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Diário da Região

06/02/2018 - 23h37min / Atualizado 06/02/2018 - 23h37min

Cartas do Leitor

Ética e Cidadania

Em tempos de faxina na política brasileira, com o histórico levante da Operação Lava-Jato a mandar figurões para a cadeia, fala-se muito em ética. E também em moral. Mas, afinal, o que é ética? O que é moral?

Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Na verdade, ética é uma reflexão sobre a moral.

Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente e individualmente. Essas regras orientam cada pessoa, norteiam as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau. A importância desses valores é vital. Por conta da não observância dessas regras e princípios é que existem tantas mazelas, injustiças e desigualdades. Sem ética e sem moral a cidadania fica fortemente ameaçada.

E, vamos lá, ao que é então, cidadania. É o conjunto dos direitos e deveres civis e políticos de um indivíduo na sociedade. Para exercer plenamente a cidadania, o Estado precisa assegurar a liberdade e o acesso aos direitos individuais. É necessário ser pedagógico e recorrer às definições de cada palavra para saber o quão vilipendiados somos em nossa cidadania por falta de ética e de moral de nossos dirigentes e governantes.

Palavras têm muito poder e devem ser entendidas, conhecidas, para que possamos levar ao pé da letra o exercício da cidadania. O documento referência do exercício da cidadania a nível planetário é a Declaração Universal dos Direitos Humanos, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) que conceitua e enumera os direitos fundamentais do cidadão, independentes de sua localização geográfica. É lógico que o direito a cidadania é comprometido em muitos lugares, inclusive no Brasil, por causa de questões econômicas, políticas e por falta de moral.

E é essa moral que a Justiça tenta resgatar ao mandar para cadeia os ladrões do dinheiro que é do povo. Com muito atraso, o artigo 5 da Constituição Federal começa a ser cumprido: "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...". A casta de políticos brasileiros - sempre acima da imensa população - começa a entender o que é igualdade. Um novo tempo se abriu com a Lava Jato, e há de se tornar comum no Brasil, a lei ser aplicada aos marginais do poder. Somente o fim das distorções de privilégios descarados e absurdos e a consolidação da aplicação das Leis poderão fazer do Brasil um país livre e confiável.

Roberto Lima Filho, Rio Preto.

Esperançar

Se realmente quisermos mudar este país, necessário será votar com muita esperança; porém não com a esperança do verbo esperar, pois assim dificilmente haverá mudanças significativas e nossa sociedade com certeza não saíra deste marasmo em que se encontra.

Chegamos ao ridículo de estarmos sendo induzidos à votar nos honestos avaliados por um único tópico: honestidade material; e a honestidade profissional, moral, ética, ideológica e cristã, dentre outras virtudes humanas? Nem vou citar as virtudes teologais.

Como nos ensinou o grande Paulo Freire, um dos mais nobres educadores que por aqui esteve, pregando que "não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança.

José Tarciso Teodoro, Rio Preto.

Justiça

Em White Nights (a iridescente beleza do sol da meia noite na targa russa) impactante livro de memórias, Menachen Begin, ex-primeiro ministro de Israel, avançou pontos de reflexão interessantes. Adepto da ideia de que todos devem provar do remédio que receitam, propôs a prisão de juízes como forma de treinamento. Talvez não tivéssemos mais justiça - no que ele pensou, mas certamente haveria menos empáfia e prepotência nos tribunais. Ótimo output.

Hércules Domingues de Faria, Mirassol.

Refletir

Magistral o artigo de Francisco Daudt "Agravantes e atenuantes da imbecilidade" (Folha, 6/2). Fazendo referência a frases famosas de Nelson Rodrigues, releva que quem domina o mundo são os estúpidos, simplesmente porque constituem a maioria que reage a situações sem pensar em suas consequências.

Os políticos que são contrários a reformas sociais, especialmente da Previdência, não apresentam propostas alternativas para resolver o gravíssimo problema do déficit fiscal; o povo troca seu voto por uma bolsa-esmola, em lugar de lutar pela justiça social. Numa democracia parlamentar, a autoridade do saber deveria substituir o poder do mando.

Salvatore D'Onofrio, Rio Preto.

(Im)previdência

Os defensores da reforma da previdência apregoam incessantemente ser ela necessária e indispensável para cobrir o rombo dos cofres previdenciários. Mas, até este instante, não consta que tenha sido providenciada uma auditoria séria para apurar se realmente existe, qual o verdadeiro montante.

O que não dá para aceitar mansamente é que se corte o pouco que o pequeno recebe e se mantenham os penduricalhos dos grandes pretextando se tratar de um direito. As eleições estão próximas, mas só poderemos votar em quem os partidos inscreverem como candidatos. Adivinhem quem serão os escolhidos. Dá para ter esperança?

Carlos Corrêa Gomes, Rio Preto.

Palavras

Duas palavras envolventes na vida social. Dizemos que a autoridade, equiparada ao poder, normalmente deve vir de Deus, mas quando conquistada de forma legítima. É base para todo tipo de sociedade organizada, principalmente no âmbito do mundo político. A compaixão, ou compreensão do estado emocional, que temos do outro, seja uma prática com intenção de aliviar os seus sofrimentos. Compreendemos esse fato na vida de Jesus. Ele agia com autoridade, porque testemunhava com sua vida o que realizava.

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba, ex-bispo de Rio Preto.

 

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