Diário da Região

14/02/2018 - 00h30min / Atualizado 13/02/2018 - 21h23min

Capacitação

Sebrae abre inscrições para curso de startups

Sebrae-SP está com inscrições abertas em Rio Preto para selecionar dez startups que vão participar de programa de capacitação que pretende ensinar, na prática, como fazer a empresa crescer

Mara Sousa 9/2/2018 Diego da Costa Bernardo desenvolve aplicativos voltados para o público cristão
Diego da Costa Bernardo desenvolve aplicativos voltados para o público cristão

Startups digitais que estejam em estágio inicial de validação do modelo de negócio têm uma chance de acelerar seu desenvolvimento. É que o Sebrae-SP está com inscrições abertas para o programa Startup SP em Rio Preto. São dez vagas para empreendedores que passarão quatro meses fazendo capacitações, mentoria e acompanhamento dos negócios. "O objetivo do programa é deixar o produto ou serviço o mais adequado possível para o mercado. Quando sair do programa, estará pronta para crescer", afirmou o consultor de negócios do Sebrae Rio Preto Luciano Solimar Impastaro.

Rio Preto se destaca por ser a 9ª cidade do Brasil em eficiência para criar startups. O levantamento foi feito no ano passado pelo especialista Felipe Matos, do blog Link, do jornal Estadão, com base em dados do IBGE de 2014 e em números que ele teve acesso da Associação Brasileira de Startups de 2017. No quesito eficiência, Rio Preto superou capitais como Aracaju, Cuiabá, Natal, Belém e São Paulo, que ficou em 37º lugar.

O programa busca startups inovadoras, com alto potencial de crescimento, que utilizam softwares ou serviços de tecnologia da informação como ponto central do seu modelo de negócio e que ainda não tenham validado todas as hipóteses do modelo de negócio. Em 2017, foram realizadas oito edições do Startup SP, com a participação de mais de 70 startups em sete cidades do Estado.

As inscrições para a segunda edição do programa podem ser feitas até o dia 4 e a participação é gratuita, mas é necessário cumprir alguns requisitos. De acordo com o edital de chamada pública, a startup precisa ser digital, ter uma equipe composta por pelo menos duas pessoas, em que uma delas esteja totalmente comprometida com o projeto, e que já tenha iniciado a construção de um produto mínimo viável ou protótipo.

Em seguida, até 20 startups serão selecionadas para apresentar um pitch (pequena apresentação) diante da banca examinadora. Depois, dez empresas serão selecionadas a partir de critérios como o perfil do empreendedor, o modelo do negócio, sua escalabilidade e o grau de inovação, entre outros. "O programa mostra na prática o que é preciso ser feito para que a empresa se desenvolva", diz.

Muitos empreendedores, segundo Impastaro, já têm a ideia, mas ainda não o restante para o negócio, como por exemplo o cliente ou mesmo não sabem como vender. É aí que entra o programa de desenvolvimento do produto ou serviço. Ele aprende inclusive como entrevistar seu cliente para ter os resultados. "O empreendedor está cheio de hipóteses e quando vai conversar com seu público consegue validar o negócio."

Bagagem

O empreendedor Diego da Costa Bernardo, 27, tecnólogo em informática e proprietário da startup Mobidic, participou do programa no ano passado e colhe os frutos da capacitação. "Ter somente técnica não faz o negócio dar certo. Ter um bom produto não é o suficiente para uma empresa de sucesso."

O empresário desenvolve aplicativos voltados para o público cristão. Entre as ferramentas, há a Bíblia, que permite a leitura do texto, um de quiz bíblico, com mais de mil perguntas e um que traz 581 hinos. Os aplicativos são gratuitos. "Em 2013 não havia tantas opções para este público, tive um volume de acessos que não imaginava."

Ao migrar de funcionário para empreendedor e perceber que sua ideia seria um bom negócio ele conta que começou a estudar o mercado e a participar de cursos e eventos para aprender como ganharia dinheiro com isso. "Pedi demissão do meu emprego para me dedicar somente ao projeto. Hoje, com 16 milhões de downloads, o retorno financeiro tem sido muito bom."

Mesmo com a finalização do programa, Bernardo diz que é preciso colocar o aprendizado em prática "Se aprende muita coisa, aí é necessário escolher um item que precisa ser ajustado para o negócio decolar. Tenho trabalhado em novos projetos e ferramentas para o público cristão, que não se limitam apenas em aplicativo de celular," conta.

Serviço

 

Programa ajuda a entender o cliente

Mara Sousa 12/2/2018 Leonardo Alves de Paula destaca o módulo que ensina o desenvolvimento da startup de acordo com o que o cliente precisa
Leonardo Alves de Paula destaca o módulo que ensina o desenvolvimento da startup de acordo com o que o cliente precisa

Depois de participar da primeira edição do programa, no ano passado, o engenheiro de computação Leonardo Alves de Paula e Silva, proprietário da empresa Up!wifi, diz que os resultados obtidos em quatro meses poderiam levar anos. Ele destaca, no programa, o módulo que ensina o desenvolvimento da startup de acordo com o que o cliente precisa e não como o empreendedor imagina. "Quando se entende o que seu cliente deseja, antes de gastar esforço e dinheiro, você sai na frente por conhecer o que o público está disposto a comprar."

A Up!wifi tem como atividade uma cobertura segura e rápida da rede Wi-fi em determinados estabelecimentos, em que divide igualmente o sistema de navegação entre os usuários, além de manter sua privacidade. Por meio do cadastro feito pelos próprios clientes ao se conectarem, o sistema passa a acompanhar o perfil do usuário, seu comportamento e gostos específicos. "O sistema permite o gerenciamento de relacionamento direto com os clientes, obtendo informações de quantos clientes estão online, o nível de frequência. Além da possiblidade de pesquisas de satisfação, trazendo facilidade para ações de marketing e fidelização do cliente."

A opção de trabalhar na modalidade home office com o sócio, gerou economia e o ambiente adaptado ajudou a aumentar o foco. "Depois do progra ma, conseguimos expandir o projeto com 200 mil visitas e mais de 50 mil clientes. Temos planos de expansão para linha de revendas a outras cidades, com modelo de licenciamento da empresa. Até o meio do ano pretendemos adquirir 60 clientes e seis revendas". (colaborou Larissa Lima)

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