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Diário da Região

24/02/2018 - 00h30min / Atualizado 23/02/2018 - 23h09min

EMPREGO

Há 26,5 milhões sem trabalho

13,2 milhões de pessoas estão sem emprego, 6 milhões trabalham menos do que desejam e outras 7,3 milhões não encontram condições de trabalho

Rovena Rosa/Agência Brasil A taxa de subutilização da força de trabalho subiu de 20,9% em 2016 para 23,8% em 2017
A taxa de subutilização da força de trabalho subiu de 20,9% em 2016 para 23,8% em 2017

Apesar da melhora recente na geração de vagas no País, ainda faltou trabalho para 26,508 milhões de brasileiros em 2017, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além de 13,2 milhões de desempregados, havia 6 milhões de pessoas que trabalhavam menos horas do que desejavam e outras 7,3 milhões de pessoas que estariam aptas a trabalhar se fossem criadas condições.

A taxa de subutilização da força de trabalho subiu de 20,9% em 2016 para 23,8% em 2017. Na região mais rica, o Sudeste, uma em cada cinco pessoas aptas a trabalhar estava subutilizada.

Os dados deveriam nortear as políticas de governo para geração de emprego para toda essa população, diz Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

"A política hoje tem que olhar para 26,5 milhões de pessoas, não para 13 milhões de pessoas (desempregadas)", defendeu Azeredo.

A dificuldade de conseguir um emprego impulsionou o desalento a um patamar recorde no País. O fenômeno ocorre quando as pessoas deixam de buscar uma vaga por acreditar que não vão encontrar trabalho, por exemplo. No ano passado, havia uma média de 4,2 milhões de desalentados no Brasil. No quarto trimestre de 2017, essa população somou 4,4 milhões, o nível mais elevado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

A Pnad Contínua trouxe dados sobre o desalento pela primeira vez A taxa de desalento no quarto trimestre ficou em 3,9% no Brasil Em Alagoas, que apresentou a situação mais grave entre as unidades da federação, a taxa alcançava 15,4%.

"À medida que a economia voltar a crescer e o mercado voltar a contratar, os desalentados vão voltar a buscar emprego. O problema é que as pessoas que estão buscando há mais tempo, com baixa escolaridade, terão mais dificuldade para voltar, especialmente quem está há mais de dois anos desempregado. É algo preocupante. Uma crise tão longa cria dificuldades para algumas pessoas voltarem a trabalhar", alertou Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da área de Economia Aplicada do Ibre/FGV.

 

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