Diário da Região

27/02/2018 - 22h33min / Atualizado 27/02/2018 - 22h33min

Agricultura

Rentabilidade do seringal é tema de evento

Certificação da propriedade pode aumentar a renda do produtor de borracha

Divulgação/Cássio Scomparin Processo de certificação também 
permite que o produtor tenha um 
melhor controle do manejo da cultura
Processo de certificação também permite que o produtor tenha um melhor controle do manejo da cultura

Aumentar a rentabilidade dos produtores de seringueira do País por meio da certificação. Esse é o objetivo do painel Rentabilizando a Sustentabilidade da Borracha Natural, que será realizado em Rio Preto, no dia 9 de março, no Centro de Convenções da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp). O encontro vai reunir os especialistas Cássio Scomparim e Diogo Esperante, diretores da Planthec Ruber, e o guatemalteco Pablo Dominguez, especialista em Certificação FSC em borracha.

Maior produtora de seringueira do Estado, a região Noroeste paulista responde por 28,9% do total paulista. No Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Rio Preto, a produção na safra encerrada em julho chegou a 58,1 mil toneladas de coágulo de borracha, provenientes de 5,8 milhões de pés novos e 9,1 milhões de pés em produção. Mais do que uma produção forte, os especialistas afirmam que o Brasil está praticamente preparado para vender sua borracha a preços mais atrativos. Isso porque já cumpre normas que são bem vistas pelas pneumáticas, maiores compradoras do produto.

O que falta é comprovar que a borracha produzida por aqui tem todo esse diferencial em relação ao restante do mundo. Isso seria possível por meio da certificação por organismos independentes. Segundo Cássio Scomparin, diretor técnico da Planthec Rubber, no País, critérios que não são realidade da borracha internacional já são cumpridos. "Aqui se paga salário ao trabalhador, temos o Cadastro Ambiental Rural, há reservas dentro das fazendas e não há trabalho infantil", afirma.

A busca pela maior rentabilidade da borracha nacional, por meio da certificação, se dá em meio às discussões sobre a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre as importações, que vigorou no ano passado e tinha alíquota de 14% para a borracha importada. Essa continua sendo uma demanda dos produtores nacionais para maior competitividade. No mundo, a produção se concentra na Ásia, com destaque para Tailândia e Indonésia, países que não enfrentam as exigências trabalhistas e ambientais do Brasil.

O encontro tem como objetivo justamente mostrar como a certificação pode aumentar o valor pago à borracha produzida no Brasil, que já tem esse viés sustentável e responsável. Segundo Pablo Dominguez, na Guatemala, que tem uma área bem menor, 80% das propriedades já são certificadas e é essa experiência que ele pretende apresentar aos participantes do evento. "O cultivo é muito bem feito aqui, mas não tem como diferenciar. A certificação tem sido a busca por um melhor preço e também um meio de fazer as coisas bem feitas", explica.

A certificação pode ser feita por dois organismos internacionais, FSC e PEFC. Cada um tem suas normas, mas, em geral, é preciso atender critérios como seguir a legislação no que tange à pagamento de salários, horário de trabalho. Outro aspecto é o respeito às leis ambientais e ainda a gestão da atividade, com controle e acompanhamento de produção. O custo varia de acordo com o que já se tem na propriedade, mas uma forma de baratear seria unir vários produtores em torno do projeto, afirma Dominguez.

Segundo Scomparin, inicialmente, assim que se obtém a certificação, o produtor não vai conseguir um retorno imediato, até porque se precisa de volume de produção para vender. Novamente, é aí que entra o grupo de propriedades de borracha certificada. "Se a borracha está em grupo, o beneficiamento pela usina pode ser desse grupo. Essa borracha certificada pode ir para as grandes pneumáticas", explica.

O processo de certificação, segundo o especialista, também permite que o produtor tenha um melhor controle do manejo da cultura. Por exemplo, a adubação, muitas vezes, pode até atrapalhar a produção. O custo pode ficar altíssimo e o ganho, mínimo. "Precisamos, na prática do campo, trabalhar três eixos: gastar o mínimo fazendo o correto, buscar produção e longevidade do seringal", afirmou.

As vagas para o evento são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo site www.sympla.com.br/painel-rentabilizando-a-sustentabilidade-da-borracha-natural__237226. O custo é de R$ 150 por participantes. Estudantes pagam meia.

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