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Editorial

Revolução pela Educação


    • São José do Rio Preto
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"Diego Mahfouz Faria Lima, from Brazil". As palavras do magnata Bill Gates ecoam na internet, anunciando o professor de Rio Preto como um dos 10 finalistas do prêmio Global Teacher Prize, definido por seus mentores como um projeto, criado há três anos, "para valorizar professores que tenham contribuído de forma marcante em sua profissão, usando práticas inovadoras em aula e que incentivam outras pessoas a seguirem na carreira docente". O vencedor, a ser conhecido em março, em Dubai, receberá prêmio de 1 milhão de dólares, com o compromisso de investir parte dos recursos nos projetos que desenvolve.

O professor Diego, que anteriormente já recebeu o prêmio "Educador Nota 10", da Fundação Victor Civita, está sendo reconhecido por sua atuação no comando da escola municipal Darcy Ribeiro, no bairro Santo Antonio, em Rio Preto. Ao longo dos últimos três anos, Diego coordenou projetos transformadores na unidade escolar adotando medidas simples e objetivas. Entre as ações atribuídas ao seu trabalho estão a revitalização do prédio, a implantação de diversas atividades lúdicas e a calibragem do conteúdo pedagógico. Com seus projetos, combateu o bullying e a evasão escolar, e atenuou influência externa do tráfico de drogas, que antes tanto perturbava o cotidiano da escola.

Certamente não é sem mérito que Diego está sendo mundialmente reconhecido. É igualmente certo que ele não conseguiu essa transformação sozinho. Ninguém conseguiria, e é importante lembrar que manter esse status é tão desafiador quanto foi alcançá-lo. Curioso que Diego, a propósito, não é uma unanimidade. Em meio às milhares de manifestações elogiosas no mar da internet, algumas colocações contestam e relativizam a façanha do professor, questionando seus métodos e principalmente ressaltando a sua suposta falta de reconhecimento em relação ao trabalho desenvolvido (ou não) naquela escola antes da chegada dele.

Difícil entrar no mérito desse tipo de discussão. Entretanto, o que interessa mesmo para a população de Rio Preto nem é a conquista individual de Diego, mas o que ela pode representar em matéria de modelo a ser seguido, aprimorado, multiplicado e compartilhado. O que está sendo feito de bom na escola Darcy Ribeiro só fará sentido, inclusive na própria escola, se servir de base para investimentos e se for estendido para outras unidades. Sem sombra de dúvida, esse deve ser um desejo de Diego e é esse o propósito do Global Teacher Prize.