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Diário da Região

10/03/2018 - 00h30min / Atualizado 12/03/2018 - 14h10min

A BUSCA PELA ARACUÃ

Ave, que era considerada extinta, foi vista na região

As expedições já começaram em janeiro deste ano e seguem até julho do ano que vem

Divulgação/Carlos Gussoni Foto de uma aracuã Ortalis remota, feita na região de Rio Preto pela organização Save
Foto de uma aracuã Ortalis remota, feita na região de Rio Preto pela organização Save

Rio Preto e algumas cidades da região estão dentro de cinco expedições para uma pesquisa inédita na busca de uma ave que está criticamente ameaçada de extinção, a aracuã Ortalis remota, uma espécie que acreditava-se estar extinta da natureza. As expedições já começaram em janeiro deste ano e seguem até julho do ano que vem.

O ornitólogo Carlos Gussoni, coordenador do grupo, afirma que a pesquisa foi dividida em cinco expedições, com 56 dias de coletas de dados. O objetivo, segundo Gussoni, é fazer o censo populacional da aracuã. "Vamos pesquisar se existem mais dessa espécie, quantas e, após isso, pedir um local de conservação da ave."

Ele explica que o primeiro encontro com a espécie foi registrado na data de julho de 1927, quando João Lima coletou uma ave em Porto do Sapé, Mato Grosso do Sul. Este exemplar permaneceu "esquecido" até que foi descrito por Olivério Pinto, em 1960, como uma subespécie do aracuã-pintado (Ortalis guttata). A ave foi redescoberta na década de 90 e, em 2011, foi reencontrada por uma observadora na cidade de Guapiaçu. Sete anos depois, em 15 de janeiro de 2018, a ave foi encontrada, mas desta vez em Rio Preto. Uma foto comprovou o registro de, ao que parece, ser um casal e um filhote jovem.

Segundo Gussoni, como essa ainda é uma espécie que a ciência estuda, acredita-se que existam menos de 250 indivíduos na natureza. "Essa é uma ave extremamente rara e está criticamente ameaçada de extinção, quase já extinta. Por isso a importância dessa pesquisa."

Por ainda estar sendo estudada, não se sabe ao certo o motivo dela ter escolhido Rio Preto e região para procriar. "Sabemos que essa é uma espécie associada ao rio Turvo e rio Pardo e até também na Bacia do Tietê. Mas ainda não sabemos o porquê. Isso vamos descobrir com essa pesquisa", finaliza.

As expedições começaram no dia 22 de janeiro pela equipe, a qual Gussoni coordena, da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil). Essa é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que tem um foco especial na conservação das aves brasileiras. De acordo com nota divulgada pela SAVE Brasil, na primeira expedição a precisão dos dados informados foi de grande importância, pois permitiu selecionar as primeiras áreas de amostragem do censo populacional da espécie.

"A metodologia utilizada é a recomendada para censo de cracídeos, que consiste em transecções com pontos de escuta a cada 200 metros onde são tocados o playback da ave por cinco minutos seguidos por outros cinco minutos de escuta. Tal método se mostrou muito produtivo nessa primeira campanha", diz a nota.

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