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Diário da Região

16/02/2018 - 00h30min / Atualizado 15/02/2018 - 23h02min

JUROS BÁSICOS

BC indica manutenção da Selic

Copom avalia que a recuperação da economia brasileira "apresenta maior consistência"

Johnny Torres Por conta das bandeiras tarifárias, os preços da energia apresentaram maior volatilidade, avaliou o Copom
Por conta das bandeiras tarifárias, os preços da energia apresentaram maior volatilidade, avaliou o Copom

Após ter reduzido de 7% para 6,75% ao ano a taxa básica de juros da economia (Selic), o Banco Central reafirmou a intenção de, em março, não alterar a taxa. A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, publicada nesta quinta-feira, 15, indicou que a manutenção da taxa no atual patamar é a possibilidade mais provável. Mas, entre os dirigentes da instituição houve divergência sobre como comunicar os próximos passos em relação aos juros.

Formado pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pelos oito diretores do banco, o Copom reduziu na semana passada a Selic pela 11ª vez consecutiva, para o menor patamar da história. A ata publicada nesta quinta mostrou que, durante as discussões, alguns integrantes do comitê queriam indicar que, no encontro de março, o Copom pode manter a Selic em 6,75% ou promover um corte adicional, para 6,50% ao ano. A ideia era comunicar que nenhuma das hipóteses teria mais chances de ocorrer que a outra.

Esta não foi, no entanto, a proposta vencedora. Tudo porque, conforme a ata, outros dirigentes do BC defenderam que a instituição apontasse "fortemente" a possível interrupção do ciclo de cortes da Selic . A possibilidade de promover um corte adicional, de 0,25 ponto porcentual, foi mantida, mas com peso menor. E foi isso o que o Copom acabou indicando na ata.

"Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme o esperado, o Comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária", registrou o BC.

Os membros Copom afirmaram que a recuperação da economia brasileira "apresenta maior consistência". "Nesse contexto, entendem que, à medida que a atividade econômica se recupera, a inflação tende a voltar para a meta."

Essa avaliação mostra, na prática, maior confiança do BC em relação ao atual estágio do crescimento da economia. Isso porque, na ata do encontro anterior, ocorrido em dezembro, o Copom seguia avaliando que a economia seguia em "trajetória de recuperação gradual".

O Copom destacou ainda a importância de outras iniciativas que visam aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios.

Segmentos da inflação

A ata do Copom dedicou dois parágrafos aos aumentos de preços verificados nos setores de energia elétrica e combustíveis. O documento mostra que os membros do colegiado debateram os impactos das alterações recentes das bandeiras tarifárias e a evolução dos preços dos combustíveis. A avaliação é de que "ambos os preços passaram a apresentar maior volatilidade ao longo do ano passado".

Para os membros do Copom, apesar da elevação, a política monetária deve combater apenas os "efeitos secundários" desses choques. "O Comitê reitera que sua reação a possíveis mudanças de preços relativos, como nos casos de alimentos e de eventuais reajustes de tarifas de energia elétrica e de preços de combustíveis, será simétrica, ou seja, a política monetária seguirá os mesmos princípios tanto diante de choques de oferta inflacionários quanto desinflacionários", registrou o documento

Na ata do encontro de dezembro do Copom, os membros do colegiado já haviam discutido os impactos das bandeiras tarifárias de energia sobre a inflação, mas a questão dos reajustes dos combustíveis ainda não havia sido explicitada. Isso foi feito na ata divulgada nesta quinta.

No documento, os membros também voltaram a destacar que "algumas medidas de inflação subjacente encontram-se em níveis confortáveis e outras em níveis baixos".

 

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