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Editorial

Respiro na Economia


    • São José do Rio Preto
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Novos números do mercado de trabalho divulgados esta semana, desta vez pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), sinalizam que a reação do setor produtivo começa a se consolidar. De forma muito vagarosa, como era de se esperar após pelo menos três anos de crise intensa, mas de maneira continuada, como é possível observar num contexto mais amplo, que envolvem outros segmentos. A boa notícia diz respeito à geração de emprego no chamado chão de fábrica, no setor da indústria. Reportagem publicada pelo Diário ontem informa que Rio Preto figura na quinta posição entre as 35 regiões do Estado que integram a pesquisa de emprego do Ciesp.

O estudo mostra que em janeiro o nível de emprego industrial fechou em 1,65%, aumento de 1,4 mil postos de trabalho em 102 municípios que integram a pesquisa. É o melhor indicador entre os observados nos últimos dois anos. No Estado, o setor industrial contratou 10,5 mil trabalhadores em janeiro de 2018, o equivalente à variação de 0,50% em relação a dezembro, no melhor resultado para o mês desde janeiro de 2012, na mesma comparação.

No final de janeiro, o Diário da Região trouxe em primeira mão os dados fechados de 2017 em outro estudo que também mede o comportamento do mercado de trabalho. A reportagem mostrou, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que Rio Preto encerrou o ano com saldo positivo de 2.120 vagas. Foi o terceiro do Estado e o 11º município entre 5.660 no ranking dos que mais abriram postos de trabalho no ano passado em todo o País.

O caminho ainda é muito longo e os desafios continuarão a impor sacrifícios. Milhares de desempregados e subempregados em todo o País, com toda razão, não têm nem deveriam ter essa percepção de melhora de cenário. Mas os números indicam um processo de recuperação que, aliás e felizmente, há algum tempo descolou da crise política e que precisa ser alimentado com base em decisões técnicas.

O avanço vai depender muito da condução da política monetária. A redução, por exemplo, de 7% para 6,75% da taxa básica de juros, - pela 11ª vez consecutiva e ao menor patamar da história - indicou que as autoridades monetárias veem margem para se estabelecer um ritmo de crescimento ordenado. Um dos desafios, a propósito, é o Banco Central apertar o sistema bancário e garantir que essa redução chegue ao tomador final, para ajudar a combater a inibição dos investimentos, acelerar a produção e a geração de emprego e criar o chamado círculo virtuoso da economia.