Diário da Região

12/02/2018 - 22h27min / Atualizado 12/02/2018 - 22h27min

Cartas do Leitor

Tributos

Praticamente 100% da sua vida é fiscalizada pelo governo por meio da tecnologia e estrutura criada pelos governos federais, estaduais e municipais. Ao adquirir ou vender algo pessoal ou comercial raramente a transação financeira se desenvolverá sem o uso de bancos e cartões e mesmo após a troca, onde ocorre a entrega do bem ou serviço pelo dinheiro, haverá, invariavelmente, a aplicação ou crédito do dinheiro em instituição financeira.

Pois bem, a Receita Federal amplia cada vez mais seu espectro de fiscalização e consegue alcançar progressivamente contribuintes com renda paulatinamente menores. É como se a peneira do fisco estivesse cada vez mais fina sem a possibilidade de "perdões".

Cabe à sociedade gerir com cautela sua vida financeira para se preparar para um avanço do fisco em escala industrial, algo que até recentemente só era destinado a grandes empresários, médicos, advogados e outros profissionais com renda média acima da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física.

Com a sede de arrecadar o contribuinte torna-se gradativamente um alvo do governo; um inimigo público que detêm o bem mais precioso; seu dinheiro, mesmo tenha sido ganho com seu árduo trabalho e, sob um chicote cada vez mais grosso e com o sol a pino, será subtraído pelo governo de forma voluntária ou coercitivamente daqui adiante. E assim caminha a humanidade, pelo menos a brasileira.

Homaile Mascarin do Vale, Rio Preto.

Dr. Pelarin

De acordo com o dicionário, firmeza "é a capacidade rigorosa para decidir; segurança; determinação. Significa atitude daquele que cumpre ou faz cumprir pontualmente uma regra, ordem ou disciplina". Ser firme é agir em concordância com suas convicções, buscando o cumprimento do que é correto. Ser firme é racionalizar suas emoções em momentos de conflitos. Ser firme é dar limites e cumprir regras quando as ações parecem fora de controle.

Sensibilidade é o aguçamento das percepções; é permitir que elas (as percepções) façam a leitura de ações cruas e rudes com a interpretação da alma. Ser sensível significa olhar o mundo com o coração. É sentir na própria pele o que está na pele do outro. Ser sensível é enxergar o que o outro vê. É ouvir o significado subliminar das palavras e ações que o outro externaliza. Ser sensível é utilizar a voz não só para expressar seus pensamentos, suas crenças e leis, mas também para tatear seus interlocutores e contribuir com a evolução de suas almas.

Firmeza/Sensibilidade; Razão/Emoção tem que ser atitudes antagônicas? Talvez no dicionário sim. Mas em algumas pessoas (e pena que sejam algumas) elas são evidentes em suas ações, que mostram que é possível agir com razão, método, no cumprimento da lei, porém sem perder a ternura jamais (só parafraseando).

Obrigada, juiz Evandro Pelarin, por fazer parte desse seleto grupo. Que suas ações/emoções continuem a despertar em nós, cidadãos, a certeza de confiar numa justiça firme que, enquanto a mão direita repousa sobre as leis dos homens, a esquerda é conduzida pelo coração. Deus continue te iluminando.

Rosana Gomes Buchala, Rio Preto.

Tiroteio

O imenso numero de casas e apartamentos para alugar nos bairros residenciais mais humildes, de todas as cidades brasileiras, explica o crescimento dos confrontos entre bandidos e a policiais. Estudos atestam que depois da diminuição da pobreza no Brasil ocorrida durante a década passada, uma quantidade enorme de famílias deixou áreas dominadas por alguma organização criminosa e ocupou espaços mais urbanizados. Isso retirou dos marginais a proteção que lhes oferecia a presença física dos cidadãos que, com suas crianças e familiares, dificultavam o trabalho dos policiais, que por medo de ferir e matar inocentes continham o ímpeto natural no trato com a marginalidade.

Os mesmos estudos atestam que nos últimos anos esse movimento reverteu, a pobreza voltou a crescer e cada um dos imóveis desocupados corresponde a uma família que voltou para lugares onde seus filhos frequentam uma verdadeira escola do crime e aumenta estatística de vitimas de "balas perdidas".

Penso que retomar o que foi feito com aumento real do salário mínimo será a unica providência lúcida de curto prazo. É evidente que qualquer acréscimo na renda será usado para essas pessoas abandonar, com os seus parentes, esses lugares onde vivem aterrorizados se esquivando de balas em meio à saraivada de tiros que os marginais disparam. Lembremos que até o crime hoje é terceirizado e presente em qualquer cidade com mais de 100 mil habitantes. Portanto, esse fenômeno está ocorrendo em todo o País.

Torçamos para que nossos dirigentes percebam que eliminar o aumento real do ganho do povo, (sendo que em 2018 o salário diminuiu), além de política cruel, não é producente pois enfrentar as organizações criminosas sem o permeio do povo possibilitaria usar o Exército sem caracterizar uma guerra civil.

Norberto Carlos Dieguez, Rio Preto.

Criminalidade

Discordo da afirmação de Luís Francisco Carvalho Filho ("O corrupto e o assassino", Folha, 10/2) de que matar alguém é mais grave do que dar ou receber propinas. Uma ação deve ser julgada por suas conseqüências, como uma árvore se conhece por seus frutos.

Tirar a vida de um ser humano causa um enorme sofrimento a familiares e amigos, mas desviar dinheiro público provoca um prejuízo bem maior, pois atinge milhões de pessoas pela falta de recursos para a manutenção de escolas, hospitais, estradas, segurança pública.

De outro lado, concordo com o articulista quanto à diversificação da pena. Para ressarcir a sociedade, em lugar de ser preso, o corrupto deveria ser condenado à perda do mandato, à inelegibilidade, à reclusão residencial, ao confisco de bens.

Salvatore D'Onofrio, Rio Preto.

 

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