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Diário da Região

01/02/2018 - 23h19min / Atualizado 01/02/2018 - 23h19min

Cartas do Leitor

Retomada

A última crise econômica brasileira entre 2014 e 2017 teve como origem uma série de choques, na maior parte ocasionados por erros de políticas públicas que reduziram a capacidade de crescimento da economia brasileira e geraram um custo fiscal elevado. A taxa de crescimento do produto interno bruto é insatisfatória. O cenário adverso sobre a perda de capacidade financeira do governo reduziu diversos investimentos da economia brasileira a partir de 2014, com a forte diminuição de verbas nas empresas estatais e nos departamentos do próprio governo. A crise de sustentabilidade elevou o risco do país, a taxa de juros de longo prazo, e a incerteza que juntou esses fatores do forma assertiva reduzindo o consumo seguido do investimento de forma substancial no biênio 2015 - 2016.

A recomposição do estado e a política monetária necessária para recolocar a inflação na meta também contribuíram para a recessão, principalmente devido à perda de credibilidade pelas empresas de classificação de risco. Por último, a consolidação da instabilidade política tem como principal fator o impeachment de 2016 e as delações apresentadas em 2017 que colaboraram de forma significativa para a crise.

A introdução das políticas (PEC do teto, reforma trabalhista e reforma da previdência) que garantam a sustentabilidade da dívida brasileira, combinada com a flexibilização da política monetária (inflação indo para a meta), já iniciou uma recuperação por etapas de nossa economia em 2017. Essas condições são suficientes para que a economia cresça nos próximos anos devido à elevada capacidade econômica de nosso país.

O crescimento do PIB próximo dos 4% ao ano. No longo prazo dependerá de políticas que elevem a produtividade e ampliem a capacidade de investimento de nossa economia. O caminho é longo, mas a saída da recessão já começou.

Guilherme Guariento, Rio Preto.

Sociedade enferma

Na cultura capitalista e tecnológica dos últimos tempos, cresce a preocupação com a prosperidade econômica, esvaziando a riqueza de uma espiritualidade mais comprometida com a dignidade da pessoa. Quem mais tem, mais quer ter e está sempre insaciável no caminho do acúmulo sem nenhuma preocupação social.

As atitudes citadas acima mostram que estamos numa sociedade enferma, de práticas desumanas, e de forma generalizada, que não investe na educação, na saúde e no bem-estar social, impedindo que o Brasil seja um país querido por todos. Falta espírito de sacrifício e de partilha, porque o ter sacrifica o ser e incapacita a pessoa para enxergar a dimensão de sua prática.

Mas é uma enfermidade que tem cura, ela é passível de recuperação quando são aplicados remédios de forma correta. Supõe acabar com a corrupção, com a impunidade e diminuir a distância existente entre a classe rica e a pobre. Existem ricos muito ricos porque existem pobres muito pobres. Essa realidade revela uma impiedade e uma falta de compaixão para com os excluídos.

A insensibilidade dos ricos opulentos provoca indignação da classe sofredora. O descompromisso para com a realidade social acaba provocando a violência e o total desrespeito entre as pessoas. Sofremos as consequências disso, tendo que conviver com uma sociedade insegura e conflitiva. A incapacidade de partilha faz com que a paz e a guerra ocupem o mesmo espaço.

Não é que o rico tenha que assumir as dores do pobre, mas que seja capaz de socializar seu patrimônio acumulado de forma desnecessária. Deve aplicar o excedente em obras sociais para dar dignidade aos sofredores. Sabemos que isso acontece, mas a partir de poucas pessoas. São muitos os ricos que poderiam tirar o país dessa triste enfermidade, que causa tanta morte.

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba, ex-bispo de Rio Preto.

Injustiça

Atque custodem quis custodiat? ("E quem irá tomar conta do guarda"?). Enquanto os três desembargadores da corte do TR-4 em Porto Alegre, na condenação do ex-presidente Lula por corrupção, apelam para honestidade e decência na vida pública, o juiz Marcelo Bretas exige duplo auxílio-moradia, para ele e sua esposa, mesmo morando no Rio de Janeiro. O jornalista Elio Gaspari ("O Judiciário resolveu ser réu", Folha, 31/1) releva que há outros juízes e promotores que recebem este penduricalho, citando a desembargadora Marianna Fux, filha do ministro Luiz Fux. Não é justo que funcionários dos Três Poderes, alguns até recebendo supersalários, não paguem despesas que oneram os mortais comuns. Que dizer, então, de privilégios e mordomias como 14º salário, dois meses de férias, aposentadorias com pouco tempo de serviço? Acorda Brasil!

Salvatore D'Onofrio, Rio Preto.

Combustíveis

A gasolina formulada é vendida em Rio Preto há tempos e ninguém se dá conta disso. Trata-se de uma gasolina legal, mais barata, mas que proporciona menor rendimento por quilômetro rodado. Um dos problemas é que ela está à venda nos postos sem o devido aviso legal ao consumidor, aviso que deve estar evidente ao motorista.

O seu preço, também, devia ser mais barato que o da gasolina C, só que não. Isto nunca chega ao rio-pretense, que aliás, deve pensar que abastece seu carro com um combustível comum, tipo C, batizada com etanol. Coitado. O motorista rio-pretense é mesmo um bravo.

Wanderson Clayson Coldri Sá, Rio Preto.

Amizade

No mundo contemporâneo cada vez mais conturbado e desumanizado, ter alguém ao lado, em quem se pode confiar e confidenciar segredos e sentimentos, é, sem dúvida, um grande bem, fundamental para as pessoas aliviarem o peso que, muitas vezes, carregam sozinhas, gerando, com isso, até problemas de saúde.

Muitas vezes, as pessoas confiam, desconfiando. Ou, quando confiam, um pequeno deslize já é motivo suficiente para se fecharem em seu próprio mundo, tornando-se frias e incapazes de sentir felicidade com o sucesso alheio, ou de trocar um abraço espontâneo e não mecanizado, enfraquecendo cada vez mais as relações. Outras vezes, ainda, com o receio de se decepcionar, muitas optam por não ter amigos. Assim, as amizades vão se tornando cada vez mais raras.

Hoje em dia, a atual sociedade globalizada, embora tenha multiplicado as facilidades nas comunicações e nos transportes, torna os relacionamentos mais rápidos e esporádicos, até mesmo frios, nos quais, em detrimento de experiências compartilhadas, valoriza-se mais a individualização, característica esta talvez o epítome de nossa sociedade virtual.

Luiz Carlos Beça, General Salgado.

 

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