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CRISE NO RIO

São Paulo e Espírito Santo se mobilizam


    • São José do Rio Preto
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Os Estados de São Paulo e Espírito Santo começam a organizar ações de combate ao crime organizado após a intervenção federal no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves, diz que o plano é intensificar os trabalhos de inteligência entre os Estados que fazem fronteira com o Rio.

Em entrevista à rádio CBN, nesta quarta-feira, 21, o secretário disse que o governo está em contato com a inteligência policial do Rio de Janeiro para saber quais medidas serão adotadas.

"É para que a gente possa adotar algumas ações que não prejudiquem o Estado paulista. Em princípio, as medidas serão as de costume, como a intensificação de policiamento em determinadas áreas, sem aumento do efetivo, e a intensificação dos trabalhos de inteligência. Integração dos trabalhos de inteligência dos Estados envolvidos ou próximos à intervenção', ressaltou ele.

"O trabalho contra o crime organizado é um trabalho que realizamos sempre. Não tem pausa. Não haverá intensificação em virtude disso não. Estamos colaborando com o Ceará.

O governador Geraldo Alckmin prega a necessidade de criarmos uma agência de inteligência integrando a inteligência de todos os Estados, das Forças Armadas, para que a gente possa ter sob a coordenação direta do gabinete de Segurança Institucional, órgão ligado à Presidência da República, um trabalho mais eficiente para melhorar a inteligência de todo o País", destacou Alves.

O secretário também afirmou não temer uma reação nos presídios após as mortes de chefes de uma facção no Ceará.

"O clima em São Paulo é de absoluta tranquilidade. Fora dos presídios também. Nossas inteligências, as polícias Civil e Militar, também não detectaram fora do presídio nada que justifique temor", garantiu.

Na manhã desta quarta-feira, 21, o secretário de Estado da Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp/ES), André Garcia, garantiu que as polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal vão monitorar 198 quilômetros de fronteiras do Estado capixaba com o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Será a chamada Operação Divisa.

Presídio

Após uma ter passado por uma rebelião no domingo passado, o Presídio Milton Dias Moreira, em Japeri, na Baixada Fluminense, recebeu ontem uma operação de varredura das Forças Armadas e DE agentes da Secretaria da Administração Penitenciária. A intervenção federal no Estado também abrange o sistema prisional e, nessa área, deverá encontrar cadeias superlotadas e condições degradantes.

A operação em Japeri começou por volta das 8h30 e se estendeu até o início da tarde. De acordo com balanço divulgado pela secretaria, durante a varredura foram apreendidos 48 celulares, 205 invólucros de pó branco com característica de cocaína, 151 invólucros de erva seca picada e 3 tabletes pequenos de erva seca com característica de maconha.