Diário da Região

09/02/2018 - 00h30min / Atualizado 09/02/2018 - 00h31min

CORRUPÇÃO NO FUTEBOL

"Estou bem", diz J. Hawilla ao Diário, de volta após ficar preso na Flórida

O empresário rio-pretense J. Hawilla, um dos principais alvos da justiça norte-americana no processo que investiga mega-esquema de corrupção no futebol, volta ao Brasil depois de prisão nos Estados Unidos

Ferdinando Ramos/Arquivo Hawilla, dono da Traffic, subornava cartolas para comercializar direitos de transmissão dos jogos
Hawilla, dono da Traffic, subornava cartolas para comercializar direitos de transmissão dos jogos

D e volta ao Brasil, precisamente em São Paulo e, nos próximos dias, em Rio Preto, o empresário J.Hawilla, de 74 anos, demonstra tranquilidade sobre a sua situação com a justiça dos Estados Unidos. O rio-pretense, dono da empresa de marketing esportivo Traffic, da TV Tem, uma rede de filiadas da Globo, e de um conglomerado de empreendimento imobiliário, é uma das principais testemunhas no processo que investiga mega-esquema de corrupção no futebol. O processo tramita na Suprema Corte do Brooklyn.

O destino de Hawilla no Brasil é incerto enquanto a investigação nos Estados Unidos não está encerrada. O rio-pretense ainda colabora com o magistrado norte-americano e até por isso não pode entrar em detalhes ao atender por telefone a reportagem do Diário. Durante a delação, Hawilla teve o passaporte confiscado e chegou a ter que conviver com uma tornozeleira na perna. O rio-pretense só será julgado no próximo mês de abril.

"Nesse momento estou em São Paulo e, daqui a umas três semanas irei para Rio Preto", disse Hawilla, aliviado com o desfecho das investigações nos Estados Unidos. "Me sinto bem, mas não posso falar e não vou dar entrevistas."

Essa é a primeira vez que Hawilla pisa no Brasil desde quando fez pacto de delação e passou a coloborar com o FBI (polícia federal norte-americana), em dezembro de 2013. Na ocasião, passou a usar grampo em suas conversas com envolvidos no escândalo. Entre eles, o então presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, além de Ricardo Teixeira e o empresário carioca Kléber Leite.

Nem mesmo no casamento da filha, Renata, em fevereiro de 2015, Hawilla veio ao Brasil.

Além do grampo, para escapar da prisão, o rio-pretense se comprometeu a pagar US$ 151 milhões (cerca de R$ 473 milhões) - dos quais depositou R$ 78 milhões no ato do acordo. Tudo isso para não ser preso por formação de quadrilha, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.

Em dezembro deste ano, Hawilla estremeceu o mundo do futebol ao ser testemunha de acusação contra Marin. Com ajuda balão de oxigênio, Hawilla detalhou as atividades da Traffic e a maneira como corrompeu dirigentes esportivos da América do Sul. Além de Marin, Hawilla disse que pagava propina para Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol, Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. Em troca, ele obteria os direitos de transmissão das competições com exclusividade. Na CBF, sob a gestão de Ricardo Teixeira, a Traffic intermediou patrocínio da Nike, entre outros.

Agora, no Brasil, Hawilla pretende acompanhar a mulher Eliani durante tratamento médico no calcanhar em Rio Preto, após ter sofrido uma queda na mansão do casal em Boca Ratón. Em breve deverá voltar para o desfecho do caso na Corte do Brooklyn.

A reportagem entrou em contato com assessoria de imprensa da Justiça norte-americana, e até o começo da noite desta quinta-feira, 8, não obteve respostas.

 

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