Diário da Região

08/02/2018 - 23h42min / Atualizado 08/02/2018 - 23h42min

Cartas do Leitor

Oportunidades

"Dar esmola não ajuda. Dê oportunidades" é o teor de placas revitalizadas nesta gestão municipal e instaladas nas principais vias de nossa cidade. Não há dúvidas que todos nós podemos contribuir para melhora do bem-estar social: as empresas com responsabilidade social propondo projetos de inserção, as pessoas físicas participando de projetos desse cunho como voluntárias ou doando algo que possa minimizar a dor dos excluídos e sobretudo o poder público com suas estruturas e parcerias.

No último ano, apesar das placas revitalizadas, o município de Rio Preto sofreu para atender e manter as principais instituições sociais. Contratos foram rompidos pela municipalidade, como é o caso do Ielar e mais de 30 outros, tais como Alarme, Arprom e Lar Esperança, que já sofreram cortes e correm sério risco de desaparecer.

Oferecer oportunidades para um futuro melhor aos jovens, de recuperar drogados e enfermos e oferecer maior dignidade aos idosos carentes certamente são missões que estão nas mãos dessas instituição, que dependem do apoio dos órgãos públicos. No entanto, em entrevista ao Diário em 30/12/2017, as respostas do prefeito Edinho Araújo não são nada esclarecedoras e nem animadoras em relação a políticas públicas que serão implementadas para que elas possam sobreviver. Mesmo se mostrando preocupado, o prefeito não apresentou nenhum projeto, nem propôs nenhuma ação em relação aos fatos.

É preciso coragem, prefeito. Coragem que o senhor demonstrou recentemente ao tomar diversas ações antipopulares como a participação no governo Dilma/Temer, o mais mal avaliado da história da Republica. Coragem quando apresentou o projeto Trem Caipira, gastando mais de R$ 2 milhões e que irá atender apenas 50 pessoas/mês depois de mais de 10 anos. Coragem ao demitir mais de 400 "anjos da guarda" e deixar centenas de pais de família desempregados e escolas desprotegidas. Coragem ao fechar, independente dos motivos, o Hospital Ielar. O medo da justiça parece ter paralisado o poder público municipal. Por mais paradoxal que possa parecer, os dizeres da sinalização parecem ser um reconhecimento da falta de políticas públicas para o setor.

Para piorar a situação já caótica das instituições, o governador Geraldo Alckmin modifica as regras para recebimento da nota fiscal paulista, o que deve diminuir ainda mais as verbas destinadas a elas. Talvez a saída esteja nas centenas de igrejas, das mais diversas denominações, que não pagam impostos e não possuem projetos sociais, em contrapartida. Que tal levantar quais são de fato aquelas que não contribuem socialmente com Rio Preto? Fiscalizá-las e cobrar impostos delas para investir naqueles que comprovadamente contribuem para o bem-estar social da cidade. Infelizmente, parte dos homens públicos ainda não entendeu que as pessoas são o maior patrimônio das cidades e da nação.

Roberto Musegante, Rio Preto.

Dom Paulo

A carta do Dom Paulo Mendes Peixoto, "Sociedade enferma" (Diário 2/2/18), motivou-me a escrever alguns comentários. Dom Paulo criticou radical e severamente os ricos capitalistas, acusando-os de responsáveis pela precária situação dos pobres, afirmando que o rico não tem "nenhuma preocupação com o social"; "(o rico) não investe na educação"; "Essa realidade revela uma impiedade e uma falta de compaixão para com os excluídos"; "...que o rico seja capaz de socializar seu patrimônio acumulado de forma desnecessária".

Se fôssemos radicalizar a crítica aos ricos capitalistas, teríamos de incluir as organizações religiosas cristãs ocidentais, pois elas têm uma imensa fortuna em imóveis e outros bens tanto em países pobres como em ricos, ou seja, elas são ricas e capitalistas também. As organizações católicas e evangélicas têm condições de assistirem os pobres. Algumas assistam, mas em escala mínima.

Quanto à Educação, as igrejas cristãs têm grandes faculdades e colégios, mas não são para pobres, pois as mensalidades são caríssimas. Algumas dessas instituições oferecem bolsas, mas em escala mínima. Essas empresas também são capitalistas. Creio que as igrejas - católicas e evangélicas - têm competência e capital para criarem na periferia cursos profissionalizantes para os pobres, sem cobrarem mensalidade. Esses cursos ajudariam na construção da cidadania das pessoas, pois teriam uma profissão para trabalhar e não mais dependeriam de esperar ajuda dos ricos ou do governo.

Quanto ao rico socializar o seu patrimônio, essa ideia poderia começar pelas religiões socializando seu patrimônio, pelo menos aqui na nossa cidade. Assim dariam um formidável exemplo para outros ricos.

José Ruiz Talhari, Rio Preto.

Resposta

Em atenção à reportagem "Joaquim perdeu o cartão, a senha e a paz", a SSP esclarece que o caso segue em investigação pelo 1º DP de São José do Rio Preto. Após o registro da ocorrência de estelionato, em 12 de março do ano passado, a vítima foi ouvida e informou que perdeu seu cartão bancário e percebeu que o mesmo estava sendo utilizado para saques e transferências. Os funcionários da instituição bancária foram contactados. A equipe da unidade segue em busca de elementos que auxiliem na identificação da autoria.

Felipe Henrique Lima, assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Privilégios

A população está vendo que os governantes estão afundando o Brasil a cada dia e aos poucos. Temos os seguintes aposentados: José Sarney, R$ 109..892,00; Temer, R$ 68.985,00; FHC, R$ 67.450,00; Joaquim Barbosa, R$ 46.320,00; Elizeu Padilha, R$ 32.467,00; Alvaro Dias, R$ 29.481,00. Aposentado que trabalha honestamente só recebe a mísera aposentadoria de 954,00. E o salário mínimo subiu míseros R$ 17. Isso é ridículo. Porque esses deputados, governantes, não tiram uma boa parte da própria aposentadoria e injetam nas aposentadorias de quem trabalha honestamente? (nós, a nação brasileira é que merecemos uma aposentadoria digna). Cada vez que vejo essas coisas fico com mais vergonha de morar nesse pais.

Nelwil Barbosa Dantas, Rio Preto.

 

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