No topo do vulcãoÍcone de fechar Fechar

ESTADOS UNIDOS

No topo do vulcão

É preciso acordar cedo para curtir as belezas do Maui, no Havaí, cujo roteiro começa ao nascer do sol visto a 3 mil metros de altura


    • São José do Rio Preto
    • máx min

O relógio toca à 1h30m. Essa é a hora ideal para acordar, tomar um rápido café e partir para a primeira aventura do dia: ver o nascer do sol no topo do vulcão Haleakalã. Para vivenciar a principal atração de Maui, é preciso dose extra de esforço. A começar pelo fuso horário: eles estão oito horas atrás de Brasília.

O motorista de uma das companhias de turismo que oferecem o passeio chega ao hotel pontualmente na hora marcada: 2h30m. A viagem para chegar ao topo da cratera leva de duas a três horas. Como o nascer do sol se dá pouco antes das 7h, quem se atrasa pode perder os primeiros raios. O vulcão fica no Parque Nacional de Haleakalã, na costa sudeste da ilha, com extensão de 130km².

Quando, finalmente, chega-se a 3 mil metros de altura, uma surpresa: o estacionamento do Centro de Visitantes de Haleakalã está completamente lotado. Mulheres com crianças de colo, idosos, jovens. Em média, por dia, são mais de 200 pessoas só para ver o nascer do sol.

O vento é forte e congelante. A temperatura, até no verão, fica abaixo de 0° C. Leve casaco, calça, cachecol, gorro e luvas. Mas estar acima das nuvens no cume do vulcão é compensador.

Conforme vai clareando o dia, é possível ver o mar, Big Island e o incrível deserto de cinzas das rochas vulcânicas. Mas o protagonista é mesmo o sol: há quem chore ao avistar os seus primeiros contornos.

Perto dali, é a vez de contemplar a imponência do Observatório de Haleakalã e do Summit Area, um lugar fechado onde é possível assistir ao nascer do sol sem a interferência do vento e rodeado em seu exterior pelas exóticas plantas silverswords havaianas (Argyroxiphium sandwicense).

Já na descida, depois de mais de 20 minutos de percurso, a opção é parar na sede do parque nacional, que conta com um pequeno e simpático museu, com entrada gratuita.

Por volta das 9h, já com o dia firme, não estranhe um trânsito mais lento. A essa altura, as bicicletas já tomam conta das estradas encravadas nas montanhas, tal é a quantidade de agências que oferecem o passeio. E às 10h, é hora de retornar ao hotel.

A concorrência em Maui é acirrada. Se o alto da montanha tem seus encantos, que tal passar quase o dia todo em uma estrada famosa no arquipélago por seu visual quase que cinematográfico? O Caminho para Hana (Road to Hana) parece até nome de filme. A cidade é considerada o coração do Havaí antigo. Mas, assim como em Haleakalã, é preciso acordar bem cedo. O ideal é começar a aventura por volta das 6h30m. Dirigir nessa parte leste da ilha não é tão simples. A sugestão é contratar outra empresa de excursões diárias.

Ondas contra os rochedos

A primeira parada na estrada que leva a Hana é a Península de Ke'anae. Cercada por lava escura e irregular, o cenário é ideal para contemplar as ondas que batem contra os rochedos. É preciso cuidado ao andar pelas rochas. No local, há uma igreja de 1856, aberta ao público, chamada Lanakila Ihiihi O Iehova O na Kaua (Sacralidade, Sucesso de Jeová, o Filho de Deus).

De volta ao ônibus, é hora de apreciar as belas cachoeiras do Parque Estadual Pua'a Ka'a. O local é famoso por suas cachoeiras e árvores de eucalipto, chamadas de Rainbow Bark (Eucalyptus deglupta).

Aproveite para mergulhar nas águas calmas das piscinas naturais. O ideal é levar um lanche para comer nas áreas de piqueniques. Outra opção é parar na mercado local, o Hana Farms, com itens típicos da região, como frutas, bolos e molhos que misturam pimenta com abacaxi, coco e banana.

A terceira parada é uma das mais bonitas. Trata-se do Parque Estadual de Wai'ãnapanapa, com rochas que parecem ter sido esculpidas pelo homem em meio ao mar, área que já faz parte de Hana. Com uma infraestrutura excelente, é possível estacionar com calma e aproveitar. O verde e o preto criam um contraste único nesse lado de Maui e ajudam a explicar o nome do parque, que em português significa água reluzente.