Diário da Região

05/03/2018 - 22h53min / Atualizado 05/03/2018 - 22h53min

Trânsito

'Congestionamento' de fiscais no Centro

Região central e Redentora ganham reforço com fim da Área Azul em bairros

Mara Sousa 5/3/2018 Funcionárias da Área Azul na rua Pernambuco, na Redentora: com reforço de agentes, agora elas até
Funcionárias da Área Azul na rua Pernambuco, na Redentora: com reforço de agentes, agora elas até "trombam"

Reclamação comum de motoristas de Rio Preto, a dificuldade de encontrar agentes da Área Azul no Centro e na Redentora diminuiu nesta segunda-feira, 5. É que cinco fiscais que atuavam na Santa Cruz e outros sete que ficavam na Boa Vista foram remanejados para as áreas centrais. Em alguns pontos, os agentes até "trombaram".

Esta segunda-feira foi o primeiro dia sem a cobrança do estacionamento rotativo na Santa Cruz e na Boa Vista. Segundo a Prefeitura, a alteração foi feita porque ao longo dos anos a rotatividade se mostrou menos necessária nos dois bairros. A Prefeitura alega também que o custo operacional não tem compensado para a Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb).

Nenhum dos fiscais que atuavam nos bairros foi demitido. Com isso, se antes o Centro tinha 51 agentes para realizar o trabalho de vender e fiscalizar os veículos estacionados em local de Área Azul, a partir desta segunda passou a ter 57. Já a Redentora, de 47 passou a ter 54.

O Diário foi às ruas ver como a medida aconteceu na prática. A rio-pretense Vera Lúcia Job da Silva, 50, tinha dificuldades para estacionar na Redentora quando levava o filho ao médico. "Achei até estranho ter alguém aqui, cheguei e já vi uma fiscal vendendo, diferente de antes", disse Vera.

A mulher se acostumou a andar com talões da Área Azul no bolso porque não encontrava fiscais para comprar e tem medo de levar multas. "Espero que assim melhore, tem muita gente que vem de fora e não sabe como comprar o talão", disse.

O aposentado Filomeno Damaceno de Freitas também sofre para encontrar vagas e fiscais na Redentora quando precisa ir ao Hospital Beneficência Portuguesa. "Ainda não percebi mudança nenhuma, a gente vem e tem que ficar procurando fiscal", disse Filomeno, no início da tarde desta segunda, 5. Após achar uma fiscal para comprar o talão, outras duas surgiram perto de Filomeno. "É até surpreendente ver três fiscais em uma esquina só", falou.

A área de abrangência da cobrança agora ficou entre a Rodoviária e a marginal da Washington Luís e entre as avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt. O talão da Área Azul em Rio Preto custa R$ 3,50 por duas horas. Na Boa Vista eram 902 vagas com cobrança. Já na Santa Cruz eram 633 vagas. Na região central são 1.574 vagas e outras 1.495 na Redentora.

Os dois bairros que deixaram de ter cobrança para estacionar arrecadaram R$ 173.495 entre 27 de março e 29 de dezembro de 2017. Em compensação, no mesmo período, Centro e Redentora renderam R$ 3.081.365 aos cofres públicos. Foram vendidos 92.996 talões no período. A arrecadação dos locais passará também a ser maior, de acordo com a Prefeitura, com mais fiscais vendendo os talões e rotatividade de vagas.

Setores

A Área Azul de Rio Preto é dividida em setores, em que um fiscal é responsável em cada setor e com escala rotativa. Os fiscais não trabalham dois dias seguidos no mesmo setor e se revezam ao longo dos dias. Com o aumento de agentes no Centro e na Redentora, a área de cobertura de cada fiscal diminuirá. Os agentes "cruzam" um com os outros nos limites de setores.

Placas no local

A Prefeitura começou a remover as placas de indicação da cobrança pelo estacionamento nesta segunda, o que causou alguns transtornos, já que alguns motoristas não sabiam do fim da cobrança na Santa Cruz e na Boa Vista. No primeiro bairro, a sinalização foi removida ainda na segunda. Já no segundo, ainda era possível encontrar placas espalhadas pelo bairro. A Prefeitura informou que vai continuar a remoção nesta terça-feira, 6.

Mudanças

A alteração no esquema da Área Azul em Rio Preto foi determinada pelo presidente interino da Emurb, Angelo Bevilacqua. Ele é secretário da Fazenda e foi nomeado após escândalo envolvendo a antiga presidente, Vânia Pelegrini. Conforme o Diário informou na última sexta-feira, 2, o empresário Rodrigo Juliano deve assumir o cargo.

O Ministério Público e a Polícia Civil investigam as suspeitas de fraude na licitação do aplicativo para tornar a Área Azul digital. Na Câmara, os vereadores aprovaram a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga não só a licitação, mas a existência de suposto esquema de troca de cheques com o uso ilegal do caixa da Área Azul e a falsificação de talões do estacionamento rotativo.

(Colaborou Victor Stok)

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