Diário da Região

15/02/2018 - 23h56min / Atualizado 15/02/2018 - 23h56min

A VEZ DA CÂMARA INVESTIGAR

CPI cobra dados da Emurb desde 2001

Questões abordam até concurso suspeito de beneficiar parente de assessor de Moretti

Katiuscia Ovidio/camarariopreto Os vereadores Marco Rillo, Celso Peixão e Gerson Furquim, nesta quinta-feira, 15, durante a primeira reunião de CPI para investigar 
a Emurb
Os vereadores Marco Rillo, Celso Peixão e Gerson Furquim, nesta quinta-feira, 15, durante a primeira reunião de CPI para investigar a Emurb

Comissão de inquérito criada pela Câmara de Rio Preto para investigar a Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb) vai encaminhar à Prefeitura uma bateria de requerimentos. São cerca de 25 pedidos de informações, que incluem dados da empresa pública desde 2001, durante o primeiro mandato de Edinho Araújo (MDB) como prefeito. A CPI também pede detalhes sobre a licitação da Área Azul digital e cópia de toda sindicância que constatou que a concorrência foi fraudada, incluindo o conteúdo dos depoimentos. O relatório apresentado pelo secretário de Administração, Luís Roberto Thiesi, aponta que dono da empresa que venceu a disputa, Wagner Costa, teria até participado na elaboração do edital do aplicativo. A sindicância quer a rescisão do contrato e devolução de cerca de R$ 25 mil pagos a Wagner.

A CPI, formada por Marco Rillo (PT), presidente; Gerson Furquim (PP), relator; e Celso Peixão (PSB), definiu os questionamentos na tarde desta quinta, 15, durante a primeira reunião da comissão. Entre os dados solicitados estão até detalhes sobre ano de criação da Emurb, que antes se chamava Emer (Empresa Municipal Estação Rodoviária).

Os requerimentos lançam suspeita sobre concurso realizado em 2001. Segundo o presidente da CPI foram feitas denúncias de que parente de Gibran Belasques, que era funcionário da Emurb em 2001 e atualmente é diretor-administrativo e financeiro da empresa, teria se beneficiado com concurso. Por isso, a comissão quer dados sobre todo o processo seletivo, incluindo quem comandava a Emurb à época. Na ocasião, o presidente era Jair Moretti, atual secretário de Governo de Edinho e membro do conselho fiscal e administrativo da Emurb. Também há pedidos sobre licitações realizadas pela empresa em 2001. A primeira bateria de pedidos não faz menções a despesas do governo de Valdomiro Lopes (PSB).

Aplicativo

Só sobre o projeto do Área Azul digital são dez questionamentos. A comissão quer saber da Prefeitura, por exemplo, por qual motivo a Empro (Empresa Municipal de Processamento de Dados) não ficou responsável pela elaboração do aplicativo desde o início. A comissão quer ter acesso a relatórios já concluídos pela Prefeitura sobre a Emurb. "Vamos ler os relatórios para dar início aos depoimentos", disse Rillo.

O presidente da CPI afirma que também espera resposta sobre o destino de R$ 350 mil aprovados pela Câmara para uso exclusivo no desenvolvimento do aplicativo. O presidente interino da Emurb, Angelo Bevilacqua, admitiu que o dinheiro entrou no "caixa geral" da empresa. "Considero desvio de finalidade. A lei era clara em dizer que a verba deveria ser apenas para o aplicativo", disse Rillo.

Bevilacqua disse na quarta-feira, no entanto, que haveria recurso em uma conta específica apenas para uso na Área Azul digital. A conta teria disponível R$ 289 mil.

(Colaborou Rodrigo Lima)

 

'Vamos corrigir e melhorar', diz Edinho

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), afirmou nesta quinta-feira, 15, em entrevista ao Diário, que ficou "surpreso" com resultado da sindicância sobre a concorrência da Área Azul digital. O relatório listou "má-fé e sucessão de erros grosseiros" na licitação. "Realmente é um aspecto que ninguém imaginava que tivesse tido este caminho. Lamento profundamente e me surpreendeu", afirmou. Edinho disse que aguarda o relatório final da auditoria sobre a situação geral da empresa, a cargo do presidente interino da Emurb, Angelo Bevilacqua, para definir as mudanças no órgão.

"O aconteceu é uma oportunidade parar corrigir e melhorar. Vamos Tornar as coisas públicas. É uma empresa importante e precisa corrigir a gestão", disse o prefeito.

Edinho afirmou, no entanto, que não pretende alterar o conselho administrativo e financeiro da empresa. "Não cogito isto neste momento. Ainda não chegamos lá", disse, sobre eventual substituição do conselheiro Jair Moretti, que é secretário de Governo. Na última quarta, Bevilacqua disse que "faltou atenção" ao conselho sobre as questões relativas à licitação da Área Azul digital.Edinho afirmou ainda que a CPI pode "colaborar e dar sugestões" ao governo.

Ele também descartou irregularidade no uso dos R$ 350 mil que repassou exclusivamente para a Área Azul digital. "A própria auditoria não vê problema em o dinheiro entrar no caixa geral para fazer frente às necessidades para não pegar empréstimo bancário a juros exorbitantes. O dinheiro está em caixa em conta só para o aplicativo", afirmou.

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