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Diário da Região

19/02/2018 - 16h37min / Atualizado 19/02/2018 - 17h26min

NO DIVÃ

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL: "Qual o melhor momento para assumir a homossexualidade?

Envie suas dúvidas! Questões emocionais que nos afligem, nesse espaço, nossa articulista irá fazer você refletir sobre elas

Divulgação As artes e a literatura nos falam da homossexualidade desde a Antiguidade
As artes e a literatura nos falam da homossexualidade desde a Antiguidade

Pergunta: Sou homossexual, mas nunca assumi minha condição. Sei o quanto isso decepcionará meus pais e também penso muito no valor de ter uma família. Será que conseguirei ser feliz nessa situação? Devo assumir minha sexualidade?

Leonardo da Vinci, Michelangelo e Sócrates são apenas algumas das incontáveis personalidades históricas reconhecidamente homossexuais.

As contribuições notáveis para a humanidade, em todas as áreas do conhecimento humano, só aumentam, na medida em que a sociedade reconhece um número exorbitante de pessoas gays não assumidas, pelos rigores das épocas, desde a Antiguidade até os dias atuais.

Considerado como “perversão e desvio de conduta sexual”, até meados dos anos 70, o relacionamento homoafetivo já foi passivo de punição. Na Inglaterra do século XIX era considerado crime de conduta, com pena de até 2 anos de prisão.

As religiões se destacam como foco de dilemas e angústias existenciais entre os adeptos e os não simpatizantes. O Papa Francisco encontrou, ainda nos dias de hoje, enorme resistência da ala conservadora do catolicismo ao abrir as portas da Igreja e o “perdão” de Deus aos homossexuais.

Nesse sentido, vale citar dois grandes autores: Machado de Assis, que escreveu: “Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.” e o filósofo alemão Goethe: “Se Deus me quisesse de outra forma, Ele teria me feito de outra forma.”

Foi Freud quem revolucionou o conceito sobre a sexualidade humana por tê-la mostrado não redutível à procriação. No entanto, a liberdade sexual ainda me parece distante, pois a tendência que obriga os homossexuais a tornarem pública a sua condição, também é tirânica. As pessoas deveriam ter a liberdade de viver a sua sexualidade de forma secreta, como o próprio nome diz, tendo uma vida íntima, de âmbito privado.

Após a chamada Revolução Sexual, a sociedade passou a conviver com outros imperativos: o de ter de falar de sexo e o de ter que transar, que não deixam de ser opressivos. Trocamos a interdição pela obrigação.

A nossa sexualidade não é imutável, mas o que pode e deve ser trabalhado em psicoterapia são as angústias determinadas pela aprovação ou não desta sexualidade em seu meio de convívio. Fortalecendo a sua aceitação pessoal e diminuindo a predominância do pensamento alheio sobre sua própria estima e auto referência.

Se deseja outros homens e no entanto o casamento heterossexual e a família são seus ideais, só conseguirá ser feliz quando sair desta situação impossível, pesando as perdas que cada opção lhe impuser. Muitos penam por que a moral do casamento não coincide com o desejo sexual, por isso existem tantos vivendo uma situação de “fachada”.

Pergunta-me se deve assumir ou não sua homossexualidade e eu lhe digo: fuja do aconselhamento, esta é uma decisão pessoal e intransferível.

Posso lhe convidar a passear pelas artes e pela literatura e a se inspirar em outras histórias. Sean Penn interpretou no cinema o primeiro homossexual eleito nos EUA, que discursava em favor da liberdade e tentava dar esperança aos gays. Seu ativismo foi importante e em uma sociedade conservadora da década de 1970 conseguiu aprovar uma lei sobre os direitos dos homossexuais de São Francisco. Vale conferir “Milk – A Voz da Igualdade”, de Gus Van Sant.

Envie suas dúvidas! Questões emocionais que nos afligem, nesse espaço. Os nomes são preservados, já que o objetivo desse blog é fazer você refletir

É isso. A coluna se destina às pessoas de todas as classes sociais e de todas as tendências sexuais e a todos aqueles que se dedicarem a ler sobre a vida alheia para meditar sobre a própria.

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