Diário da Região

16/02/2018 - 00h15min / Atualizado 16/02/2018 - 00h15min

Cartas do Leitor

Teoria da aposta

Ao ler o artigo de José Manoel de Aguiar Barros "Ciência e fé" (Diário da Região, 11/2) me lembrei de um episódio vivido na Itália, na década de quarenta. Minha tia Giuseppina, casada com Michele, um "bom vivant" músico e ateu, convenceu o marido, já velho e acometido por uma doença terminal, a chamar um padre para confessar seus pecados, pedir perdão a Deus e receber a extrema unção. A um vizinho que perguntou a causa da repentina conversão à crença cristã, respondeu com outra pergunta: "E se Ele existe"? Apenas por acreditar num Deus sua alma sobreviveria à morte corporal e teria garantido um lugar no Paraíso, sem esforço nenhum.

Meu tio Michele, sem saber, aderiu à doutrina racionalista e oportunista do filósofo renascentista Blaise Pascal, que opinava nada se perder e tudo se ganhar pela crença numa religião. Sua célebre "aposta" para demonstrar aos incrédulos a existência de Deus ajudou muito para religiões sobreviverem e se multiplicarem, apesar do enorme progresso das ciências, especialmente da física quântica com o descobrimento das ondas gravitacionais, que demonstram o movimento de atração cósmica ser circular e não de cima para baixo. Se todos os seres do universo rodam a uma velocidade astronômica, onde estariam o "sobrenatural" e a separação entre tempo e espaço, finito e eterno, espírito e matéria?

A aposta para conseguirmos a salvação eterna, contrariamente ao postulado por Pascal, não é gratuita nem justa. Nenhuma religião promete um Paraíso de graça, sem sofrimentos. Há dez mandamentos a serem observados, sete pecados capitais a evitar, sete virtudes básicas a praticar. A história das religiões está repleta de guerras, martírios, sacrifícios absurdos, renúncias a desejos naturais. Não seria justo que tio Michele tivesse ido para o céu por um arrependimento final, enquanto gente devotada a vida inteira a fazer o bem fosse condenada a penas eternas por ter morrida em algum pecado, sem a absolvição de um sacerdote. Somente quem não tem o hábito de pensar poderia acreditar em tantas falácias.

Salvatore D'Onofrio, Rio Preto.

Judiciário

Luis Flávio Dino, governador do aranhão, juiz federal no mesmo concurso que o Moro, com uma pequena diferença: Foi aprovado em primeiro lugar. A seguir as análises mais objetivas sobre a pantomima de Porto Alegre. Milhares de páginas de direito penal foram rasgadas.

Na falta de provas, o juiz Sérgio Moro havia criado, "para criminalizar Lula, a figura do ato de ofício indeterminado" - isto é, algum ato que Lula tomou, não se sabe como, onde, mas que existiu, existiu, e não se fala mais nisso. Quando juiz, Flávio Dino se recorda de várias acusações contra magistrados, indicando que assessores negociavam sentenças em salas ao lado da sala do titular. Todos foram absolvidos sob o argumento de que não podiam adivinhar o que ocorria na sala ao lado com auxiliares corruptos.

Insiste Dino: não havia suporte para a competência da Vara de Curitiba e do TRF4. Afinal, o apartamento em questão está em Guarujá e não havia correlação nítida com nenhum ato ligado à Petrobrás. Porém, para garantir o controle de Sérgio Moro, os procuradores ligaram o tríplex a três contratos da OAS com a Petrobras.

Na sentença, Sérgio Moro diz explicitamente que não havia relação com os três contratos. Seus colegas do TRF4 colocam a Petrobras de volta no contrato, mostrando inconsistência generalizada das acusações. Com tudo isto vem a pergunta sem resposta: cadê a prova?

Alfio Bogdan, Rio Preto.

Crise

O Brasil presenciou no último ano um agravamento da crise política e econômica e as organizações sociais sentiram diretamente a queda de recursos com um corte de 97% na verba federal que é destinada para Assistencial Social o que atingiu de maneira catastrófica muitas entidades subsidiadas parcialmente por essa verba. Na maioria das vezes é notório o mínimo esforço e inclusive o desconhecimento dos órgãos gestores de projetos que colaboram com o poder público em lugares que os mesmos não conseguem chegar.

Apesar das entidades não possuírem fins lucrativos e econômicos, manter estrutura que forneça serviços gratuitos e de qualidade, requer investimento. Como conseguir fazer mais com menos, ou seja, como ajudar mais pessoas com menos recursos disponíveis?

A maioria das entidades está buscando resposta para tal pergunta. Mas surgem outras perguntas que também precisam ser respondidas: Mais uma vez são os pequenos que pagam a conta? Um país gasta milhões na manutenção de um sistema político maculado por corrupção e mais uma vez se tira direito dos pobres? Que país é esse? Somos convocados a uma luta pacífica, usando uma arma que ninguém pode tirar de nós, o Voto. Do voto, o político tem medo. Medo de ficar sem voto, medo de não ser reeleito.

Padre Valter Lucato Campano Júnior, Fernandópolis.

Prof. Diego

"Um professor de Rio Preto entre os 10 melhores do mundo - está entre os 10 finalistas do Global Teacher Prize, premiação internacional considerada o Nobel da Educação" - Diário da Região. Realmente o professor Diego conseguiu na zona norte o que ninguém conseguiu, ou melhor, nem tentaram fazer. Impor disciplina, ordem e educação, tudo em um único lugar.

Jacqueline Santos (via Facebook do Diário), Rio Preto.

* * *

Bonito trabalho. Difícil, mas compensador. Eis aí o resultado e um exemplo a ser seguido. Parabéns com louvor a esse professor que não esmoreceu em sua dedicação como educador, mostrou que com perseverança, embora difícil, quase impossível, consegue-se alcançar o objetivo.

Therezinha Salani (via Facebook do Diário), Rio Preto.

Lagarto

Rio Preto está ficando uma cidade esquisita. Ontem de manhã tinha um enorme lagarto na área da minha casa. Ao ser tocado, foi para a rua. Não há um habitat para esse animal nas proximidades. Me pareceu um lagarto muito comum em lavouras. Foi um susto danado. Poderia ser uma cobra venenosa. Creio que foi trazido pela tempestade de terça-feira.

Vislei Bossan, Rio Preto.

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