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26/02/2018 - 09h59min

Tanque 'maior' causa dúvidas nos consumidores

Uma situação que chama a atenção de muitos motoristas é o fato de “caber” mais combustível no tanque do veículo do que informa o manual. É o que houve com um leitor que nos relatou que foi abastecer um Sportage 2014 e a nota fiscal de pagamento acusou 65 litros, enquanto o manual revela uma capacidade máxima de 58 litros. Num primeiro momento, pode surgir o temor de ser um golpe, em que o consumidor está pagando mais por menos produto. Em geral, segundo especialistas no assunto, não é.
O mecânico Emerson Aro conta que esse assunto sempre gera dúvidas. O que pode ocorrer é que quase sempre cabe mais combustível. “O frentista pode continuar enchendo o tanque depois que a trava de segurança é desligada, passando desse limite”, afirma. Mas, esse não é um procedimento adequado porque estragar o filtro que compõe o tanque. “O respiro para os gases tem um filtro de carvão aditivado, que se receber muito combustível pode desmanchar e levar cheiro para o carro”, explicou.
Segundo o professor de mecânica de automóveis do Senai de Rio Preto Welcio Vitor Bastos, os carros têm um sistema de respiro, de ventilação, que é proporcional ao tamanho do tanque. Quanto maior o carro, maior o sistema, principalmente em vans, SUVs, sedãs maiores. “Carros grandes tem sistema de respiro, de ventilação maior, então vai caber mais combustível porque vai encher as mangueiras que antes teriam gás”. O problema é que esse sistema deve receber apenas gás, e pode ser danificado com combustível líquido, o que vai alterar a marcha lenta, dificultar a partida e até aumentar o consumo de combustível.
De acordo com a assessoria de imprensa da Kia, montadora do modelo, o tanque do ano 2014 tem 58 litros, mas ao ultrapassar o limite, ou seja, colocar combustível inclusive nas mangueiras, pode chegar a 62 litros, o que não é indicado porque pode haver vazamento e levar combustível ao canister. A empresa afirma que não é possível chegar a 65 litros, como aconteceu com o consumidor.
Teste
Essa questão é tão controversa que a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) contratou, no ano passado, o grupo de controle de qualidade Falcão Bauer para fazer o teste de volumetria em 13 veículos de diferentes marcas e modelos. Os resultados demonstraram que há diferenças expressivas, de 35% a 36,5% a mais no tanque do veículo.
O estudo aponta que no Duster, da Renault, o manual aponta para capacidade máxima de 50 litros, enquanto coube 68,2 litros. No Logan, também da Renault, com capacidade também de 50 litros, coube 67,8 litros. No Fiat Uno, entretanto, a variação é de apenas 1,9%, já que a capacidade é de 48 litros e foram abastecidos 48,9 litros. O único modelo que não registrou diferença foi a S10 Rodeio, da Chevrolet.
Segundo a Fecombustíveis, a única montadora a responder o questionamento foi a Renault, que estranhou a diferença, mas informou que tecnicamente é possível ter uma diferença para mais ou para menos. “Além dessa questão, pode haver ainda uma diferença no ponteiro do marcador. Em caso de suspeita, o consumidor pode pedir na hora para que seja feito a medição de 20 litros”, afirma o gestor regional do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de Rio Preto, Amaury Kurihara.
De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), esse teste deve ser solicitado quando o consumidor desconfia que a quantidade de combustível abastecida no tanque do carro é menor do que a registrada na bomba. No teste, o representante do posto deve utilizar a medida padrão de 20 litros aferida e lacrada pelo Inmetro. A diferença máxima permitida é de 100 ml para mais ou para menos e o teste deve ser feito na frente do consumidor. (LM)

 

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