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Diário da Região

28/02/2018 - 00h30min / Atualizado 28/02/2018 - 00h23min

O RELATÓRIO DO INTERVENTOR

Auditoria na Emurb revela festival de fraudes, falhas e ineficiência

Relatório de intervenção da Emurb comprova desconto de cheques de terceiros usando caixa da empresa, sumiço de talões da Área Azul, aumento exagerado de gratificações e aponta medidas para salvar contas

Guilherme Baffi 27/2/2018 O presidente interino da Emurb, Angelo Bevilacqua, durante entrevista coletiva nesta terça-feira, 27, para divulgar relatório sobre situação da empresa pública, que ele fez com ajuda de uma comissão
O presidente interino da Emurb, Angelo Bevilacqua, durante entrevista coletiva nesta terça-feira, 27, para divulgar relatório sobre situação da empresa pública, que ele fez com ajuda de uma comissão

Um pacotão de fraudes, falhas, ineficiência. Desconto de cheques de terceiros usando caixa da empresa pública como se fosse um banco, aumento de gratificações a funcionários ao mesmo tempo em que a conta fechava o ano no vermelho, problemas em contratos, desvio de funções, sumiço de talões de Área Azul são exemplos de irregularidades apontadas em relatório da auditoria realizada na Empresa Municipal de Urbanismo de Rio Preto, a Emurb.

O breve resumo revela a grave situação da empresa, alvo de intervenção da Prefeitura depois do escândalo em licitação da Área Azul digital, fraudada para beneficiar empresa que já teve o contrato rompido. O caso resultou na queda da então presidente da Emurb, Vânia Pelegrini, e do ex-secretário de Desenvolvimento Liszt Abdala, porque familiares dele participaram da licitação.

O relatório, que aprofundou investigações na Emurb, além do licitação da Área Azul digital, foi divulgado na tarde desta terça-feira, 27, pelo presidente interino da empresa, Angelo Bevilacqua. Segundo a auditoria, a maioria dos equipamentos da Emurb, como celulares, nem sequer possuem identificação como patrimônio da empresa. Apenas no ano passado, já durante a gestão do prefeito Edinho Araújo (MDB), a auditoria apontou que foram descontados cheques usando dinheiro em espécie no caixa da Emurb em valores que chegaram a R$ 187,1 mil, comprovados com depósitos de 507 cheques na conta da empresa. O cheque de maior valor foi de R$ 4,6 mil.

Uma sindicância apura apenas a troca de cheques e a denúncia de venda de talões falsos de Área Azul. A quantidade de talões recebidos e vendidos entre agosto de 2016 e o final do ano passado foi classificado como uma "anormalidade" pela comissão. O relatório aponta que foram recebidos entre agosto de 2016 e dezembro do ano passado 156 mil talões. No entanto, foi computada a venda de 187.601. A diferença é de 31,6 mil talões, o que representa R$ 1,1 milhão. Essas diferenças também serão apuradas em sindicância.

O relatório aponta ainda que a Emurb tem cerca de R$ 1 milhão para receber de empresas que deixam de recolher taxa de embarque na Rodoviária. "Vamos cobrar esses valores na Justiça", afirmou Bevilacqua. O caso foi repassado à polícia no ano passado. Bevilacqua disse ainda que a Emurb é alvo de mais de cem ações trabalhistas que somam R$ 8 milhões.

 

Interino propõe tirar Área Azul de bairros

O presidente interino da Emurb, Angelo Bevilacqua, afirmou que irá propor o fim da Área Azul na Santa Cruz e na Boa Vista. Somados os dois bairros totalizam 1,5 mil vagas de estacionamento rotativo. Para que a empresa não fique deficitária, ele sugere intensificar a fiscalização no Centro e na Redentora, onde existem mais 3 mil vagas e há mais demanda de veículos.

Segundo o interventor da Emurb, a arrecadação diária da Área Azul é de cerca de R$ 23 mil. A meta é de elevar o valor em cerca de 20% com a mudança. O relatório apontou que a arrecadação com a venda de talões vem caindo. Ele disse que a Empro vai desenvolver programa para melhorar o controle de venda de talões, enquanto também elabora novo aplicativo, sem prazo para ser implantado.

O relatório aponta irregularidades em contrato de manutenção de informática repetidas vezes renovado sem licitação na gestão do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB). O contrato era com empresa de Wagner Costa, de manutenção de equipamentos de informática.

Depoimentos

Em depoimento em sindicância da Área Azul digital, Wagner Costa disse que foi "pressionado" por Gibran Belasques e Vânia Pelegrini a entregar o sistema e pedir rescisão do contrato.

O ex-funcionário Jean Rodrigues afirmou existir suposto esquema de falsificação de talões e disse que "toda vez que a Emurb passava por uma fiscalização era costumeira a queima de documentos no final prédio da Fepasa".

 

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