadoti foi preso no dia do crime, como o principal suspeito de ser o autor do crime. Desde então, Nadoti estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), onde ficou dois anos e quatro meses a espera pelo julgamento. O ajudante também é pai de um menino cinco anos, filho do casal. Na época do crime, a criança estava com 2 anos e meio. Em entrevista ao Diário da Região, a ex-mulher do condenado falou sobre a relação da criança com o pai preso desde 2015. "Eu não queria isso para o meu filho, mas ele tem que pagar pelo crime", disse. A enfermeira ainda falou sobre o sentimento de culpa que carregou depois do crime. "No começo me sentia culpada. Mas agora não mais, sei que se não fosse meu amigo poderia ser eu", finalizou. 

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