Diário da Região

28/02/2018 - 23h27min / Atualizado 28/02/2018 - 23h27min

CALHA DO RIO PRETO

Constroeste nega irregularidade em obra antienchente de 2010

Denner foi ouvido pelo promotor Sérgio Clementino na última quinta-feira, 22

O diretor técnico da Constroeste, Denner Fernandes Beato, negou irregularidades na obra antienchente realizada em 2010 durante o primeiro mandato do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) para alargamento da calha do rio Preto na avenida Philadelpho Gouveia Netto. Denner foi ouvido pelo promotor Sérgio Clementino na última quinta-feira, 22.

O Ministério Público (MP) apura se o município fez pagamentos em valores acima aos de mercado para a empreiteira. Laudo elaborado por perito judicial, a pedido do promotor Sérgio Clementino, apontou valores cobrados superiores aos de mercado.

No depoimento ao MP, Denner disse que a empresa apresentou proposta na licitação com valor 38,13% abaixo do previsto em edital. O contrato foi assinado com valor de R$ 28,7 milhões. O apontamento do perito, feito em dois trechos da obra, foi de que preços cobrados atingiram até R$ 1,1 milhão acima de valores de mercado, o que, segundo o promotor, representa indício de superfaturamento. As despesas mencionadas foram com pedras, como a chamada amarroada.

O diretor da empresa informou ao Ministério Público que onde consta o item pedra amarroada nas planilhas é preciso levar em conta não só o material utilizado na obra, mas também o serviço de execução. "Isso se aplica a outros itens também, como o aço. Nesse caso, não se trata meramente de fornecimento de material, mas sim de utilização de aço para execução do serviço completo", afirmou o diretor.

O representante da Constroeste afirmou ainda que a obra, em alguns pontos, gerou "necessidade maior de consumo de material e a necessidade de aditivos". A empresa se comprometeu a apresentar documentos adicionais ao promotor no prazo de dez dias.

Clementino irá receber o material para analisar o próximo passo da apuração, iniciada em 2012. O laudo do perito foi incluído no inquérito no ano passado e o apontamento foi divulgado pelo Diário. Procurada por meio de sua assessoria antes da publicação da reportagem, a Constroeste não se manifestou.

"Em resumo, a empresa nega superfaturamento porque afirma que os valores cobrados incluíram material e mão de obra. Por isso dá a diferença. Vamos aguardar a documentação que o diretor ficou de entregar e analisar", afirmou o promotor.

A assessoria da empreiteira informou que no depoimento de Denner foi "demonstrado cabalmente que não existe dúvida em relação aos preços e valores das pedras".

 

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