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Diário da Região

07/03/2018 - 00h30min / Atualizado 06/03/2018 - 23h41min

DENÚNCIA

Mãe acusa escola infantil de negligência

Segundo ela, filho de dois anos sofreu arranhões e mordidas dentro da creche

Arquivo Pessoal Marcas de mordida deixadas em todo o braço de menino de dois anos
Marcas de mordida deixadas em todo o braço de menino de dois anos

A autônoma Roberta Duque Ferreira, 21 anos, procurou a polícia para denunciar marcas de mordida e arranhões no corpo do filho, de 2 anos. Segundo ela, as agressões ocorreram dentro da escola municipal Lotf João Bassitt, no São Deocleciano, em Rio Preto, na tarde desta segunda-feira, dia 2.

A mãe conta que deixou a criança na escola infantil pela manhã. À tarde, recebeu ligação da direção informando que havia ocorrido um "acidente" e que ela deveria comparecer à escola. Segundo a mãe, a direção informou que o filho foi agredido por uma menina, também de 2 anos da mesma turma.

Quando chegou à escola, ela diz que encontrou o filho aos prantos. "Me disseram que as crianças estavam no parquinho e, quando foram levá-los para jantar, perceberam que faltavam duas crianças. Encontraram os dois dentro de uma sala, ele estava perto da porta encurralado, encostado na parede, chorando e a menina estava lá, mas já afastada", disse Roberta.

A mãe registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa Mulher (DDM). A delegada Dálice Aparecida Ceron informou que abrirá um inquérito para "apurar eventual conduta negligente por parte dos responsáveis por cuidar das crianças. Vamos pedir um relatório da escola e ouvir os envolvidos, a mãe da criança agredida também".

Esse é o primeiro ano que o menino frequenta escola e até então ele nunca havia sido agredido, segundo a mãe. "Fiquei assustada, com raiva e muito preocupada com ele. Meu filho está assustado. Depois fiquei pensando em quanto tempo ele ficou sendo agredido. Ninguém na escola ouviu o choro? Ele deve ter gritado. E lá não tem câmeras", disse Roberta, que preferiu não levar o menino na escola nesta terça-feira, dia 6. "Disseram que justificariam a falta. Vou deixá-lo em casa umas duas semanas e decidir o que irei fazer."

De acordo com Roberta, na segunda-feira, havia uma berçarista substituta, além da professora. "A berçarista que é da sala dele está com problema de saúde e está afastada. Ontem (segunda) era uma substituta, que não conhece todos os alunos. Eu acho que faltam profissionais. Cada sala tem só uma professora e uma berçarista, mas eles dizem que duas pessoas para cuidar de 25 alunos é normal."

Reunião

Na tarde de terça-feira, Roberta conta que se reuniu com a direção da escola e representantes da Secretaria Municipal de Educação. "Naquela escola não vou mais deixar ele ir. Não confio. Ofereceram uma vaga para ele na escola do bairro Luz da Esperança, mas é mais longe. Gostaria de uma vaga na escola do Parque da Liberdade, mas lá as vagas estão preenchidas. Vou pensar nos próximos dias o que será melhor para ele".

Indignada, Roberta fez uma postagem em sua página no Facebook, relatando o que aconteceu e postou cinco fotos do filho. As imagens, que mostram as marcas de mordidas e arranhões, chocou amigos da rede social. Até o fechamento desta edição, a postagem tinha sido compartilhada por 2.064 pessoas e 3,5 mil comentaram a publicação.

 

Secretaria vai apurar

A Secretaria Municipal de Educação, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, informou que adotou algumas medidas após o ocorrido. Entre elas está a formação de um comissão com três supervisores de ensino para apurar as circunstâncias em que ocorreram as agressões.

A nota diz ainda que foi aberto procedimento para verificar a atuação dos profissionais envolvidos no caso e que o aluno e os familiares receberam "o atendimento necessário em todos os níveis oferecidos pela Secretaria". A pasta não especifica, porém, como é oferecido o apoio.

A Secretaria também não confirmou a informação da mãe de que foi oferecida vaga em outra creche.

Questionada sobre o número de profissionais que atende cada sala e quantos alunos em cada turma, a pasta não esclareceu os pontos, limitando-se a dizer no comunicado que "no momento dos fatos, o quadro de funcionários da unidade escolar estava completo, conforme estabelecido em regimento próprio da educação infantil". (TP)

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