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Diário da Região

03/02/2018 - 20h34min / Atualizado 03/02/2018 - 20h34min

BOA PARA O TRABALHO

Rio Preto é 3ª de SP em geração de emprego

No ano passado, a cidade foi a 11ª do País em abertura de postos de trabalho entre 5.660 municípios, com saldo positivo de 2.120 empregos

Pedro Ventura/Agência Brasília Recuperação da atividade econômica aquece oferta de trabalho
Recuperação da atividade econômica aquece oferta de trabalho

Em 2017 Rio Preto esteve na elite dos municípios geradores de emprego. É o que revela o ranking do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O município foi o 11º que mais abriu postos de trabalho no ano passado em todo o País, dentre um total de 5.660 localidades, e o terceiro paulista. De acordo com o levantamento, Rio Preto encerrou 2017 com a marca de 2.120 empregos gerados ao longo do ano. Especialistas ouvidos pelo Diário apostam que o resultado em 2018 será ainda melhor.

Em termos estaduais, apenas duas cidades tiveram desempenho melhor que o rio-pretense (Bebedouro, com 4.203 postos, e Matão, com 2.470). No cenário nacional, Rio Preto fica atrás de três capitais: Goiânia (GO), com 3.880 vagas abertas, São Luiz (MA), com 2.636, e Boa Vista (RR), com 2,145. O melhor resultado ficou com Joinville (SC), com 5.588 empregos. No País, 2017 registrou a perda de 20.832 postos e o Estado de São Paulo, 6.651 empregos.

O desempenho indica que, no ano passado, foram criados quase 6 postos de trabalho por dia (a média ficou em 5,8). No ano, foram 57.186 contratações e 55.066 demissões.

Dos oito setores pesquisados, apenas dois fecharam 2017 com resultado negativo, com destaque para a construção civil, que perdeu 906 postos. No entanto, o desempenho positivo dos demais setores compensou as perdas, com destaque para o setor de serviços, que encerrou o ano com o saldo de 2.564 empregos novos.

 

Cidades geradoras de emprego (Clique na imagem para ampliar)  (Foto: Belisário/Editor de Arte)

Perspectiva positiva

Para a classe empresarial, a tendência é de que o mercado de trabalho apresente melhoras em 2018. Valdecir Buosi, diretor da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), afirma que há muitos empresários com recursos em caixa e projetos interessantes sobre a mesa. Eles aguardam a definição do cenário político para investir. "Rio Preto continuará à frente do Brasil".

O fato de o município exibir uma economia diversificada contribui para a sustentação do mercado de trabalho.

No ano passado, explica Buosi, a necessidade de encontrar renda levou muitas pessoas a abrirem seu próprio negócio. Em consequência, vários destes novos empreendedores acabaram contratando, favorecendo a absorção de mão de obra.

Para Buosi, a tendência é de melhora em 2018. A classe inaugural está otimista, diz, e disposta a investir, o que é importante para a geração de empregos. Este entusiasmo, no entanto, reserva alguma moderação, pois em 2018 há muita coisa acontecendo, inclusive as eleições, o que traz algumas incertezas em relação ao próximo governo. Além disso, persiste a carga tributária elevada, complicador para empresas.

Bom sinal

Para Márcia Caldas Fernandes, presidente do Sindicatos dos Comerciários de Rio Preto (Sincomerciários), a evolução positiva do emprego no município em 2017 é um bom sinal para o comércio e para trabalhadores neste segmento, que congrega a maior categoria na cidade. "Em um contexto de melhora nas perspectivas de emprego, com queda na taxa de desemprego e a criação de vagas formais, a expectativa é de que as contratações temporárias em função do período de fim de ano sigam em crescimento a longo de 2018", disse.

Para o Sincomerciários, o saldo positivo demonstrado pelo Caged demonstra que a tendência é de um crescimento, ainda que pequeno, do número de empregos formais no município, o que vem ao encontro do anseio de todos.

Márcia Caldas afirma que o trabalhador empregado produz e consome. Empregos, portanto, impulsionam a retomada da economia. "A geração de empregos formais no mercado de trabalho é sempre bem-vinda, mas é preciso acompanhar as condições destes trabalhos. Para tanto, é necessário garantir a participação dos sindicatos nos locais de trabalho para defender os interesses coletivos e individuais das categorias representadas."

Economistas apontam melhoria

Economistas veem boas perspectivas para o mercado de trabalho em Rio Preto neste ano. A retomada gradual da atividade econômica vai se refletindo na contratação, proporcionando um aumento equivalente de empregos.

"Rio Preto sai da crise reforçando sua vocação de cidade de serviços, sendo o principal setor a contratar. Os números também mostram uma recuperação, apesar dela ocorrer um pouco mais devagar do que se previa. O saldo é positivo e mostra que os postos de trabalhos estão surgindo. Existe possibilidade de crescimento da massa salarial de forma substancial, ajudando o consumo que reforçando comércio, nossa segunda vocação, e deve ser retomado de forma mais forte ainda em 2018." A análise é do economista Bruno Sbrogio.

Para ele, a proximidade de Rio Preto com o setor sucroalcooleiro ajuda a obter ganhos de investimento das cidades da região. Este dinheiro acaba irrigando a economia rio-pretense que, por ser um centro regional, obtém ganhos econômicos relevantes. "A economia continua a dar sinais de melhora, a atividade industrial aparece em crescimento, em linha com as contratações que o setor teve em nossa cidade. É mais um setor que aparece reforçando a tendência de melhora.", comenta.

Indicadores favoráveis

O economista Hipólito Martins Filho avalia que há um conjunto de indicadores que apontam para a melhoria do cenário. O crescimento da economia deve deve ficar em 1,3% em 2017 e pode chegar de 2,5% a 2,8% este ano. Os juros estão em queda e a Selic deve chegar a 6,75%. A inflação continua baixa a deve fechar 4,5% ao ano. Temos ainda a reforma trabalhista, que flexibilizou algumas regras, o dólar sob controle traz investimento externo e a economia mundial está crescendo. "Há muita liquidez externa e interna. Isso traz a volta da confiança dos empresários e a volta dos investimentos".

Serviços e comércio são as atividades que devem gerar mais emprego na cidade este ano, pois estes setores, que respondem por mais de 70% economia de Rio Preto, dependem da renda e do crédito. Como renda está aumentando e o crédito apresenta ligeira melhora, há estímulo para estes segmentos. A indústria depende mais do crédito, mas também já cresceu 2,5% em 2017 e vai continuar crescendo, pois há demanda reprimida e as indústrias precisam repor estoques. "Tudo isso gera emprego", diz.

Balcão é apoio na procura

O Balcão de Empregos, mantido pela Secretaria de Trabalho e Emprego (SMTE), sentiu os efeitos da recuperação das atividades econômicas em 2017, uma vez que o município fechou 2016 com um déficit de 4.639 postos de trabalho, mas no ano passado o resultado foi positivo.

"Nosso Balcão ofereceu no ano passado 3.540 vagas, às quais tivemos confirmação de 1.802 contratações efetivadas (50,90%)", disse o secretário da pasta, Edemilson Favaron. Isso sem contar o apoio que demos a grandes processos seletivos, como as 200 contratações feitas pelo Tenda Atacado e as 1,5 mil vagas disponibilizadas pela Guarani Tereos na cidade e região."

O Balão de Empregos registrou cadastro de 20.788 currículos em 2017. Durante o período, o sistema contava com 287 empresas ativas na divulgação de vagas.

O serviço gratuito também está disponível na internet pelo site www.riopreto.sp.gov.br/balcaoempregos. Nele, o candidato cadastra seu currículo e, depois, manifesta interesse nas vagas de sua intenção. O contratante, por sua vez, também lança as ofertas e recebe, diretamente em seu e-mail, os currículos dos candidatos que atendem ao perfil procurado. (GM)

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