Diário da Região

08/02/2018 - 00h39min / Atualizado 13/02/2018 - 12h01min

Exercício físico

Vive ansioso? Caia na água

A prática regular de exercícios aquáticos atua no tratamento complementar de pacientes com transtorno de ansiedade

Johnny Torres Alunos se exercitam em aula de hidroginástica na Mergulho Academia de Esportes:
Alunos se exercitam em aula de hidroginástica na Mergulho Academia de Esportes: "Atividades na água ajudam no controle da ansiedade", diz o educador físico e fisioterapeuta Renato Galera Damiano

Certamente você não tem dificuldades em reconhecer uma pessoa ansiosa. Pode ser até que você faça parte desse grupo. Segundo o dicionário, ansioso é todo indivíduo aflito, ofegante, angustiado. Os sinais são muitos: falta de ar, boca seca e aperto no coração e a sensação de que algo pode dar errado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 33% da população mundial sofre com a ansiedade. A doença considerada o "mal do século", decorrente da vida contemporânea agitada, afeta 322 milhões de pessoas ao redor do mundo e preocupa por ter números tão alarmantes. No Brasil, 9,3% da população.

A ansiedade que a gente sente no dia a dia é mais do que saudável. Ela é responsável até mesmo pela preservação da espécie. Mas, quando alguns sintomas começam a causar um sofrimento muito grande, a ponto de impedir a pessoa de exercer as suas atividades normalmente, ela já pode ser considerada patológica. Neste caso, procure um médico. "Muitas vezes, tratar os transtornos de ansiedade é uma forma de prevenir a própria depressão", diz o psiquiatra Kalil Duailibi, da Associação Paulista de Medicina (APM).

Mas se você é do tipo que sofre por antecedência, não tem tantos motivos assim para se preocupar. Se a ansiedade é leve ou moderada, alguns simples ajustes na rotina, como a prática regular de exercícios aquáticos, são capazes de minimizar os sintomas do transtorno. A resposta pode estar em matricular- se em uma academia de natação ou numa academia de hidroginástica e cair na água.

Bons motivos para cair na piscina

"Praticar atividades físicas regularmente libera substâncias chamadas endorfinas, podendo auxiliar na redução dos sintomas da ansiedade e trazer ainda sensação de bem-estar. Além disso, beneficia a saúde cardiovascular", explica a gerente médica do Aché Laboratórios Farmacêuticos Talita Poli Biaso. No entanto, as atividades aquáticas levam certa vantagem sobre as terrestres. "Passamos nove meses dentro de uma bolsa com 'água' na barriga da mãe e ao entrar na piscina para a natação ou a hidroginástica, temos a mesma sensação de proteção", diz o educador físico e fisioterapeuta Renato Galera Damiano, proprietário da Mergulho Academia de Esportes. A respiração é o segundo fator responsável pelo controle da ansiedade. "Ao se exercitar na água, você massageia o sistema respiratório e essa massagem ajuda no controle dos sintomas", complementa. No caso da natação, a controlar a respiração dentro da água, o aluno aprende também a controlar a ansiedade.

A natação também funciona, segundo Damiano, como uma meditação. Ao colocar o rosto na água, você se concentra na respiração e no exercício, se desligando das tarefas e do mundo lá fora. "Seu pensamento fica apenas nisso", explica.

O exercício de respiração reduz nível de ansiedade. "Respirar é algo tão automático na nossa existência, que poucos imaginam o quanto este ato tão simples está relacionado à ansiedade", explica a psicoterapeuta Socorro Leite. "No instante em que você respira de forma adequada repetindo seu nome mentalmente, os pensamentos são eliminados com o ar expirado e você libera a tensão, o estresse, diminui a ansiedade, reduz a pressão arterial e a freqüência cardíaca elevada e fica relaxado. Esse novo ar que você inspira auxilia na percepção das coisas, na clareza da mente e no autoconhecimento, a pessoa fica mais tranquila e, consequentemente, mais serena e focada no aqui e agora", ressalta

A hidroginástica também auxilia no controle da ansiedade porque, além dos exercícios serem praticados no meio líquido, permite o convívio social. "A alegria da aula é contagiante e o aspecto social é muito importante nesse caso", complementa Damiani. Isso sem contar os hormônios liberados que garantem a sensação de bem-estar: libera dopamina, endorfina e serotonina.

"Qualquer tipo de exercício físico libera endorfina no sistema nervoso central. São essas substâncias que produzem um efeito tranquilizante e analgésico no organismo", explica a professora técnica de esporte do Sesi Rio Preto, Alessandra Vessani. Os exercícios respiratórios, segundo ela, acontecem de forma natural pelo simples fato de o indivíduo estar imerso no meio líquido.

O que ajuda também é a temperatura da água, que gira em torno dos 30°C; a água potencializa a sensação de relaxamento muscular e de bem-estar psicológico.

Mas para produzirem o efeito desejado, os exercícios precisam ser praticados regularmente. "O esporte tem de ser praticado, de duas a cinco vezes por semana para se ter o benefício mais rapidamente", complementa Alessandra.

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