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Diário da Região

21/02/2018 - 00h30min / Atualizado 20/02/2018 - 23h26min

Artigo

'Mulheres' x Mulheres

Não pode canhão contra revólver, espada contra faca, metralhadora contra pistola nem homem contra mulher

Thomaz Vita Neto Fernando Fukassawa
Fernando Fukassawa

Evitar linguagem vista como excludente porque marginalizam ou ofendem grupos de pessoas tidos como desfavorecidos ou discriminados, é chamado comportamento politicamente correto que parece não ter nenhuma utilidade para esclarecer questões polêmicas. Dentre elas, se é justo que o ontem Rodrigo, hoje Tiffany Abreu de 1,94m, jogue vôlei em equipe feminina nos campeonatos oficiais.

Para uns, porque ele optou para ser mulher e se sente e se conduz como tal, tem baixíssimo nível de testosterona e, ainda, renunciou ao falo, tudo bem. Para outros, a performance dada pelo seu sistema músculo-esquelético e dos órgãos, não é de mulher, mas do antigo varão que já os tinha plenamente maduros quando virou Tiffany.

Salvo alguns e também jocosos casos de homem que ao chegar tarde em casa leva surra de mulher, a superioridade física do homem é fato inconteste, embora as diferenças quanto à força muscular tendam a diminuir gradualmente à medida em que nas academias as mulheres não dispensam halteres e nem exercícios de musculação, e podem significar que a força e desempenho deixarão de ser prerrogativa de homens.

Jogos esportivos têm regras e as competições são sempre entre pessoas ou grupos, por enquanto classificados em masculino e feminino. Com bem menos tempo de vôlei, as pontuações de Tiffany são até superiores às da experientíssima e consagrada Tandara. Além da habilidade, a força muscular se apresenta como importante ou mesmo determinante nos esportes em que há emprego de ação enérgica do corpo.

Sem contar que no vôlei os homens, por serem mais altos, jogam com rede na altura de 2,43m contra 2,24m para as mulheres, fato objetivo que insere numa sensível diferença nas competições. Noticia-se que o ex-militar e ex-caminhoneiro Fallon Fox, transexual competindo como mulher no MMA, tem massacrado, trucidado suas oponentes fraturando-lhe os ossos. A mulher aparente tem superado a mulher real.

Noblesse oblige, como o jogo esportivo não é nenhuma guerra onde vale tudo ou quase tudo, ele se aproxima muito do duelo que possui regras e, para ser justo, exige paridade de armas, como desde 1920 até 1992 no Uruguai era previsto em lei e concretamente aplicado. Não pode canhão contra revólver, espada contra faca, metralhadora contra pistola. Menos ainda homem contra mulher.

Politicamente corretas, as jogadoras têm evitado emitir opinião a respeito. Ana Paula sugere: por que não então uma seleção feminina só com trans? Particularmente, não acho boa a ideia porque o vôlei feminino tem maior volume de jogo, misturando raça, graça e determinação. E são melhores nos rallies, como não é mentira que há uns cinco anos no campeonato feminino chinês a bola, que parecia se recusar a descer, ficou voando de um lado para o outro durante um minuto e meio! Show das mulheres, de verdade!

Fernando Fukassawa, Promotor de Justiça aposentado; Rio Preto.

 

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