X
X

Diário da Região

23/02/2018 - 23h08min / Atualizado 23/02/2018 - 23h09min

CRISE NO RIO

Exército faz blitz e fotografa populares

Tânia Rêgo/Agência Brasil Soldados realizaram blitz em comunidades de Vila Kennedy, Vila Aliança e Coreia nesta sexta-feira
Soldados realizaram blitz em comunidades de Vila Kennedy, Vila Aliança e Coreia nesta sexta-feira

Moradores da Vila Kennedy, comunidade pobre na zona oeste do Rio, tiveram os rostos e documentos de identidade fotografados por militares para checagem de antecedentes criminais em operação das Forças Armadas realizada nesta sexta-feira, 23. Muitos deixaram de sair para trabalhar por se sentirem acuados pela medida. Para a Defensoria Pública do Rio, a prática configura constrangimento ilegal e remete a práticas da ditadura militar de 1964-1985. Segundo o Comando Militar do Leste, porém, a ação é legal e feita regularmente.

A investida começou de manhã bem cedo, como divulgou inicialmente o portal de notícias UOL, e ocorreu também na Vila Aliança e na Coreia, duas outras comunidades da zona oeste. Foi uma ação em conjunto com as forças policiais do Estado, e contou com 3.200 militares. Eles destruíram barricadas armadas por traficantes de drogas que dominam as comunidades e revistaram pessoas e veículos. Por meio de alto-falantes, pediram a colaboração da população para que fossem feitas denúncias contra traficantes.

Parte dos moradores que passaram pelo "cadastro" dos militares ficou contrariada, apesar de se mostrar favorável à intervenção federal na Segurança do Rio, em vigor há uma semana. "Apoiamos, mas estamos assustados. O que esperar? O que vem depois disso? Então somos todos suspeitos? Se eu saio para comprar pão, tenho de passar por isso?", indagou um rapaz, que preferiu não se identificar. "É muita humilhação. Mas aqui é favela, eles acham que podem tudo. Quero ver fazer isso na zona sul."

A operação nas favelas da zona oeste se deu dois dias depois de o subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vila Kennedy, tenente da PM Guilherme Lopes da Cruz, de 26 anos, ser morto ao reagir a uma tentativa de roubo. Na terça-feira, o sargento do Exército Bruno Cazuca também foi assassinado na zona oeste ao enfrentar assaltantes que o atacaram.

"O clima está muito estranho. Muita gente não saiu de casa. Na zona sul, nem poriam um tanque na porta. Estamos vivendo uma incerteza. Ninguém quer ser confundido com um traficante", disse um rapaz, também sem se identificar. "O soldado faz a foto com o celular dele, não parece algo ligado a um banco de dados."

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso