Diário da Região

14/02/2018 - 22h53min / Atualizado 14/02/2018 - 22h53min

MERCADO FINANCEIRO

Em ritmo de carnaval, bolsa sobe 3,27%

No câmbio, dólar sofre desvalorização de 2,26% ante o Real e fecha a R$ 3,2208

Na volta do carnaval, o Ibovespa teve um dia de correção espelhando o bom andamento dos mercados acionários no exterior, a alta das ADRs em Wall Street e a escalada do preço das commodities pelas perspectivas de crescimento global mais forte. Isso, em meio aos ajustes técnicos ocasionados pelo vencimento de opções sobre o índice. O índice fechou em alta de 3,27%, aos 83.542,84 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 11,2 bilhões.

O Dow Jones Brasil ADR - conhecido como Brasil Titans -, que reúne as 20 ações mais líquidas da carteira teórica do Ibovespa, subiu 1,40% na segunda-feira, 0,59% na terça e, até às 17h30, avançava 3,10%.

Por aqui, as blue chips se valorizaram fortemente, em especial as do setor financeiro e da Vale - influenciadas pela trajetória de sua ADR em Nova York, pela elevação do minério de ferro na China em um movimento que ainda impulsionou a alta das empresas correlatas do setor de siderurgia. Vale ON fechou valorizada em 5,98%, a R$ 44,51.

A correção ocorre em contexto ainda incerto, uma vez que, para Shin Lai, estrategista da Upside Investor, o mercado não precificou totalmente o aperto monetário que será promovido pelo Federal Reserve (Fed).

Dólar

O dólar teve nesta quarta-feira, 14, a maior queda porcentual em um único dia desde 19 de maio de 2017, ao fechar cotado a R$ 3,2208, com baixa de 2,26%. A baixa foi atribuída essencialmente a ajustes de posições no pós-feriado e ao fluxo positivo, com ingresso de recursos externos para o mercado de ações.

A alta dos preços do petróleo e o indicador de vendas no varejo dos EUA mais fraco que o esperado também foram apontados como fatores de enfraquecimento da divisa.

Ainda por conta do feriado de carnaval, as operações tiveram início às 13 horas. Naquele momento, o dólar ainda tinha tendência de valorização no exterior, em meio à repercussão da inflação ao consumidor em janeiro, que veio acima do esperado. O dado acabou fortalecendo as estimativas de um aperto monetário mais forte nos EUA.

Já as vendas no varejo norte-americano recuaram 0,3%, enquanto o mercado esperava aumento 0,2%. Após o dado mais fraco, diversas instituições reduziram a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre, o que levou o dólar a se desvalorizar ante moedas fortes, como o iene.

 

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