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ÁREA AZUL DIGITAL

Prefeitura comprova fraude em licitação da Emurb

Relatório de sindicância aponta direcionamento da licitação e propõe que empresa que desenvolveu o aplicativo devolva dinheiro que recebeu aos cofres públicos


    • São José do Rio Preto
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A comissão de sindicância que investigou irregularidades na implantação da Área Azul digital em Rio Preto determinou a quebra de contrato entre a Emurb e a empresa que desenvolveu o aplicativo.

O relatório da comissão apontou direcionamento da licitação e por causa disso a empresa Inovare Cartuchos terá de devolver o dinheiro que já recebeu dos cofres públicos para desenvolver a aplicativo. O contrato é de cerca de R$ 78 mil.

O relatório foi finalizado nesta quarta, 14, pelo presidente interino da Emurb, Ângelo Bevilacqua. O documento também lista falhas na empresa pública por falta de gestão técnica.

A Área Azul digital é um aplicativo que tinha como finalidade facilitar o uso dos estacionamentos rotativos no Centro, Redentora, Santa Cruz e Boa Vista. O aplicativo nem chegou a funcionar. Era para iniciar o funcionamento no dia 2 de janeiro, mas logo no primeiro dia apresentou problemas técnicos. Em seguida foi descoberto que a mulher do dono da empresa que desenvolveu o aplicativo era apadrinhada na Emurb. Parentes do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Rio Preto Liszt Abdala também disputaram a mesma licitação. Liszt deixou o cargo, assim como Vânia Pelegrini, presidente da Emurb quando o escândalo veio à tona 

Além da Prefeitura, o Ministério Público e a Polícia Civil também investigam supostos crimes e ato de improbidade administrativa cometidos na Emurb em virtude dos mesmos episódios e de outras denúncias feitas pelo empresário Wagner Costa, da Innovare, que acusa uma série de irregularidades no serviço de Área Azul, como a falsificação de cartões vendidos aos motoristas em esquema que envolveria funcionários da empresa.